Capital social e governança ambiental em cooperativas minerais: evidências da Amazônia Brasileira

Imagem de Miniatura

Data

16-04-2026

Grau

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Tema

Eixo temático

Tipo de acesso

Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International

Contido em

Citar como

BARBOSA, Vanessa Brito. Capital social e governança ambiental em cooperativas minerais: evidências da Amazônia Brasileira. 2026. 48 f. Dissertação ( Mestrado em Administração) - Programa de Pós-Graduação em Administração, Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18607. Acesso em:.

DOI

A mineração artesanal na Amazônia enfrenta desafios de governança ambiental em contextos de informalidade produtiva e baixa capacidade institucional. Este estudo analisa como princípios cooperativos e dimensões do capital social sustentam, ou limitam, regras, responsabilidades e rotinas ambientais em uma cooperativa mineral de Marabá, Pará. Adotouse estudo de caso qualitativo, com 11 entrevistas semiestruturadas, observação em campo e análise documental, interpretadas pelas dimensões estrutural, relacional e cognitiva do capital social. Os resultados indicam que assembleias, consenso e controle social fortalecem confiança e coordenação, sustentando práticas ambientais de conformidade. Entretanto, a instabilidade produtiva fragiliza a continuidade das rotinas, enquanto a baixa apropriação de princípios, direitos, deveres e critérios econômicos compromete a dimensão cognitiva. A principal contribuição do estudo está em demonstrar que o limite da governança ambiental decorre da dificuldade de transformar vínculos relacionais em aprendizagem formal, critérios compartilhados, atribuições definidas e monitoramento interno. Essa limitação torna-se mais evidente quando analisada pela Green Entrepreneurial Orientation, que revela uma orientação verde reativa, induzida por fiscalização, exigências de mercado e proteção reputacional. Além disso, valores territoriais de preservação sustentam práticas como descarte de rejeitos e reflorestamento, sem gerar proatividade, inovação incremental e disposição para assumir riscos ambientais. O estudo conclui que a governança ambiental em cooperativas minerais amazônicas depende da conversão do capital social em capacidades dinâmicas, isto é, na habilidade da cooperativa de integrar, construir e reconfigurar recursos e competências internas e externas, convertendo aprendizados organizacionais em práticas verdes.

browse.metadata.ispartofseries

Área de concentração

País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

item.page.isbn

Fonte

item.page.dc.location.country

Fonte URI

Disponível na internet via correio eletrônico: biblio-icsa@ufpa.br