Advocacia criminalista egressa do sistema penal: histórias de vida à luz da criminologia dos condenados

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30-06-2025

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NASCIMENTO, Yúdice Randol Andrade. Advocacia criminalista egressa do sistema penal: histórias de vida à luz da criminologia dos condenados. Orientadora: Luanna Tomaz de Souza. 2025. 167 f. Tese (Doutorado em Direito) - Instituto de Ciências Jurídicas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18122. Acesso em:.

DOI

A presente tese investiga como a experiência pessoal do encarceramento impacta a trajetória e a prática profissional de advogados criminalistas egressos do sistema penitenciário, sob o re-ferencial teórico da criminologia dos condenados. Adotando uma abordagem qualitativa, es-pecificamente a metodologia de história de vida, a pesquisa analisou as narrativas biográficas de um advogado e uma advogada, com atuação no Estado do Pará, que passaram pela prisão depois de concluído o curso de Direito, porém antes de ingressarem na Ordem dos Advogados do Brasil. Os objetivos específicos foram identificar contribuições teóricas da criminologia dos condenados para pensar o sistema penitenciário brasileiro, apresentar os sujeitos da pes-quisa em perspectiva biográfica e investigar a influência da experiência carcerária na compre-ensão do funcionamento das agências punitivas e nos desafios enfrentados no exercício da advocacia. As circunstâncias concretas da pesquisa conduziram a uma análise sobre a política de guerra às drogas, por sua centralidade entre as causas do fenômeno de encarceramento em massa. O estudo evidencia que a vivência carcerária proporciona uma compreensão singular acerca das práticas do sistema punitivo, favorecendo uma advocacia mais empática e estrate-gicamente informada, embora marcada por um ceticismo quanto à idoneidade das agências penais. A pesquisa ressalta a importância da inclusão das vozes dos próprios encarcerados na produção criminológica, destacando a necessidade de superação da criminologia administrati-va e do paradigma punitivista, reconhecendo a persistência dos discursos sobre ressocializa-ção e sugerindo novos caminhos investigativos que incorporem perspectivas interseccionais e críticas no debate sobre encarceramento e justiça criminal.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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