Dissertações em Filosofia (Mestrado) - PPGFIL/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/5863
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2011, foi reconhecido pela CAPES nos termos da Portaria nº 84, de 22/12/2014 pertence ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Filosofia (Mestrado) - PPGFIL/IFCH por Orientadores "CHAVES, Ernani Pinheiro"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Psicologia Transvalorativa de Nietzsche: a fisiopsicologia e a genealogia como caminhos para a cultura verdadeira(Universidade Federal do Pará, 2025-08-18) SILVA, Antonio Joel Lima da; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910; VECCHIA, Ricardo Bazilio Dalla ; BURNETT JUNIOR, Henry Martin; http://lattes.cnpq.br/9476600097405010; http://lattes.cnpq.br/7370655734935231; https://orcid.org/0000-0002-0769-782X; https://orcid.org/0000-0001-6806-8333O objetivo desta dissertação é demonstrar como os procedimentos metodológicos adotados por Nietzsche em sua filosofia podem ser considerados como uma psicologia transvalorativa que se move através das abordagens fisiopsicológica e histórico-genealógica, a fim de transvalorar os valores da cultura moderna e abrir caminho para aquilo que Nietzsche entende como cultura verdadeira (eKGWB, NF – 1872, 19[33]). Nesse sentido, parte-se do pressuposto de que as assinalações feitas por Nietzsche em GD/CI (prefácio da transvaloração de todos os valores redigido em 30 de setembro de 1888) e GD/CI O que devo aos antigos 5 (onde Nietzsche aponta GT/NT como sua primeira transvaloração), seriam evidências de uma coesão temática que sugere a transvaloração enquanto tarefa presente em cada fase de seu pensamento; bem como sugerem, também, uma coesão metodológica a qual pretendemos demonstrar como sendo uma abordagem múltipla que usa a filologia, a psicologia e a fisiologia como meios para a efetivação da transvaloração dos valores culturais, conforme também aponta Germán Meléndez (2015). Trata-se, nesses termos, da análise (fisio)psicológica dos conceitos de cultura moderna e de cultura verdadeira, que descreve a primeira como resultado de valores fundados por doutrinas que desprezam o corpo e engendram interpretações hipostáticas que postulam um hiato entre corpo e consciência/alma - daí toda forma de falsificação da realidade seria imputada no imaginário humano, tais como: a ideia de unidade, a ideia de vontade livre e a ideia do eu. A segunda, por sua vez, seria aquilo que Nietzsche busca alcançar através de suas transvalorações, pois, uma cultura que gera valores fundados na coerência interna entre corpo e consciência, passa a engendrar valores, da mesma forma, coerentes com a natureza daqueles que os geraram. Por fim, será exposto, em função da coesão temática e metodológica, uma análise da primeira dissertação da GM/GM, pois, como o próprio Nietzsche sugere em EH/EH Genealogia da moral, a primeira dissertação trata da psicologia do cristianismo que descreve o seu nascimento a partir do páthos do ressentimento. Assim, tal obra seria o trabalho preliminar para uma transvaloração de todos os valores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Autoridade e autoritarismo em Max Horkheimer(Universidade Federal do Pará, 2014) SILVA, Francivone Rodrigues da; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825A presente dissertação se concentra na análise do estudo de Max Horkheimer sobre o problema da autoridade e do autoritarismo presente no ensaio Autoridade e família de 1936. A presença constante deste fenômeno no convívio social é tratada por Horkheimer dentro de uma visão dialética e totalizante da história da sociedade ocidental. A visão do pensador frankfurtiano possui forte influência do pensamento de Hegel, Marx e Freud na compreensão da relação entre indivíduo e sociedade. Para elucidar melhor estes conceitos, fez-se necessário um estudo sobre a questão econômica como forte elo de ligação nas relações humanas, assim como, um estudo sobre o caráter coercitivo inerente à formação do ser social. A tomada de consciência sobre a presença da autoridade e do caráter autoritário é uma das exigências que leva o homem a saber enfrentá-las, visto que jamais serão extintas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os "bons europeus" e a "nova síntese" no pensamento nietzschiano(Universidade Federal do Pará, 2021-04-26) FEITOSA, Wesley Leite; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910A presente dissertação consiste em uma análise hermenêutico-filológica a respeito dos desdobramentos filosóficos de Nietzsche sobre o conceito de “bom europeu” enquanto questão fundamental em sua tarefa de superação da moral. O termo “bom europeu” ocorre em dois períodos distintos de pensamento na obra de Nietzsche. A primeira menção está presente em seus textos intermediários (1876-1882), nos quais o autor discorre sobre o problema da linguagem, da metafísica e da cultura. Nesta ocasião, o filósofo discute sobre a formação do sujeito e os processos de coerção do indivíduo na cultura que condicionam o pensamento e o comportamento humano. Esta abordagem suscita em seu pensamento a necessidade da elaboração de uma tarefa de superação da moralidade/tradição, sobre o qual o conceito de “espírito livre” é formulado. Os conceitos de “espírito livre” e “bom europeu” são associados enquanto sinônimos na fase intermediária de seu pensamento, o segundo termo enfatiza a necessidade de distanciamento e superação das pátrias e discute sobre o nacionalismo alemão do século XIX. Em seus textos tardios (1883-1889), o conceito de “bom europeu” é reintroduzido em um novo contexto em que o autor desenvolve sua crítica à moral e superação da visão etnocêntrica no pensamento moderno europeu. Desta forma, Nietzsche estabelece níveis hierárquicos de visão e superação, quais sejam: 1. Europeu; 2. Supraeuropeu; 3. Oriental; 4. Grego. O supraeuropeu é um conceito que designa um nível perspectivo de visão segundo o qual a própria Europa deve ser superada. Nessa perspectiva o indivíduo não deve ser apenas supranacional, como também, supraeuropeu, na pretensão de sobrelevação de seu horizonte europeu e alcance de uma visão mais ampla acerca da construção cultural do Ocidente. Porém, para isso é necessário levar esta tarefa adiante. O autor na tentativa de extinguir sua parcialidade ocidental propõe a visão oriental da Europa através do conceito supra-asiático. O nível asiático representa um nível mais elevado de superação da moral europeia em relação supraeuropeu, este conceito caracteriza uma objeção mais radical ao Ocidente e seus valores enquanto consequência cultural da Europa. Com intenção à esta proposta, finalmente o pensador destaca a fundamentação grega como modelo teórico para os chamados “europeus do futuro” no denominado ideal grego. Este representa, em sua tarefa, uma visão de superação mais elevada que os demais níveis anteriores e caracteriza sua visão cosmopolita da cultura europeia, pela síntese cultural que esta simboliza. A partir dessa perspectiva, Nietzsche descreve um processo contínuo de superação segundo procedimentos atávicos e de diferenciação sobre o qual seja possível o surgimento de uma “nova síntese” cultural, linguística e fisiológica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O conceito de psicologia em humano, demasiado humano I(Universidade Federal do Pará, 2016-12-14) REMÍGIO, Luan José Silva; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825O presente trabalho tem como objetivo explorar o conceito de psicologia tal como apresentado em Humano, demasiado humano. A formulação deste conceito encontra-se intimamente ligada ao projeto filosófico nietzscheano de filosofia histórica inaugurado em 1878. Este empreendimento critica a filosofia tradicional a partir do conhecimento científico, que volta a ser valorizado a partir da obra de 1878. A psicologia elaborada por Nietzsche distancia-se daquela elaborada pela metafísica, pois o filósofo parte de pressupostos diferentes da tradição ao rejeitar a dualidade corpo/alma e a supremacia do inteligível sobre o sensível, ao atribuir importância maior ao sensível. Importantíssimo, também, é a amizade iniciada com Paul Rée que apresentará os moralistas franceses do século XVII e XVIII ao filósofo alemão. O duque de La Rochefoucauld, um desses pensadores franceses, é fundamental para elaboração de suas “observações psicológicas”, assim como os estudos sobre fisiologia, intensificados a partir de então. Sendo assim, a análise psicológica é necessária para denunciar os ideais, teóricos, práticos e estéticos como ficções humanas, demasiadas humanas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Confissão, sujeito e verdade em Michel Foucault(Universidade Federal do Pará, 2020-06-22) MONTEIRO, Rafael Siqueira; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910Este trabalho analisa a maneira pela qual Foucault articulou os conceitos confissão, sujeito e verdade em seus escritos de 1979 a 1984. Essa periodização marca o deslocamento teórico realizado por nosso autor a partir do curso Do governo dos vivos; deslocamento que colocará no centro de suas pesquisas a relação sujeito e verdade no ocidente. E, foi justamente nesse momento que a confissão se tornou fundamental na relação sujeito e verdade, enquanto uma forma específica de manifestar a verdade e de construir subjetividades. Essa investigação sobre como o sujeito se relacionou com a verdade no decorrer da história ocidental fez com que Foucault se lançasse em dois novos espaços de pesquisa, a saber: a filosofia antiga e o cristianismo primitivo. A problemática desta pesquisa está vinculada à compreensão de como se efetivou a articulação dos conceitos confissão, sujeito e verdade no último Foucault. Para responder a essa problemática, propomos os seguintes objetivos específicos: identificar a verdade como centro das atenções de Foucault, a partir de 1979; abordar alguns aspectos da leitura foucaultiana do pensamento filosófico antigo e do cristianismo primitivo no que tange à relação confissão, sujeito e verdade; e analisar a relação confissão, sujeito e verdade em Michel Foucault no período de 1979 a 1984. Considerando a especificidade da pesquisa em filosofia, este trabalho adotou como metodologia a pesquisa teórico-bibliográfica. Esse tipo de metodologia é a mais apropriada à pesquisa filosófica, pois permite ao pesquisador ter acesso à produção de conhecimento acerca de um tema a partir da leitura dos textos do próprio filósofo e, também, com o auxílio da bibliografia secundária de comentadores. Esta pesquisa nos permitiu, portanto, constatar que Foucault, ao articular os conceitos confissão, sujeito e verdade a partir do pensamento filosófico antigo e do cristianismo primitivo, colocou em relevo duas experiências: a renúncia do sujeito por meio da verdade confessada e a constituição de um sujeito livre por meio da verdade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A “Cultura de Si” em Foucault(Universidade Federal do Pará, 2018-03-26) FREITAS, Frank Alexandre Rosa; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825Partindo dos últimos trabalhos de Michel Foucault, nos deparamos com uma virada significativa em sua filosofia, através do estudo da noção grega do cuidado de si. Noção essa que, segundo Pierre Hadot, teria sido atraída por alguns aspectos de sua abordagem em relação a filosofia antiga como exercícios espirituais. A partir dessa nova perspectiva Foucault pensa o sujeito que constrói a si mesmo a partir de exercícios, práticas e técnicas de si. Consecutivamente, esta dissertação tem como objetivo analisar a “Cultura de Si” que é amplamente trabalhada e pesquisada por Foucault, em seus últimos trabalhos, e principalmente a partir da Hermenêutica do Sujeito, curso de 1982; além da História da Sexualidade II e III e outros textos correlatos de aspectos da ética antiga. Portanto partimos da análise da cultura de si feita por Foucault até as convergências e divergências criticamente empreendidas por Hadot. Para finalmente chegarmos, no capitulo III de nossa dissertação, para compreendermos como Foucault analisa a cultura de si após o curso de 1982. O que muda nos cursos posteriores. O que muda nos dois últimos volumes da História da sexualidade em relação à Hermenêutica do Sujeito. Também, a questão da atualidade da cultura de si e sua relação com as práticas sociais atuais para a possibilidade de uma estética da existência será objeto de investigação. Voltamo-nos então a questão de se haveria ou não em Foucault esta proposta de reatualização de uma ética antiga, buscando refletir sobre as maneiras em que seja possível entender, através do olhar que ele dirigiu a antiguidade, uma arte de viver.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O Dionisíaco em Nietzsche: da “metafísica de artista” à “fisiologia da arte”(Universidade Federal do Pará, 2015-11-26) CARDOSO, Sandro Melo Batalha; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825O dionisíaco é uma das noções que pode facilitar uma compreensão acurada sobre a estética nietzschiana. Nestes termos, ao considerar as ferramentas conceituais oferecidas pela “metafísica de artista” e pela “fisiologia da arte” como particularmente relevantes para um debate sobre o tema, o presente trabalho detém como principal objetivo pesquisar os modos como a noção do dionisíaco é abordado no decurso do pensamento filosófico de Nietzsche, mais especificamente na passagem da “metafísica de artista” à “fisiologia da arte”. Em um primeiro momento, é destacada a relação entre a concepção do Uno-primordial, o Romantismo, a filosofia trágica e o dionisíaco presente na primeira fase da filosofia nietzschiana. Em seguida, são apresentadas e debatidas consideráveis observações sobre o lugar do dionisíaco na tragédia grega, culminando em um rearranjo teórico sobre a noção do dionisíaco: a concepção monista de Dioniso e a ideia do êxtase como condição necessária a toda arte. Por sua vez, são indicadas e sustentadas relevantes apreciações sobre a “fisiologia da arte” nietzschiana. Por um lado, é destacada a possibilidade de uma transfiguração artística da realidade através da intensificação do sentimento de potência, por outro, é indicado os sintomas da arte décadence. Tal linha de investigação conduz à conclusão de que o dionisíaco é essencial para Nietzsche desenvolver sua concepção sobre a arte trágica fundamentada na “metafísica de artista”, assim como, é indispensável em suas considerações estéticas que aparecem em seu projeto de uma “fisiologia da arte”.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estoicismo imperial e estética da existência em a Hermenêutica do sujeito, de Michel Foucault(Universidade Federal do Pará, 2022-12-21) SAMPAIO, Ronald Valentim Gomes; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910Em seus últimos estudos, Michel Foucault (1926-1984) se debruçou sobre a questão do cuidado de si, retornando à Antiguidade Clássica para (re)pensar a ética moderna nos termos de uma ontologia crítica do momento presente. Foucault nos revela que o processo de subjetivação do indivíduo clássico, na tomada de uma posição ética, caminha na direção de uma estética da vida. Os fundamentos para essa assertiva serão encontrados na leitura e interpretação atenta dos filósofos antigos, sobretudo das principais obras de Sêneca (Séc. I d. C), Epiteto (Séc. I d. C) e Marco Aurélio (Séc. II d. C), conhecidos como filósofos do estoicismo romano imperial, encarando-as como dotadas de função “etopoiética”, isto é, função transformadora do sujeito que as examina. Não obstante ter tratado das práticas éticas dos antigos em outros trabalhos (livros, entrevistas e conferências), é em A Hermenêutica do sujeito (1981-1982) que Foucault apresenta, passo a passo, todo o labor da filosofia antiga, a partir da identificação das “práticas de si”, “técnicas da existência” e “cuidado de si”, na elaboração de um modo de vida pautado em escolhas pessoais capazes de engendrar um estilo de vida como “obra de arte”. Assim, a ética que Foucault extrai dos antigos é uma verdadeira estética da existência, uma liberdade possível no fazer-se existir.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Foucault leitor de Kant: da antropologia à aufklärung(Universidade Federal do Pará, 2015-11-30) AUGUSTO, Ricardo Pontieri; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825Acompanhamos três momentos de leituras de Foucault da obra de Kant centrando-as na questão “Quem somos nós neste momento?”. De 1961 a 1969. Foucault analisa arqueologicamente a relação entre o Projeto Crítico e a Antropologia de Kant, destacando o surgimento da abertura de possibilidade de confusão entre os campos empírico e transcendental, como ocorreu posteriormente com outros pensadores. A abertura teria surgido com a pergunta «O que é o homem?» do projeto antropológico kantiano. Com a confusão, o homem que era uma instância lógica no projeto crítico, passou a ser apresentado como um duplo empírico-transcendental, e princípio explicativo. De 1970 a 1978 Foucault investiga genealogicamente o deslocamento e articulação entre a Crítica e a Aufklärung realizados por Kant em “O que é a Aufklärung ?” que analisava a atualidade e a atitude crítica do homem à procura de tornar-se racionalmente autônomo. Foucault destaca em Kant tal concepção de atitude crítica, que seria próxima à que ele mesmo formula a partir de investigações genealógicas de resistências às transformações das relações de poder desde o século XVI, resultantes de processos de governamentalização do estado, quando o antigo direito de vida e de morte fora substituído pelo governo das condutas dos indivíduos em vários campos. A partir do final da década de 70, ainda investigando a Aufklärung de Kant, Foucault propõe ter ocorrido no pensamento daquele filósofo a inauguração de duas novas tradições filosóficas: – a “Analítica da Verdade” na esteira do projeto Crítico e a “Ontologia Crítica de nós mesmos” na da Aufklärung, à qual ele se alinha. Na segunda tradição, em conflito com a perspectiva tradicional da ontologia do ser, Kant teria proposto uma ontologia crítica ao deslocar a questão epistemológica-transcendental «O que posso saber?» para “O que é este acontecimento?”, abrindo ao campo filosófico questões histórico-ontológicas sobre a atualidade, o indivíduo e a atitude crítica dos homens. A nova ontologia crítica, como a denominou Foucault, constitui para ele o fundamento da atitude ético-político de franquear limites, contrariamente a Kant que a partir da mesma procurou estabelecer limites formais que os homens não poderiam ultrapassar por decisão individual.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Michel Foucault: a dimensão política do cuidado de si(Universidade Federal do Pará, 2017-05-15) COSTA, Paulo Henrique Pinheiro da; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825Nos últimos trabalhos de Michel Foucault, nos deparamos com uma virada significativa em sua filosofia, através do estudo da noção grega do “cuidado de si” (epiméleia heautou). A partir dessa nova proposta, o filósofo pensa o sujeito que constrói a si mesmo, que regra suas condutas, que transforma-se através de exercícios, práticas e técnicas de si. Ao mesmo tempo, estabelece um importante desdobramento, ao possibilitar a problematização das questões éticas e políticas do nosso presente. Desse modo, a dissertação tem por objetivo estudar a relação, necessária e fundamental, entre o cuidado de si e as práticas sociais e políticas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nietzsche e a Metaforicidade da Linguagem em “verdade e mentira no sentido extramoral”(Universidade Federal do Pará, 2020-06-01) MIRANDA JUNIOR, Edilson; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910Esta dissertação tem por objetivo discutir a metaforicidade da linguagem no texto ―Verdade e Mentira no Sentido Extra-Moral‖, de Friedrich Nietzsche. De um lado, apresenta-se a perspectiva de que a linguagem é absolutamente metafórica, tendo-se com isso a consequência de que é impossível falar dela mesma sem cair em um discurso autodestrutivo. Por outro lado, existe a perspectiva de que a linguagem só é metafórica relativamente e que é possível, portanto, encontrar uma coerência interna no texto. Para fazer um balanço das duas perspectivas, é necessário analisar bibliograficamente as influências sobre Nietzsche na feitura do texto, bem como situar a relevância do mesmo na filosofia nietzschiana como um todo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nietzsche, Kafka e o Niilismo: entre filosofia e literatura(Universidade Federal do Pará, 2016-06-03) ARAÚJO, Raul Reís; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825A pesquisa procura analisar o termo filosófico niilismo na obra de Nietzsche, desde sua origem até suas vertentes no pensamento maduro do autor. Entendendo o processo da decadência como niilista, Nietzsche coloca Sócrates como o primeiro pensador da décadence, que seria perpetuada até a modernidade pelo platonismo, cristianismo, budismo e outras doutrinas e modelos colaterais tornando o tipo escravo como o homem modelo. Esboçamos a maneira como Nietzsche pretende superar esse homem, não apresentando um outro modelo, mas, através da superação dos valores que o cultivam, procurando um novo estado fisiopsicológico mais saudável ao homem. Para isso Nietzsche coloca a vontade de poder como a possibilidade da transvaloração e criação, e nos usamos da tese da vontade de poder enquanto um fazer artístico para compreensão de como seriam as possibilidades da criação e/ou aniquilamento do que está aí, em detrimento de não se rebaixarem e se resignarem ao valor dado pela moral vigente. Quando se chega à modernidade, observamos que Nietzsche elenca a política e a burocracia dentre tantos outros ídolos, como novos meios de conservação e apequenamento do homem, o que leva a critica-la como mais um meio de nivelamento e empobrecimento da vida. Kafka então surge em nosso trabalho como a síntese de parte do que Nietzsche compreendeu de sua época, o seu diagnóstico dos próximos duzentos anos é ilustrado através das obras de Kafka, que caracteriza o homem como o ser adoecido pelos valores que lhe são impossíveis de serem vividos ou literalmente levados a cabo. Para isso todo o entendimento da fisiologia do artista segundo Nietzsche nos leva a uma compreensão e interpretação da obra de Kafka para além de sua época.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A noção de poder no curso A coragem da verdade, de Foucault(Universidade Federal do Pará, 2019-05-27) MORAES, Elias de Nazaré; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825No curso A coragem da verdade, Michel Foucault nos apresenta uma noção de poder marcado pelas práticas de parresía e do ―cuidado de si‖ (epiméleia heautoû), que se desloca da concepção genealógica onde o poder aparece como relações de forças, passa pela confissão e chega à parresía. Deste modo, o filósofo analisa o sujeito que diz suas verdades, se constitui a partir de si e na relação com o outro, que se expõe parresiasticamente seja na democracia, na autocracia ou pelo estilo de vida cínica e busca mudar suas práticas e valores através de tecnologias de si, fazendo de sua vida uma estética da existência. A problematização das práticas de si no campo ético-político permite uma abertura de si como resistência aos assujeitamentos do poder moderno e a elaboração de uma ética do próprio sujeito. Assim sendo, a dissertação tem como objetivo compreender a noção de poder no curso mencionado e seus possíveis deslocamentos em relação ao seu período genealógico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Paisagem e retrato: pintura e filosofia em "Humano, demasiado humano" de Nietzsche(Universidade Federal do Pará, 2016-09-30) LÉDO, Thiago Moura; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825Qual a orientação filosófica que Nietzsche se emprega em Humano, demasiado humano quando ele faz as seguintes considerações: “Os filósofos costumam se colocar diante da vida e da experiência como se fosse uma pintura desdobrada de uma vez por todas, como a pintura de um evento”? No segundo volume da mesma obra há outro aforismo num direcionamento tangencial: “Todos os pensadores (filósofos, escritores etc.) são pensadores-pintores (Maler-Denker) que pintaram suas vidas, e alguns ainda se impuseram, numa ânsia desmedida, a “tarefa absurda” de pintar ‘a’ vida”. Como caracterizar sua postura depois disso? Filosofia e Pintura estabelecem uma relação que amadureceu no oportuno contexto de Humano, demasiado humano, mas que advém de “tentativas preparatórias”, como o esboço de retratos dos filósofos em A filosofia na era trágica dos gregos, e ainda reflete posteriormente nas “Autobiografias filosóficas”, os Prefácios de 86 e Ecce homo e, além disso, podem ser compreendidos por retratos filosóficos. Aqui é importante ressaltar que o horizonte de atividades deste trabalho se limita ao período “aforismático-imagético” das obras de Nietzsche, isto é, seu chamado contexto “intermediário-positivista”. Propõem-se dois caminhos para fundamentar esta relação entre Filosofia e Pintura: 1) a necessidade de contextualização fundamentada na filosofia histórica, 2) junto ao movimento de individuação, que não perfaz uma unidade, porém, que continuamente se transfigura. Busca-se explicar como contextualização e individuação, isto é, paisagem e retrato são métodos da pintura que Nietzsche aplicou em filosofia, de tal maneira que ambos sintetizam os problemas do devir ou do sentido histórico na filosofia nietzschiana.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Parresia nos cursos de Foucault de 1982-1984: ética, politica e estética(Universidade Federal do Pará, 2021-09-01) CORDEIRO FILHO, Flávio de Lima; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910A obra de Michel Foucault (1926-1984) é detentora de uma grande envergadura conceitual, perpassando desde de temas como Loucura, Poder e chegando até seu debate sobre a Verdade. O foco desta dissertação será seus escritos finais, referentes aos anos de 1982 a 1984, visto que é dentro dos cursos ministrados no Collège de France onde Foucault trabalhará de forma mais específica noções de ética, estética e verdade. Michel Foucault realiza uma retomada a antiguidade clássica, contudo tal retorno tem em vista um conceito em específico: parresía. Parresía é traduzido por Foucault como “coragem da verdade”, “fala-franca”, “dizer tudo”, porém o foco da análise do filósofo francês se dará como tal conceito encontra-se profundamente vinculado com o fazer filosófico da antiguidade, perpassando desde das consequências políticas do uso da parresía, a construção de um éthos, este por sua vez atriculado com uma estética do “dizer-verdadeiro”. Foucault mostrará que a preocupação com a Verdade não diz respeito somente ao debate epistemológico entre verdade versus falsidade, ou seja, não é do interesse do filósofo francês entrar na discussão do que faz um discurso e/ou conhecimento ser verdadeiro. Foucault quer investigar o que faz do sujeito alguém que diz a verdade e como ele é reconhecido como aquele que porta um discurso verdadeiro. Percebemos que há em Foucault uma preocupação da verdade enquanto formadora do sujeito, como o falar franco é influência na formação de um sujeito? Com isso Foucault afirma que irá deixar de lado as “estruturas epistemológicas” para se preocupar com a analise das “formas aletúrgicas” do ato de proferir a verdade. Foucault irá realizar a diferenciação do “conhece-te a ti mesmo” e o “cuida-te de ti mesmo” ambos formulações socráticas, contudo como cada uma irá desenvolver e formular doutrinas distintas na história da filosofia, enquanto a primeira irá se deter um desenvolvimento mais epistemológico/metafísico da filosofia socrática, a segunda irá se ater a um modo de vida, ou seja, uma ética socrática. Contudo Foucault aponta condições para se efetivar a parresía, além da necessidade de falar tudo, há a urgência de ser um discurso totalmente vinculado com o pensamento daquele que fala, logo não sendo uma fala meramente artificial. Por isso o filósofo francês afirma que a parresía não é uma mera adequação fala e pensamento, como fazem os mestres, é necessário assumir uma espécie de risco vital, que irá ferir e irritar o outro, chegando ao ponto de uma violência extrema, logo se correndo o risco de perder o vínculo com o outro. Por isso é importante ressaltar a essencial diferença entre a retórica e a parresía, colocando as duas atitudes em formas diametralmente opostas, enquanto uma é um discurso sem vínculo nenhum com o interlocutor e com aquilo que está sendo pronunciado, a parresía é ligação entre os interlocutores, ligação tão forte que abre precedentes a rejeição, punição e vingança daquele que disse a verdade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) La política de los sin parte: una lectura desde Jacques Ranciére de las iniciativas y artísticas de las Madres de Soacha en Colombia(Universidade Federal do Pará, 2020-02-17) BURGOS, Diego Fernando Perez; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sapientia Et Beatitudo: o humano como imago Dei em Santo Agostinho(Universidade Federal do Pará, 2023-04-13) SANTOS, Renan Santos dos; FERREIRA FILHO, Pedro Calixto; http://lattes.cnpq.br/0104971775700240; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910O tema da felicidade já havia sido abordado pelos filósofos antigos, mas no novo mundo cristão que surgia, devemos atentar para as peculiaridades, pois, na Idade Média, possuía-se dois vocábulos para designar a palavra felicidade, uma destas expressões era o vocábulo felicitas que indicava prosperidade e fecundidade e o outro termo era o vocábulo beatitudo que implicava na bem-aventurança, na posse do verdadeiro absoluto, representando uma espécie de felicidade ―eterna‖, ou ―última‖, ou ―final‖, assumindo a ideia de ―perfeição‖ – a igreja apropriou-se do vocábulo de origem grega makaría, eudaimonia e se concretizou na beatitudo (felicidade), dando-lhe um além do religioso que lhe era próprio, um sentido além disso cristão, por pensar o fim último da felicidade como comunhão (união íntima) com um Deus pensado agora como dom e, consequentemente, concebido agora como plenitude da bondade. Defenderemos que, de acordo com Agostinho, a felicidade implica em comunhão com aquilo que se deseja enquanto bem para si e para os outros, de modo que o indivíduo se afasta da miséria, pois, como poderia ser feliz aquele que vive diante daquilo que é temporalmente irrealizável para o outro e para si, por si mesmo, o homem sábio é aquele que reconhece sua natural debilidade, de sua fraqueza. Porém, o distúrbio da ordem original nos conduz a viver diante do irrealizável, visto que sua vontade se dirige apenas as coisas impossíveis e incompatíveis com a sua natureza. Esta é a posição defendida pelo jovem Agostinho. Por conseguinte, neste trabalho buscaremos apresentar todo este itinerário do humano para a felicidade destacando o papel que a sabedoria desempenha na configuração do homem como imagem de Deus na trajetória do pensamento agostiniano.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Soberania e governamentalidade: Foucault, leitor de Rousseau(Universidade Federal do Pará, 2019-09-10) BEZERRA, Marco Antonio Correa; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825O objetivo geral desse trabalho é mostrar de que forma a concepção jurídica-legal do poder no século XVIII possibilitou a ampla compreensão do termo governamentalidade, pois as estratégias políticas estavam direcionadas ao controle da população tal como exposto no curso “Segurança, Território, População”, ministrado por Michel Foucault no Collège de France, em 1977-1978. Para realizar tal intento, partiremos da confrontação crítica que Foucault estabelece com a ideia do poder soberano no interior do chamado Estado Moderno em Jean-Jacques Rousseau. A partir desse enfoque pretendemos indicar, inicialmente, que o filósofo genebrino ao escrever o verbete “Economia Política” na Enciclopédia (1755) tem a finalidade de apresentar a necessidade de uma gestão econômica e administrativa sobre os bens e a vida das pessoas, em seguida, registra a obra Do Contrato Social (1762) como extensão lógica dos seus dois ensaios (1749 e 1755). Dessa maneira, Rousseau visa legitimar o comportamento dos integrantes da sociedade, e para isso, o cidadão precisa delegar seu poder individual e particular em direção a uma vontade geral. No curso acima referido, Foucault critica, exatamente, essa noção de soberania, pois o francês identifica que há um corpo intermediário [governo] equipado com um aparato jurídico que se torna na prática uma gestão governamental camuflada cujas ferramentas principais são os dispositivos de segurança para regulamentar a população. Essa ideia de um governo como governo da população utiliza técnicas de poder, isto é, aparelhos tecnológicos para normatizar os membros desse Estado ao desenvolver um método controlador sob a aparência de um discurso em prol do bem-estar da população.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sofrimento, conhecimento de si e corpo em Schopenhauer(Universidade Federal do Pará, 2013) TORRES, Joel Neres; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825Esta pesquisa busca explicar em que consiste o fundamento do sofrimento para a filosofia de Schopenhauer, especialmente segundo sua obra magna O mundo como vontade e como representação, partindo de uma concepção de natureza que espelha a Vontade em sua contradição consigo mesma, percorrer seus graus de objetivação até chegar ao “ápice” que se apresenta na consciência humana, e, através dela, compreender que o conhecimento, produzido como um apêndice para servir de auxílio na complexidade inerente a esta consciência, na realidade se comporta como um “parasita” trazendo, assim, pela via da individualidade e do corpo, uma consciência de ansiedade e impotência. Busca-se explorar o porquê da limitação desse conhecimento teórico frente a vontade e, pelo sentido contrário, explicitar a sentimentalidade, enquanto via de acesso a essa vontade, no corpo, torna-se como uma saída possível para a percepção de si, a qual, se for trabalhada em conjunto com o conhecimento teórico, oferece uma “melhor consciência” frente ao inexorável sofrimento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A suspensão da empiria estudos sobre a Psicologia da propaganda fascista nos anos 1940: Filosofia, Psicanálise e pesquisa empírica em Theodor Adorno(Universidade Federal do Pará, 2022-12-14) LIMA, Victor Hugo Amaro Moraes de; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910O objetivo desta dissertação é explorar os estudos elaborados pelo Instituto de Pesquisas Sociais sobre o antissemitismo nos anos 1940, com um enfoque nos textos de Theodor W. Adorno sobre a propaganda fascista. Busca-se por meio de três eixos os desdobramentos possíveis na temática específica da propaganda fascista, para relacioná-los de acordo com o sentido geral que elas possuem na obra de Adorno. O primeiro eixo refere-se a importância histórica da pesquisa empírica no cenário intelectual dos anos iniciais da Teoria Crítica ainda em Frankfurt, explorando as primeiras tentativas de projetos e compreensões sobre o tema, e de analisar como a experiência norte-americana de pesquisa afetou o pensamento Adorno sobre tal questão. O segundo eixo se refere a importância da teoria psicanalítica no pensamento de Adorno em suas pesquisas empíricas e teóricas, formalizando uma interpretação que demonstre a ligação entre psicanálise, filosofia e sociologia em seu pensamento, almejando entrelaçar suas principais inflexões teóricas, e como estas se organizam nestas três áreas distintas. E o terceiro eixo busca realizar uma subsequente leitura e interpretação dos textos decorrentes do financiamento da AJC ao Instituto em referência à pesquisa sobre o antissemitismo: “Antissemitismo e propaganda fascista”, “Elementos do Antissemitismo” e “Padrão de Propaganda Fascista”, discutindo como os conceitos de Adorno para o problema do ódio aos judeus se desenvolveram ao mesmo tempo em que uma pesquisa empírica e teórica foi realizada entre os anos 43-44, data da escrita dos Elementos do Antissemitismo e da sua participação no projeto empírico, buscando elaborar como a interpretação sociológica de Adorno media o problema da teoria e da empiria pelo prisma de uma teorização crítica da sociedade.
