Movimentos sociais em tempos de exceção: poderes e contra-poderes em periferias urbanas de Belém, PA

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30-04-2025

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BATALHA, Eryck de Jesus Furtado. Movimentos sociais em tempos de exceção: poderes e contra-poderes em periferias urbanas de Belém, PA. Orientadora: Simaia Sales das Mercês. 2025. 280 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido) - Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17984. Acesso em:.

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As periferias de Belém são marcadas por uma série de violações de direitos e episódios de violência protagonizados por agentes que exercem controle sobre o espaço por meio da vulnerabilização de corpos e da negação de cidadania plena às pessoas que ali vivem. Este trabalho objetiva compreender as formas de resistência e existência que emanam de movimentos sociais em meio a esse estado de disputas, com foco em expressões e manifestações culturais e na importância dos espaços públicos nas práticas políticas. Para isso, tomamos como referências contextuais as formas de violência promovidas por organizações criminosas que exercem domínio territorial sobre estes espaços, assim como as repressões e controle encabeçados pelo Estado, na figura de forças policiais. Nos atentamos, também, aos projetos institucionais de intervenção sobre o espaço. Utilizamos conceitos como Novos Movimentos Sociais, Estado de Exceção, Necropolítica, Políticas Públicas, Espaço Público e Contra-Poderes para analisar as ações dos agentes que praticam violências, as formas de violência sofridas pelos indivíduos que vivem nas periferias, quais são os perfis de pessoas mais impactadas por essas violências, quais estratégias de resistência e existência dos movimentos estudados e quais os principais desafios, resultados e possibilidades encontrados por eles enquanto sujeitos da ação periféricas. Além do levantamento documental e bibliográfico sobre o tema, realizamos trabalhos de campo orientados por uma perspectiva etnográfica aproximada e envolvida que nos permitiu levantar dados pertinentes às nossas questões e compreender que a partir da premissa de que a equiparação de forças e recursos com agentes violentos que exercem domínio nos territórios estudados é impossível, esses movimentos, ativismos e grupos periféricos não só resistem em seus espaços, por meio de suas identidades, mas existem e constroem novas possibilidades de luta a partir de uma multipolaridade de ações, símbolos da diferença, que representam frentes diversas e amplas de protagonismos.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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UFPA

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1 CD-ROM

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