O principio da razão suficiente na critica da razão pura de Kant e suas apicações: as analogias, as antinomias e os principios regulativos

Imagem de Miniatura

Data

12-12-2025

Grau

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Tema

Eixo temático

Tipo de acesso

Acesso AbertoAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalaccess-logo

Contido em

Citar como

VALE FILHO, José Pereira do. Título: subtítulo. Orientador ou Orientadora: Nome por extenso. Ano de publicação. XX f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, Ano de defesa. Disponível em: . Acesso em:.

DOI

O objetivo desta dissertação de mestrado é analisar a natureza do princípio de razão suficiente (PRS) em Kant, bem como sua possível relação a outros conceitos e princípios presentes na Crítica da razão pura, em particular o conceito de causalidade na Segunda Analogia, os princípios regulativos e a Terceira Antinomia. Em linhas gerais, dois problemas principais e um específico serão tratados aqui: (1o) qual a natureza do PRS? e (2o) de que modo se dá a relação do PRS a tais conceitos e princípios mencionados? A partir da resposta a estas duas questões principais será analisado o problema particular: (3o) o PRS é redutível, ou não, à causalidade na Segunda Analogia? Quanto ao primeiro problema, será sustentada a hipótese de que o PRS tem uma dupla natureza em Kant: como dimensão lógica e outra transcendental. Na primeira dimensão, o PRS é considerado como um princípio de caráter lógico para todo o pensamento à medida que prescreve que este seja bem fundamentado logicamente por meio de uma relação entre um fundamento (Grund) e um consequente (Folge), sendo esta interpretação justificável historicamente por referência a Leibniz e Schopenhauer. Já na segunda dimensão, o PRS é definido como um princípio sintético a priori capaz de vinculação com o mundo empírico, uma vez que fornece um conjunto sistematizado de conceitos, razões e princípios a priori com possibilidade de referência à efetividade dos fenômenos da natureza, conforme exposto por Kant em seus escritos pré-críticos e críticos. Quanto ao segundo problema, será defendida a tese de que, no uso do PRS, podem ser encontradas aplicações válidas e inválidas, tanto pelo entendimento quanto pela razão, conforme exemplificado na Segunda Analogia (aplicação válida do PRS pelo entendimento), a homogeneidade nos princípios regulativos (aplicação válida do PRS pela razão) e na Terceira Antinomia (aplicação inválida do PRS pelo entendimento e pela razão). Nessa análise, o diálogo com Scherer e Lu-Adler assume papel central: o primeiro ao destacar o caráter lógico-transcendental do PRS como princípio crítico da razão, e a segunda ao reinterpretá-lo como eixo de unidade sistemática entre os domínios lógico, transcendental e teleológico. Por fim, quanto ao terceiro problema, será analisada a discussão sobre a redutibilidade (Melo; Longuenesse; Hirata) ou a irredutibilidade (Kauark-Leite, Scherer e Lu-Adler) do PRS à causalidade na Segunda Analogia, à luz da distinção entre sua função lógica e sua função transcendental, em relação à qual será indicado que são pontos de vista restritos diante das considerações mais amplas sobre a definição do PRS, tratado na primeira questão, e suas possíveis aplicações aos conceitos e princípios na Crítica da razão pura apresentados na segunda questão. Desse modo, esta dissertação busca demonstrar que o PRS, ao articular coerência formal e fundamentação objetiva, constitui o verdadeiro eixo crítico que unifica as dimensões lógica e transcendental do pensamento kantiano, ou seja, o ponto em que o pensar encontra o seu próprio fundamento e, simultaneamente, o limite de sua legitimidade.

browse.metadata.ispartofseries

Área de concentração

País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

item.page.isbn

Fonte

item.page.dc.location.country

Fonte URI

bibhumanas@ufpa.br