Teses em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (Doutorado) - PPGDSTU/NAEA
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2297
O Doutorado Acadêmico em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido pertence ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU) do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O Doutorado em Ciências – Desenvolvimento Socioambiental iniciou em 1994, absorvendo o debate crítico de ponta na época nos temas sobre desenvolvimento, planejamento e questões ambientais.
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Navegando Teses em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (Doutorado) - PPGDSTU/NAEA por Orientadores "FERNANDES, Danilo Araújo"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Mensuração dos custos de transação e de transformação do vinho de açaí: um estudo sobre os "batedores" de açaí no Bairro do Guamá em Belém(Universidade Federal do Pará, 2022-10-11) FERNANDES, José Luiz Nunes; FERNANDES, Danilo Araújo; http://lattes.cnpq.br/2839366380149639“Batedor de açaí” é o termo popularmente usado para se referir ao pequeno empreendedor que atua em ponto fixo de produção e venda nas cidades da Região Norte da Amazônia brasileira. Caracteriza-se, em geral, como um ponto onde ocorre, ao mesmo tempo, o processamento e a venda da polpa fresca do açaí para diversos segmentos do mercado de consumo popular e urbano da região. Por outro lado, a teoria econômica costuma diferenciar os chamados custos contábeis e os custos econômicos, sendo os custos econômicos normalmente considerados de difícil medição. Entre as modernas teorias utilizadas como base microeconômica para análise da estrutura de custos de empresas, podemos destacar a chamada Teoria Institucionalista, a qual tem permitido avançar nas estratégias de avaliação de custos econômicos proporcionando condições de os avaliar quantitativamente pelo ponto de vista, inclusive, da medição dos custos contábeis. Como objetivo, foram envidados esforços para identificar e apurar os chamados custos de transação, tão largamente utilizados nas análises institucionalistas, e adicioná-los aos cálculos dos custos de transformação, e, como consequência, apurar o custo de produção de 1 litro do vinho do açaí produzido nos empreendimentos associados aos batedores de açaí na Região Metropolitana de Belém. A métrica adotada foi o Custeio Baseado em Atividades e Tempo (TDABC). Segundo os objetivos gerais e por proporcionar maior familiaridade com o problema, foi utilizada a pesquisa exploratória. Quanto ao método de coleta de dados, delineou-se utilizar o levantamento de campo. O resultado evidencia que, no verão amazônico, o custo de 1 litro de açaí é de R$ 18,93, já no inverno, resulta no custo de R$ 25,60. Ademais, ao se reconhecer a firma como uma estrutura de governança, e não mera função de produção, a estrutura de governança de mercado preconizada por Williamson (1985) é a que tem maior destaque, o que favorece a redução de custos. Como limitação, destaca-se o cenário pandêmico e a escolaridade dos batedores, os quais limitaram, em parte, a coleta dos dados. Sugere-se novas pesquisas voltadas ao aproveitamento do caroço de açaí, o qual tem, como regra e após a produção do vinho, o descarte em forma de lixo urbano, bem como, dentre outras, a mensuração ou valuation do ponto de produção e venda de açaí.Tese Acesso aberto (Open Access) Mudança institucional e diversidade territorial na Amazônia Oriental Brasileira: o papel do mercado de terra como causa estrutural para o fenômeno do desmatamento(Universidade Federal do Pará, 2018-11-14) SILVA, David Costa Correia; FERNANDES, Danilo Araújo; http://lattes.cnpq.br/2839366380149639O desmatamento é um dos principais problemas da Amazônia. A explicação das causas dessa degradação ambiental tende a ser feita sob as relações de mercado (oferta e demanda), isto é, com o uso da teoria econômica neoclássica. Por essa teoria, os problemas socioambientais são reduzidos a questões mercadológicas de modo que as questões são consideradas externalidades cuja solução é a definição dos direitos de propriedade e a regulação das formas de uso (comando e controle). No caso amazônico, o desmatamento estaria ligado à demanda por commodities que funcionariam como incentivo à devastação de novas áreas. Porém, a visão neoclássica atenta apenas para relações econômicas imediatas e focadas na economia real (produção, distribuição e consumo). Assim, a teoria neoclássica ignora possibilidade da terra ser um ativo com características específicas, com mercado e que pode ser transacionado no presente ou no futuro, transformando-se em uma razão para especulação. Nesse sentido, este tese levanta a hipótese de que o desmatamento é resultado da constituição mercado de terras “sem mata”. Para testar essa hipótese este ensaio segue as teorias da Nova Sociologia Econômica e Nova Economia Institucional, as quais apresentam potencial para explicar os processos históricos e as mudanças institucionais passadas pelo território amazônico que resultaram na expansão da fronteira agrícola, em ampliação das possibilidades de trajetórias tecnológicas e em transformações nos arranjos institucionais que auxiliaram na criação do mercado de fatores, entre os quais o mercado de terras, sendo este um dos indutores do desmatamento amazônicoTese Acesso aberto (Open Access) Os limites naturais do crescimento econômico à luz da economia ecológica: caminhos para uma solução neguentrópica(Universidade Federal do Pará, 2025-08-05) RIBEIRO, Mônica Moraes; FERNANDES, Danilo Araújo; http://lattes.cnpq.br/2839366380149639; COSTA, Francisco de Assis; FOLHES, Ricardo Theophilo; PONTES, Altem Nascimento; CHERMONT, Larissa Steiner; http://lattes.cnpq.br/1820238947667908; http://lattes.cnpq.br/5612208724254738; http://lattes.cnpq.br/5993352890364998; http://lattes.cnpq.br/5447234748261047; https://orcid.org/0000; https://orcid.org/0000; https://orcid.org/0000-0002-9001-4603; https://orcid.org/0000Este estudo objetiva compreender, no contexto do sistema econômico, as formas pelas quais o crescimento econômico impacta o meio ambiente, tanto em termos de extração de recursos materiais e energéticos, quanto da deposição de matéria degradada e de energia dissipada. Isso porque a prática econômica dominante, com sua escala de produção, gera uma série de problemas ambientais que ameaçam a sustentabilidade da vida na Terra. Esses problemas incluem a deterioração dos ecossistemas, a perda da biodiversidade e mudanças no clima. Neste sentido, cabe a indagação: de que forma o crescimento econômico, com seus impactos ambientais decorrentes, vêm sendo tratado pelas teorias econômicas ao longo do tempo; e quais abordagens teóricas poderiam ser identificadas, no estado atual da literatura, no sentido da defesa de uma abordagem teórica inovadora – com possibilidades de soluções neguentrópicas – capaz de dirimir o impasse da relação entre crescimento vs conservação ambiental? Para estas demandas, foi realizada extensa pesquisa bibliográfica no campo interdisciplinar, nas áreas da Economia Aplicada, Economia do Meio Ambiente, Física, Ecologia e Ecologia Política; com enfoque para a obra basilar de Nicholas Georgescu-Roegen (1971), na apreensão de sua crítica ao paradigma econômico dominante, bem como nos autores que representam a visão por ele criticada. No final do século XX, muitos debates divergentes emergiram na esfera acadêmica e no âmbito de formulações de políticas multilaterais globais. Isso resultou na elaboração de dois distintos campos de estudo que investigam a interação entre o processo econômico e os processos ecológicos, que são a Economia Ambiental e a Economia Ecológica. Essas duas correntes constituem pólos antagônicos de um mesmo processo, em que de um lado, na Economia Ambiental, se afirma o potencial de crescimento econômico sustentável de longo prazo, desde que se avance nos processos de internalização dos custos ambientais e substituição dos fatores escassos por fatores e recursos disponíveis; de outro, na Economia Ecológica, firmada nos limites biofísicos do crescimento e na necessidade de uma nova forma de pensar a economia, fundamentada em princípios bioeconômicos, ao propor sua reestruturação com foco na sustentabilidade dos fluxos de matéria e energia. Diante desse impasse e avançando sobre o cenário da emergência climática, dos esforços globais em buscar a conciliação para a questão do crescimento econômico e da conservação dos ecossistemas, propõe-se o debate sobre um modelo conceitual e inovador, que possa conciliar opções de crescimento com gabaritos qualitativos capazes de enquadrar as estratégias de crescimento dentro dos limites biofísicos dos ecossistemas, buscando compatibilizar a conflituosa relação entre crescimento vs conservação ambiental.
