Dissertações em Filosofia (Mestrado) - PPGFIL/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/5863
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2011, foi reconhecido pela CAPES nos termos da Portaria nº 84, de 22/12/2014 pertence ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Navegar
Navegando Dissertações em Filosofia (Mestrado) - PPGFIL/IFCH por Orientadores "SOUZA, Luís Eduardo Ramos de"
Agora exibindo 1 - 5 de 5
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) As objeções de Kant aos argumentos teístas na Dialética Transcendental da Crítica da Razão Pura: uma crítica a partir de aspectos da filosofia analítica da religião(Universidade Federal do Pará, 2025-01-28) SANTOS, Arthur Henrique Soares dos; SOUZA, Luís Eduardo Ramos de; http://lattes.cnpq.br/7892900979434696; CORÔA, Pedro Paulo da Costa; PORTUGAL, Agnaldo Cuoco; http://lattes.cnpq.br/3785172545288511; http://lattes.cnpq.br/1568859502052989Uma das investigações teológicas críticas de Kant é acerca das denominadas provas teístas: os argumentos ontológico, cosmológico e físico-teológico. Kant conclui, na Dialética Transcendental da Crítica da razão pura (1787), que provas satisfatórias são impossíveis a partir de tais argumentações da razão teórica. Isso se dá, de acordo com o filósofo, porque o argumento ontológico falha e, em última análise, como as provas cosmológica e físico-teológica dependem dele, isso implica a impossibilidade de todas as tentativas de demonstrar a existência de Deus. Historicamente, isso levou ao abandono das provas teístas na filosofia. Entretanto, estes argumentos ressurgiram com a chamada filosofia analítica da religião, através de filósofos como Alvin Plantinga (1974, 2012), Charles Malcolm (1960), Richard Swinburne (2019) e William Lane Craig (1979). Diante desta recente recepção crítica da Dialética Transcendental, a presente pesquisa investiga o seguinte problema: as objeções de Kant realmente impossibilitam os argumentos teístas da razão teórica? Com isso em vista, o objetivo geral desta dissertação é realizar uma crítica analítica às objeções de Kant contra os argumentos teístas da razão teórica, a fim de defender a hipótese de que a objeção de Kant aos argumentos teístas não consegue demonstrar a impossibilidade de tais argumentos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O belo e o sublime em Kant nas fases pré-critica e crítica: ruptura ou continuidade?(Universidade Federal do Pará, 2017-04-17) SOUSA, Jeandersonn Pereira de; SOUZA, Luís Eduardo Ramos de; http://lattes.cnpq.br/7892900979434696O objetivo deste estudo é investigar os conceitos do belo e do sublime em Kant por meio do confronto entre duas obras da sua filosofia estética: uma do período pré-crítico, as Observações sobre o sentimento do belo e do sublime de 1764, e a outra do período crítico, a Crítica da Faculdade de Julgar de 1790. A questão central que se pretende investigar nesta pesquisa é a seguinte: há ruptura ou continuidade conceitual na reflexão de Kant sobre o belo e o sublime nestas duas obras pertencentes a períodos distintos da sua filosofia? O caminho seguido para esclarecer este problema foi dividido em três etapas: 1) analisar e discutir como os conceitos do belo e do sublime se constituem na obra da fase pré-crítica; 2) examinar e dissertar como os conceitos do belo e do sublime se constituem na obra da fase crítica; 3) Identificar e apresentar, as semelhanças e as dessemelhanças, no tratamento da matéria nas duas obras em particular. Ao final deste estudo, defender-se-á aqui a tese de que, apesar da subjetividade aparecer no primeiro escrito e ser parte essencial no segundo escrito, por caracterizar o fundamento de determinação no sujeito por meio do sentimento de prazer e desprazer, o cotejo entre os dois escritos considera haver uma ruptura, muito mais que uma continuidade, no modo de Kant pensar os conceitos do belo e do sublime nas referidas obras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Da epistemologia moderna à epistemologia complexa de Edgar Morin: repercussões sobre o humanismo(Universidade Federal do Pará, 2022-03-03) MONTEIRO NETO, Benedito da Conceição; NUNES, Antônio Sérgio da Costa; http://lattes.cnpq.br/2937593233363602; SOUZA, Luís Eduardo Ramos de; http://lattes.cnpq.br/7892900979434696Nosso objetivo, no presente trabalho, dedica-se a demonstrar os principais elementos epistemológicos da complexidade elaborado por Edgar Morin em contraste geral com os princípios do método moderno de Descartes. Partimos das seguintes questões norteadoras: como ocorre a passagem do conhecimento ordenado moderno para o conhecimento organizado complexo e de que maneira esses conhecimentos culminam em uma concepção de humanismo? A hipótese que defendemos é que os princípios da complexidade de Morin são expostos como um diálogo crítico sobre as limitações do método moderno, apontando de que modo este último repercute de forma ambivalente na ciência e na sociedade a título de um humanismo degenerado e de um humanismo regenerado. Metodologicamente, dissertamos, em primeiro lugar, sobre a concepção da ciência e do método na modernidade, iniciando pelos argumentos que precedem e formulam a organização de um método quantitativo do conhecimento, tendo como eixo central as contribuições de Descartes em suas principais obras (1952). A segunda parte do texto volta-se para a concepção de ciência e método segundo as contribuições da epistemologia da complexidade, proposta por Edgar Morin (1996, 2011, 2015, 2016), onde apresentamos as principais inteligibilidades da sua teoria: o princípio dialógico, o princípio recursivo, o princípio hologramático. Na terceira e última parte do texto, fazemos o cotejo entre o pensamento complexo e a modernidade tomando por base o conceito do humanismo. Inicialmente, expomos a leitura da modernidade pela complexidade, destacando a categoria de racionalização. Em seguida, explanamos o modo como método moderno repercute na contemporaneidade com o advento da ecologia da ação. Por último, apresentamos uma reconstrução de um método e de um conhecimento alternativo, capaz de lidar com as incertezas culminando com a proposta de uma regeneração o humanismo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Kant e a refutação do idealismo nas edições A e B da CRP: aporia ou solução ao idealismo?(Universidade Federal do Pará, 2017-05-10) SANTOS, Claudio Tobias Akim; SOUZA, Luís Eduardo Ramos de; http://lattes.cnpq.br/7892900979434696Este trabalho se preocupa com a Refutação do idealismo proposta por Kant na Crítica da Razão Pura, aonde pretendemos, inicialmente, por meio de uma análise crítica e conceitual que o assunto exige, abordar as questões que Kant levanta contra o idealismo cético, e, também, nos posicionar quanto a suficiência da prova proposta por Kant como solução do problema da real existência dos objetos fora da consciência, tanto no Quarto paralogismo (edição A), quanto na Refutação do idealismo (edição B). Posteriormente vamos mostrar que os argumentos do Quarto paralogismo da edição A juntamente com a Refutação do idealismo da edição B, são suficientes para a refutação do cético e finalmente provam a real existência dos objetos externos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As representações inconscientes e o Eu Penso em Kant(Universidade Federal do Pará, 2018-01-10) BRITO, Aline Brasiliense dos Santos; SOUZA, Luís Eduardo Ramos de; http://lattes.cnpq.br/7892900979434696Esta pesquisa tem por objetivo analisar o conceito de representações inconscientes em Kant e sua relação com o conceito de apercepção transcendental, ou o Eu penso. A existência de um gênero próprio de representações, as inconscientes, são apontadas em várias obras de Kant, dentre as quais se podem citar a Antropologia de um ponto de vista pragmático e a Crítica da razão pura. São representações das quais se pode destacar na filosofia de Kant dois aspectos principais, sendo o primeiro a amplitude, pois elas abarcam o campo teórico, prático e estético, e o segundo a positividade, no sentido de desempenharem um papel positivo tanto na produção do conhecimento, quanto nos demais processos mentais – no estético e no moral. Entretanto, quando considerado o conceito de inconsciente frente ao princípio da apercepção transcendental, surge uma problemática: como afinal, compreender a existências de tais representações na filosofia de Kant, se o Eu penso implica em uma referência necessária de toda representação à consciência? Kant é mesmo enfático ao afirmar que, se as representações não se referem a este princípio, elas não são nada para um sujeito (Crítica da razão pura, B131). Com efeito, com vistas a tentar fornecer uma solução a tal problemática, partiremos de três hipóteses relevantes sobre a questão. A primeira delas é a tese de Locke, segundo a qual as representações inconscientes não são admitidas pelo fato de indicarem uma contradição à consciência de si mesmo, afinal, frente a um eu que nem sempre possui consciência de seus atos, pode-se dizer que há certa indeterminação quanto à identidade deste eu. A segunda é a tese de Heidemann (2012), de acordo com a qual a representação inconsciente encontra-se dividida em duas espécies, onde somente uma delas, as representações unconscious by degrees, referemse à apercepção transcendental. Por fim, a terceira tese é a de La Rocca (2007), com a qual concordamos em grande parte, pela qual se compreende o princípio da apercepção transcendental sempre como uma possibilidade estrutural, não a título de uma efetividade em termos psicológicos – ser consciente ou inconsciente –, mas de uma estrutura lógica que diz respeito à forma pela qual a representação precisa se referir.
