Efeitos de análogos de punição negativa sobre culturantes

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07-10-2019

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GUIMARÃES, Thais Maria Monteiro. Efeitos de análogos de punição negativa sobre culturantes. Orientador: Emmanuel Zagury Tourinho. 2019. 307 f. Tese (Doutorado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. Disponível em: . Acesso em:.

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Na Análise Comportamental da Cultura, estudos têm demonstrado dificuldade na manutenção de culturantes que requerem entrelaçamentos de autocontrole ético utilizando reforçamento positivo sob metacontingências concorrentes com contingências operantes. A punição negativa pode ser uma variável a ser testada em configurações experimentais similares àqueles estudos sobre autocontrole ético em metacontingências. A presente pesquisa teve como objetivo geral testar variações da aplicação da punição negativa, contingentes a culturantes impulsivos e a respostas impulsivas, sobre a seleção de culturantes autocontrolados e de respostas de autocontrole ético em situação de concorrência entre contingências operantes e metacontingências. Quatro Estudos foram realizados utilizando o protocolo de pesquisa da Matriz adaptado. Microculturas (MCs) com três participantes desempenharam a tarefa desse protocolo, na qual uma contingência operante previa que escolher linha ímpar produzia consequência individual (CI) imediata de maior magnitude e escolher linha par produzia CI imediata de menor magnitude (contingências operantes que estavam em vigor em todos os delineamentos experimentais dos Estudos). As metacontingências programadas previam que coordenações de maior quantidade de escolhas de linha par (classe de culturantes autocontrolados – Cult Aut) produziam consequências culturais (CCs) sob reforçamento positivo. Outras metacontingências programadas com coordenações de maior emissão de linha ímpar (classe de culturantes impulsivos – Cult Imp) previam a aplicação da variação da punição negativa programada para cada Estudo. Em todos os Estudos, nas condições experimentais ‘A’, as duas classes de culturantes estavam sob reforçamento positivo (qualquer combinação de três linha produzia uma CC) e, nas ‘C’, havia suspensão da CC para qualquer culturante. O Estudo 1, com três MCs e o delineamento ABCABC (punição cultural em ‘B’), demonstrou que a punição cultural auxiliou na seleção e manutenção de culturantes autocontrolados, exceto na MC2. O Estudo 2, com duas MCs e o delineamento ABCADC (punição cultural em ‘B’ e punição cultural associada à punição operante externa em ‘D’), demonstrou que a ocorrência de Cult Aut foi mais sistemática na condição da punição cultural associada à punição operante externa. O Estudo 3, com duas MCs e o delineamento ABCADC (punição cultural em ‘B’ e punição cultural associada à punição operante interna em ‘D’), demonstrou que na MC1, ao contrário da MC2, a punição cultural apresentou maior auxílio na seleção e manutenção de culturantes autocontrolados do que a punição cultural associada à punição operante interna, e houve menor ocorrência de autopunição. O Estudo 4, com delineamentos ABCADC (MC1 e MC2) e ADCABC (MC3 e MC4) (punição cultural associada à punição operante externa em ‘B’ e punição cultural associada à punição operante interna em ‘D’), demonstrou que a punição cultural associada à punição operante interna apresentou auxílio relativamente maior do que a punição cultural associada à punição operante externa sobre a seleção e a manutenção de culturantes autocontrolados e de respostas de autocontrole ético em todas MCs. Houve ocorrência sistemática de autopunição nas condições de punição cultural associada à punição operante interna em todas MCs. No geral, os Estudos demonstraram que o efeito de auxílio da punição negativa foi maior de acordo com a sua manipulação progressiva entre os delineamentos experimentais.

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Universidade Federal do Pará

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