Teses em Ciências Ambientais (Doutorado) - PPGCA/IG
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Navegando Teses em Ciências Ambientais (Doutorado) - PPGCA/IG por CNPq "CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Aerossóis de queimadas e internações hospitalares por doenças respiratórias em crianças no Estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2021-05-31) MOURA, Maurício do Nascimento; SILVA, Glauber Guimarães Cirino da; http://lattes.cnpq.br/4792139391237534; https://orcid.org/0000-0003-1105-7603; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301Segundo a OMS, a cada quatro mortes de crianças abaixo de 5 anos, uma está relacionada à poluição do meio ambiente, o que equivale a 93% de crianças vivendo em ambientes com atmosfera poluída em todo o mundo. Esta pesquisa investigou a variabilidade das queimadas e das internações hospitalares por doenças respiratórias em crianças menores de 9 anos de idade, em uma região profundamente marcada por mudanças no uso da terra em todo o planeta, com anos consecutivos no ranking de desmatamento, seguido da queima da biomassa florestal: o estado do Pará. Foram analisados 18 anos de séries temporais de variáveis climáticas, PM2.5, AOD e saúde para dois municípios paraenses localizados em regiões com características ambientais e sociais muito diferentes, mediante um estudo ecológico de caráter epidemiológico. Em geral, os dois locais analisados mostraram um aumento na taxa de internação no segundo semestre de cada ano da série histórica, apesar de Santarém mostrar altos números desses registros durante todo o ano. O clima também mostrou um papel importante no aumento da incidência de síndromes respiratórias, porque deixa o ambiente propício à ação do fogo, entretanto, os resultados mostraram que anos sem anomalias climáticas significativas também podem apresentar altos registros de queimadas e PM2.5. Quando se analisou essas relações em apenas um ano e com recorde de queimadas, constatou-se uma combinação mais nítida entre as variáveis investigadas, com boa correlação estatística, bem como um surpreendente e preocupante aumento das queimadas no município de Santarém, chegando a superar Marabá, município que sempre esteve à frente com os maiores valores de desmatamento, queimadas e poluição do ar. Marabá percebe antecipadamente os efeitos das queimadas, em geral, dois meses antes de Santarém, sendo esta situação explicada pela localização geográfica, grau de preservação da floresta, resposta às oscilações climáticas, atividade industrial e ação de políticas públicas. Uma amostra retirada da série temporal mostrou que Marabá chega a atingir no auge da estação seca, níveis de atenção e de emergência para PM2.5, apresentando assim uma baixa qualidade do ar. Santarém não registrou níveis alarmantes, porém o monitoramento diário detectou muitos dias com níveis acima do permitido, de acordo com os padrões estabelecidos pela legislação ambiental. Os níveis de poluição detectados podem elevar o número de desfechos por doenças respiratórias, sobrecarregando o sistema de saúde pública do estado.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da contribuição da pecuária bovina nas mudanças de uso da terra: uma abordagem multiescala no estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2021-02-19) THALÊS, Marcelo Cordeiro; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534A Amazônia brasileira passou por vários ciclos econômicos, vinculados a exploração dos recursos naturais e integrados ao mercado mundial, os quais se intensificaram a partir da década de 1960 e mais recentemente com a expansão do agronegócio. Nesse processo de construção territorial, as mudanças de uso da terra ocorreram de forma heterogênea no espaço e no tempo, com mecanismos atuando em diferentes escalas. O objetivo desta pesquisa é analisar as mudanças de uso da terra e a contribuição da pecuária bovina no processo de construção territorial com a proposição de métodos e indicadores de monitoramento em diferentes escalas, do regional ao local, que colaborem na gestão territorial. No estado do Pará foi elaborada uma cartografia diacrônica das frentes pioneiras que permitiu representar e delimitar os contrastes regionais em regiões pioneiras. Posteriormente, essas frentes pioneiras foram relacionadas à dinâmica dos desmatamentos, por períodos, entre 2002 a 2017, o que possibilitou qualificar os territórios em consolidados, voltados à intensificação agropecuária ou em expansão, usados como estratégia de ocupação, além daqueles livres de desmatamento. No município de Paragominas, localizado em um território em consolidação, a dinâmica da paisagem foi analisada ao se sobrepor os mapas de uso da terra com os de aptidão do solo e distanciamento das rodovias principais e, ao final, propõem-se um modelo de restauração da paisagem. A dinâmica da paisagem pode ser representada em dois sistemas de uso da terra: o primeiro, baseado na expansão das pastagens nos vales arenosos e, o segundo, na agricultura mecanizada que atualmente se expande nos planaltos argilosos. Desses dois sistemas foram extraídas três lições para ajudar no processo de restauração da paisagem. A primeira aponta que a intensificação do uso da terra aumenta a pressão sobre as florestas, principalmente nas áreas mais adequadas; a segunda indica que a intensificação do uso da terra libera áreas não adequadas à mecanização que podem ser utilizadas para restauração florestal; a terceira, por sua vez, é uma governança local que poderia definir políticas espacialmente explícitas capazes de conduzir a uma transição da paisagem. Em áreas amostrais, no sudeste paraense, foram coletados os pontos de observação com a descrição visual das características das pastagens, as quais possibilitaram a construção de uma tipologia associada a processos de degradação das pastagens. Ao relacionar essa tipologia das pastagens aos índices da vegetação (NDVI, EVI-2, NDII-5, NDII-7), extraídos das imagens Landsat 7 (ETM+), observa-se que nas pastagens bem formadas ao se reduzir os percentuais de cobertura verde e de altura houve uma redução nos índices de vegetação. Nas pastagens degradadas e em degradação houve certa imprecisão em relação às pastagens bem formadas. As pastagens degradadas ou em degradação biológica foram melhor identificadas, mas apresentaram imprecisão em relação as pastagens bem formadas com baixa cobertura verde, enquanto as pastagens degradadas ou em degradação agrícola se confundiram com as pastagens bem formadas com alto a médio percentual de cobertura verde. Essa abordagem tem potencial para ser utilizada no monitoramento das áreas de pastagens, mas necessita ser aprimorada. As análises em diferentes escalas refletem a importância da compreensão das mudanças de uso da terra no processo de construção territorial cujo objetivo principal é de transformar esse conhecimento em um instrumento de fácil entendimento e de apoio às tomadas de decisão.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da dinâmica da transição do regime de fogo na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-21) TAVARES, Paulo Amador; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904; https://orcid.org/0000-0002-4008-2341; BARLOW, Bernard Josiah; http://lattes.cnpq.br/8559847571278134O bioma Amazônico tem passado por mudanças significativas de formas de uso e ocupação do solo, sendo impactado também pelas mudanças climáticas globais. Em consequência, a ocorrência de queimadas e incêndios florestais tem se tornado mais recorrente na Amazônia. Assim, é importante conhecer como ocorre o regime do fogo nessa região e suas interações com o uso do solo e o clima. Por essas razões, este estudo analisa a transição do fogo na Amazônia brasileira. No Capítulo 1, foi investigado como ocorre a transição do fogo ao longo do tempo na Amazônia brasileira, considerando as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Foram coletados dados anuais de ocorrência de fogo, cobertura florestal, taxas de desmatamento e áreas de cultivo de soja. Utilizando modelos lineares mistos generalizados e modelos lineares, foram realizadas análises estatísticas para identificar os principais fatores que influenciam essa transição. Foi constatado que há um processo de transição do fogo na floresta, sendo que um modelo quadrático melhor predisse o comportamento da ocorrência de incêndios. Além disso, observou-se que o pico de ocorrência de incêndios está se deslocando para paisagens mais florestadas ao longo do tempo. As taxas de desmatamento e a expansão das áreas de cultivo mostraram-se relacionadas com essa transição, sendo que o desmatamento teve maior impacto na ocorrência de queimadas e a expansão das áreas de cultivo foi mais relevante para prever a transição para áreas mais florestadas. No Capítulo 2, foram investigadas as diferentes trajetórias de fogo nas paisagens florestais da Amazônia brasileira. Utilizando Análise de Trajetórias Latentes (LTA) e modelos lineares mistos generalizados, foram identificadas trajetórias latentes que representam diferentes padrões de ocupação do solo ao longo do tempo. Duas trajetórias latentes principais foram destacadas: a trajetória "Consolidada", caracterizada por um histórico mais antigo de desmatamento, e a trajetória "Transição", que apresentou um padrão mais recente de ocupação do solo. A cobertura florestal e o desmatamento foram as principais variáveis preditoras das queimadas florestais nas duas trajetórias, seguidas pelo déficit hídrico. A expansão da soja não mostrou ser significativa para nenhuma das trajetórias. Foi observado um aumento nas áreas de floresta queimada a partir de 2015 em ambas as trajetórias. Em conjunto, os resultados destacam a relação da transição do fogo na Floresta Amazônica brasileira com as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Essas descobertas ressaltam a necessidade do desenvolvimento políticas públicas que aumentem a cobertura florestal, por meio de iniciativas como a restauração florestal, e reduzam o desmatamento na região amazônica para garantir a conservação da biodiversidade e dos estoques de carbono.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da dinâmica da transição do regime de fogo na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-21) TAVARES, Paulo Amador; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904; BARLOW, Bernard Josiah; http://lattes.cnpq.br/8559847571278134O bioma Amazônico tem passado por mudanças significativas de formas de uso e ocupação do solo, sendo impactado também pelas mudanças climáticas globais. Em consequência, a ocorrência de queimadas e incêndios florestais tem se tornado mais recorrente na Amazônia. Assim, é importante conhecer como ocorre o regime do fogo nessa região e suas interações com o uso do solo e o clima. Por essas razões, este estudo analisa a transição do fogo na Amazônia brasileira. No Capítulo 1, foi investigado como ocorre a transição do fogo ao longo do tempo na Amazônia brasileira, considerando as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Foram coletados dados anuais de ocorrência de fogo, cobertura florestal, taxas de desmatamento e áreas de cultivo de soja. Utilizando modelos lineares mistos generalizados e modelos lineares, foram realizadas análises estatísticas para identificar os principais fatores que influenciam essa transição. Foi constatado que há um processo de transição do fogo na floresta, sendo que um modelo quadrático melhor predisse o comportamento da ocorrência de incêndios. Além disso, observou-se que o pico de ocorrência de incêndios está se deslocando para paisagens mais florestadas ao longo do tempo. As taxas de desmatamento e a expansão das áreas de cultivo mostraram-se relacionadas com essa transição, sendo que o desmatamento teve maior impacto na ocorrência de queimadas e a expansão das áreas de cultivo foi mais relevante para prever a transição para áreas mais florestadas. No Capítulo 2, foram investigadas as diferentes trajetórias de fogo nas paisagens florestais da Amazônia brasileira. Utilizando Análise de Trajetórias Latentes (LTA) e modelos lineares mistos generalizados, foram identificadas trajetórias latentes que representam diferentes padrões de ocupação do solo ao longo do tempo. Duas trajetórias latentes principais foram destacadas: a trajetória "Consolidada", caracterizada por um histórico mais antigo de desmatamento, e a trajetória "Transição", que apresentou um padrão mais recente de ocupação do solo. A cobertura florestal e o desmatamento foram as principais variáveis preditoras das queimadas florestais nas duas trajetórias, seguidas pelo déficit hídrico. A expansão da soja não mostrou ser significativa para nenhuma das trajetórias. Foi observado um aumento nas áreas de floresta queimada a partir de 2015 em ambas as trajetórias. Em conjunto, os resultados destacam a relação da transição do fogo na Floresta Amazônica brasileira com as mudanças no uso da terra e cobertura florestal. Essas descobertas ressaltam a necessidade do desenvolvimento políticas públicas que aumentem a cobertura florestal, por meio de iniciativas como a restauração florestal, e reduzam o desmatamento na região amazônica para garantir a conservação da biodiversidade e dos estoques de carbono.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise de tendências de variáveis hidroclimáticas na bacia hidrográfica Araguaia-Tocantins e suas implicações na agricultura irrigada(Universidade Federal do Pará, 2019-02-28) SALAME, Camil Wadih; BARBOSA, Joaquim Carlos; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984A Bacia Hidrográfica Araguaia-Tocantins (BHAT) é a mais intensa em áreas de drenagem dentro do território brasileiro, com processos de uso e ocupação cada vez mais crescentes em termos das demandas do agronegócio e exploração mineral. Nesta pesquisa realizou-se um estudo estatístico sobre as tendências hidroclimáticas (precipitação e vazão) na BHAT e suas relações com a agricultura irrigada. O mapeamento hidroclimático baseado na análise de agrupamento identificou quatro regiões homogêneas dentro do BHAT, duas ao norte com predominância de altos valores de chuva/vazão e alta disponibilidade hídrica e duas regiões se estendendo ao longo da bacia, com valores mais baixos de chuva e vazão e menor disponibilidade hídrica. O regime chuvoso da BHTA ocorre entre dezembro e março e o regime seco entre maio e setembro. Os meses de outubro/novembro e abril são os de transição com variações pronunciadas no ciclo sazonal. O estudo geoestatístico de provisões chuva/vazão revelou que os resultados usando o modelo de Box-Jenkings é relativamente melhor quando comparado ao modelo de Redes Neurais Artificiais. A abordagem integrada das variações hidroclimáticas com os dados agropecuários dentro da BHTA revelaram um padrão significante de tendências negativas de precipitação e vazões coincidentes espacialmente nas regiões de intensa produtividade de milho e soja e de rebanho bovino. Um resultado relevante foi deteção de correlação espacial significativa entre o número de pivos centrais em regiões com baixa disponibilidade hídrica, os quais favorecem a produtividade das culturas temporárias.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise dos fluxos turbulentos de CO2 e energia entre o ecossistema aquático e atmosfera na Flona de Caxiuanã-PA(Universidade Federal do Pará, 2019-02-26) SOUZA FILHO, José Danilo da Costa; CATTANIO, José Henrique; http://lattes.cnpq.br/1518769773387350Esta pesquisa investigou os fluxos turbulentos de CO2 e energia, na interface da baia de Caxiuanã - atmosfera na Floresta Nacional de Caxiuanã (FLONA) localizada na Amazônia Oriental sob influência de variáveis atmosféricas, da cota da baia e do gradiente de temperatura na interface baia-atmosfera, durante os anos de 2013 e 2014. Os dados utilizados neste estudo foram obtidos a 7 metros, em média, acima da lamina de água, a partir de uma torre micrometeorológica, instalada na baia de Caxiuanã. Medidas de fluxos de CO2 (FCO2), calor sensível (H) e calor latente (Le) e foram coletados através de um sistema de vórtices turbulentos. Dados meteorológicos foram coletados por uma estação meteorológica automática. Verificou-se que a precipitação registrada nos anos estudados foi superior a normal climatológica. A temperatura média horária da água da baia esteve sempre superior a temperatura do ar ao longo dos meses. O gradiente de temperatura vertical médio mensal na interface baia - atmosfera se mostrou sempre positivo, alcançando os maiores e menores valores no período chuvoso e seco, respectivamente. Os resultados mostram um forte padrão sazonal na partição do saldo de energia para aquecer a atmosfera (H) e para o processo de evaporação (Le). Na análise do FCO2 podemos verificar um claro padrão sazonal com o período chuvoso e seco da região, ou seja, as magnitudes dos FCO2, tanto de emissão quanto de sequestro pela baia, são maiores nos meses chuvosos quando comparados com os meses secos.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise dos fluxos turbulentos de CO2 e energia, associada a percepção dos serviços ecossistêmicos em um manguezal amazônico(Universidade Federal do Pará, 2018-04-30) FREIRE, Antonio Sérgio Cunha; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401Esta proposta de trabalho interdisciplinar para o doutoramento em ciências ambientais, na linha de pesquisa física do clima, investigou prioritariamente os fluxos turbulentos de CO2 e energia, na floresta de mangue no sítio experimental de Cuiarana, no município de Salinópolis, Pará, sob influência da variabilidade atmosférica local, durante o ano de 2015. Outrossim, estudou-se também, dentro desta perspectiva interdisciplinar a relação da comunidade local com a floresta do entorno da área de estudo. Para a coleta dos dados turbulentos, instalou-se uma torre micrometeorológica no mangue, com sensores de alta frequência que coletaram os dados das variáveis atmosféricas acima do dossel da floresta. Os dados meteorológicos foram coletados a partir da torre da UFRA, localizada a 400 m da torre do mangue. Para as investigações sociais, realizou-se um estudo de caso a partir da percepção dos tomadores de decisão, que ocupam cargos de liderança em diversas estruturas organizacionais no município de Salinópolis e na vila de Cuiarana, sobre a percepção dos serviços ecossistêmicos gerados pelo ecossistema de manguezal. Verificou-se que no manguezal de Cuiarana, no ano de 2015, sob efeito do ENOS, houve considerada redução de precipitação na região onde choveu apenas 63,7% do esperado climatológico. Quanto ao fluxo de calor sensível (H) e latente (LE) no manguezal, notou-se que os valores máximos para ambas variáveis foram registrados às 14 h, com pico de LE no período chuvoso e de H no período menos chuvoso. Na análise do fluxo sazonal do CO2, verificou-se que as maiores magnitudes de absorção ocorreram no período chuvoso, com pico de absorção ás 13h com -13,56 μmol.m2, enquanto que no período menos chuvoso, registrou-se pico de absorção de CO2 às 13h com -8,95 μmol.m2. Quanto a percepção da liderança local sobre os serviços ecossistêmicos gerados pelo manguezal, notou-se considerada valorização de tais bens e serviços pelos entrevistados, onde os serviços de uso direto como habitação, pesca e geração de trabalho e renda, são mencionados como fundamentais para o bem-estar da população ribeirinha. Percebeu-se a partir dos relatos de pescadores e marisqueiros que ocorre a transmissão de conhecimento intergerações no sentido de manter as práticas laborais tradicionais e conservação do manguezal.Tese Acesso aberto (Open Access) Aplicações de GNSS meteorologia: estudos de caso de eventos extremos de precipitação no Rio de Janeiro e Belém.(Universidade Federal do Pará, 2024-06-18) MOTA, Galdino Viana; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984Eventos extremos de chuva, concomitantemente desencadeados com inundações, deslizamentos de terra e alagamentos, estão temporalmente relacionados às variações do atraso zenital total (ZTD) e do vapor d’água integrado (IWV) do Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) meteorologia. A relação entre a variação de ZTD/IWV e a precipitação foi investigada neste trabalho, utilizando médias, séries temporais e estudos de caso de eventos extremos no Rio de Janeiro entre 2015 e 2018, e em Belém entre 2010 e 2022. Os dados de GNSS são oriundos do International GNSS Monitoring and Assessment System (iGMAS) e da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC), e os dados de precipitação do Sistema Alerta Rio da Prefeitura do Rio de Janeiro (Alerta Rio), do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Instituto Tecnológico Vale (ITV). Na composição das séries temporais de ZTD/IWV e precipitação no Rio de Janeiro, foram identificadas configurações de rampas quase lineares seguidas de rampas não lineares, com as maiores taxas de variação e picos de ZTD/IWV ocorrendo, respectivamente, de 1–2 horas e 0,5 hora antes dos máximos de precipitação predominantemente entre 18:00 e 00:00 hora local (HL). Estudos de caso de eventos extremos de precipitação durante a estação chuvosa revelaram configurações nas curvas de ZTD/IWV na forma de: (i) ondulações nomeadas ‘semissenóides assimétricas’ com duração de 3–5 horas, formadas pelo rápido crescimento vespertino em rampas não lineares, com uma taxa de variação média no ponto de inflexão de +11 (1,4) mm [15min]–1; (ii) saltos (jumps) com taxa de variação média de +17,3 (+2,66) mm [15min]–1 e máxima de +21,3 (+3,33) mm [15min]–1; (iii) rampas alongadas e ondulações denominadas ‘protuberâncias’ (bumps) sequenciais escalonadas nas rampas ascendentes com duração de 1–2 horas; e (iv) ‘protuberâncias’ ou rampas ascendentes em valores de ZTD/IWV já elevados devido à atuação de sistemas meteorológicos como a Zona de Convergência de Umidade (ZCOU) ou a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Foram identificados eventos com grandes volumes de chuvas resultando na elevação dos níveis dos rios, igarapés e canais, causando alagamentos em vários locais de Belém. Três eventos ocorreram durante a estação menos chuvosa com precipitação na categoria muito-forte provenientes de Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCMs), e outros quatro eventos durante a estação chuvosa sob a influência principal da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). As curvas de ZTD apresentaram variações não lineares antes e depois dos eventos de chuvas significativas, com rampas ascendentes quase lineares e picos seguidos por rampas descendentes. Quando se aproximavam dos eventos, as curvas tinham uma configuração de ‘saltos’ de ZTD, com súbito crescimento precedendo chuva intensa ou ocorrendo em múltiplos saltos durante os eventos de chuva intensa por várias horas. Porém, algumas curvas de ZTD/IWV apresentaram as configurações de semissenóides, protuberâncias ou saltos sem resultar em precipitação, evidenciando a existência de falsos alarmes. Por isso, recomendou-se a instalação de estações meteorológicas junto das estações de GNSS, para medir pelo menos a precipitação, pressão, temperatura e umidade relativa com resolução de 5 minutos, que é essencial para o monitoramento de eventos extremos de precipitação. Recomenda-se expandir as análises para períodos mais longos, identificar configurações significativas nas séries temporais de ZTD e IWV, definir limiares críticos e utilizar técnicas avançadas e mais complexas, como redes neurais, análise de ondeletas para as séries temporais de ZTD/IWV ou tomografia troposférica. Essas abordagens são essenciais para melhorar a previsão de eventos de precipitação severa, prevenir e mitigar os impactos de fenômenos meteorológicos adversos, garantir a segurança e fornecer infraestrutura adequada nas áreas afetadas.Tese Acesso aberto (Open Access) Áreas úmidas e indicadores ambientais de planície flúvio estuarina na Amazônia Oriental.(Universidade Federal do Pará, 2020-12-18) PINTO, Álvaro José de Almeida; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187As planícies de inundação mais extensas do mundo ocorrem em bacia do rio Amazonas. Nestes locais, ao longo dos maiores rios, pulsos de inundações periódicas produzem conectividade sazonal e dinâmicas entre os canais menores e as zonas úmidas adjacentes. As áreas úmidas possuem um papel vital na qualidade das águas, que, além de proverem a estabilização costeira, o controle de erosão e a recarga de aquíferos, servem como importantes habitats. O presente estudo objetivou elaborar, com base em indicadores ambientais, a caracterização e a classificação de uma planície flúvio-estuarina em área úmida, bem como avaliar o seu grau de impacto ambiental usando bioindicadores como ferramenta de análise, considerando um gradiente de corpos hídricos. O presente estudo ocorreu nos municípios de Barcarena e Abaetetuba, tendo estes um importante e significativo papel econômico-financeiro, sociocultural e migratório e ecológico-ambiental para a região e para a Amazônia como um todo. O presente estudo foi divido em duas etapas, considerando a hipótese e os objetivos específicos. A primeira etapa de caracterização e classificação da região como áreas úmidas; e a segunda etapa foi o uso de indicadores biológicos como forma de mensurar a qualidade ambiental das áreas. Os indicadores usados para etapa I foram: altimetria, precipitação pluviométrica, hidrografia e uso e cobertura da terra, sendo tais informações processadas em ambiente SIG. Adicionalmente, foi usado o Índice Topográfico de Áreas Úmidas (ITU) e proposto o método de reclassificação de mapas (topografia, uso do solo e precipitação), gerando produto através da álgebra de mapas, definindo então áreas com Potencial de Formação de Áreas Úmidas (PFAU). A segunda etapa foi realizada após a classificação das PFAU’s, usando os macrozoobentos como indicador de qualidade ambiental. Em relação às amostragens, as principais drenagens foram distribuídas em três setores com diferentes potencialidades de impactos, quais sejam: i) setor de alto impacto; ii) setor de médio impacto; e iii) setor de baixo impacto. De forma geral, a região do presente estudo predomina valores altimétricos baixos, a precipitação pluviométrica para o acumulado anual variou de 3594 mm a 4844 mm, não sendo uma diferença marcante, mais de 50% do solo é caracterizado como área de agricultura e campos, estando diretamente ligado aos ambientes modificados, seja pela ocupação do polo industrial ou pelo uso da terra com edificações. Foi possível delimitar as áreas com Potencial de Formação de Áreas Úmidas, estando diretamente ligado aos processos topográficos e às principais drenagens. Os resultados indicaram que a estrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos nas drenagens do entorno do complexo portuário industrial demonstra perda da qualidade ambiental, com efeitos extremos de queda na abundância e diversidade. Táxons mais tolerantes (Namalycastis caetensis, Cirolana sp., Pseudosphaeroma sp., Tubificidae e Chironominae) e sensíveis (Hydropsychidae e Eteone sp.) às condições de impactos foram identificadas e avaliadas como potenciais bioindicadores para monitoramento.Tese Acesso aberto (Open Access) Aspectos geoambientais e climáticos da sub-bacia do rio Guamá no Nordeste Paraense.(Universidade Federal do Pará, 2020-12-15) BARBOSA, Ivan Carlos da Costa; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884; https://orcid.org/0000-0002-2809-5318A sub-bacia do rio Guamá (SBRG) está localizada na Mesorregião do Nordeste mais especificamente na microrregião do Guamá, abrange 12 municípios e vem apresentado um relevante crescimento econômico e social. O rio Guamá possui importância econômica, social e cultural para os municípios da região, pois para ele convergem toda rede de drenagem composta de pequenos tributários e grandes afluentes inseridos. Desta forma, o objetivo da pesquisa foi avaliar a integração de variáveis climáticas, ambientais e hídricas com as transformações atuais do uso e ocupação do solo na área da sub-bacia do rio Guamá, no nordeste paraense. Inicialmente, foram avaliadas as estimativas de precipitação derivadas de satélites (sensoriamento remoto) para a área da SBRG e comparar as observações fornecidas pela Agência Nacional de Águas. Em seguida, foram mapeados e avaliados os diferentes usos e ocupações do solo na SBRG afim estabelecer a vulnerabilidade ambiental a partir da relação de elementos físicos e bióticos e de suas ecodinâmicas. Por fim, foi avaliada a dinâmica de parâmetros físico-químicos da água superficial do rio Guamá em função da variabilidade sazonal e espacial. Concluiu-se que os dados fornecidos pelas bases de dados remotos superestimaram em 12% e 13% (CHIRPS e GPCC, respectivamente) os dados observados por pluviômetros. Porém, apesar da superestimação da precipitação, foi possível obter dados confiáveis e satisfatórios a partir das bases de dados por sensoriamento remoto. Quanto ao uso e ocupação do solo constatou-se maior quantidade de área (57%) caracterizada como solo exposto e vegetação rasteira, e menor quantidade de área (42%) caracterizada como cobertura vegetal densa ou secundária. Assim, notou-se a ocorrência de áreas com vulnerabilidade ambiental alta (porção norte representada pelos centros urbanos de cidades como Ourém e São Miguel do Guamá) e muito alta (porção sul) como resultado do uso e ocupação do solo associado a atividades antrópicas. As áreas classificadas como vulnerabilidade baixa ou muito baixa (porção central e ao sul), menos vulneráveis à degradação ambiental, foram associadas a presença de cobertura vegetal composta por floresta primária e secundária, e menor presença humana. Quanto as variáveis hidroquímicas da água superficial do rio Guamá observou-se elevada heterogeneidade espacial ao longo dos 12 pontos amostrais, a existência de tendências ascendentes e descendentes na direção montante a jusante e a influência da sazonalidade da região. Por fim, é prioritário que os resultados desta pesquisa promovam benefícios à população das diversas localidades visitadas e sirvam como instrumento norteador a políticas públicas que visem a conservação dos recursos naturais.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação do processo de cobertura da terra no entorno de usinas hidrelétricas na Amazônia brasileira: a evolução da UHE de Tucuruí(Universidade Federal do Pará, 2018-05-16) MONTOYA, Andrés Danilo Velástegui; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594A análise dos impactos ambientais produzidos pela construção de megaprojetos na Amazônia, vem sendo o campo de estudo de várias pesquisas. Neste trabalho, o objeto de estudo foi a hidrelétrica de Tucuruí, construída no estado do Pará. Por tratar-se de uma região estratégica para a expansão da capacidade produtora de energia hidrelétrica do Brasil, tem sido foco de diversas abordagens de análise que visam subsidiar a melhor caracterização de cenários futuros. Foi discutido o modelo de mudança de cobertura da terra nas áreas ribeirinhas e no entorno dos reservatórios, motivados pela modificação da dinâmica dos ecossistemas naturais. Este fenômeno é causado pelos extensos reservatórios e aspectos migratórios, em uma situação já consolidada. Foi realizado o mapeamento e análise multitemporal de imagens do satélite Landsat, de datas representativas às diferentes etapas de construção, inauguração, ampliação e cenário atual da usina hidrelétrica. Buscou-se, também, verificar se o aumento das áreas antropizadas nos municípios afetados diretamente pelo reservatório, têm papel compensatório nas melhoras das condições socioeconômicas na região. Tem-se, de fato, que essas regiões absorvem os custos sociais, econômicos e ambientais associados à construção e operação das usinas, enquanto que os benefícios energéticos são distribuídos às demais regiões do país. Espera-se, deste modo, contribuir com uma avaliação crítica dos novos planejamentos hidrelétricos, prevendo os possíveis impactos ambientais e sociais do empreendimento, dado o histórico de eventos já observados na UHE de Tucuruí. E para o debate sobre elementos que induzam a “desenvolvimento regional”, subsidiando, assim, a gestão pública, o setor privado e à comunidade acadêmica, no que tange à formulação e implementação de ações voltadas à melhoria da qualidade de vida destas localidades.Tese Acesso aberto (Open Access) Castanhal nativo da Floresta Nacional do Tapajós: atributos edáficos, produção de serapilheira e perfil socioeconômico dos extrativistas(Universidade Federal do Pará, 2017-08-07) GUERREIRO, Quêzia Leandro de Moura; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031A semente castanha-do-brasil possui alto valor alimentar e é considerada um dos principais produtos extrativistas da pauta de exportação da região norte do Brasil. O estudo dos aspectos ecológicos e biológicos da castanheira-do-brasil (Bertholletia excelsa) tem sido objetivo de muitos trabalhos, porém é incipiente a quantidade de pesquisas que abordam as variáveis sociais e ambientais dessa relacionadas a espécie. Neste contexto, a presente tese buscou avaliar os atributos edáficos que mais influenciam no desenvolvimento vegetal e a produção de serapilheira em área de castanhal nativo da Floresta Nacional do Tapajós (FLONA do Tapajós) além de estudar os fatores socioeconômicos e as práticas de manejo, coleta e a produção dos extrativistas de castanha-do-brasil que residem próximo dessa área. A apresentação dos resultados obtidos foi exposta em três capítulos: o primeiro capítulo compreende uma análise geoestatística dos fatores físico-químicos do solo; o segundo apresenta uma estimativa da produção de serapilheira em relação à média mensal da temperatura máxima e os totais mensais de precipitação e insolação e o terceiro demonstra uma análise dos aspectos econômicos, sociais e das práticas de manejo dos coletores de castanha-do-brasil que atuam na FLONA do Tapajós. As amostragens de campo foram realizadas em uma parcela permanente de 300 m x 300 m do projeto MapCast, instalada no km 84 da FLONA do Tapajós. As coletas de amostras de solo para as análises físico-químicas seguiram as recomendações descritas no “Manual de laboratório: solo, água, nutrição vegetal, nutrição animal e alimentos” da Embrapa, bem como os procedimentos para as determinações analíticas. Para a coleta da serapilheira foram utilizados 12 recipientes em formato circular e o material depositado era recolhido a cada 30 dias e separado em classes (Folhas, Flores e frutos, Madeira, Miscelânia). Os dados socioeconômicos, de produção e a forma de extração das castanhas-do-brasil foram obtidos por meio de entrevista estruturada realizada com 24 extrativistas da região. Por meio da Krigagem Simples pode-se estimar a concentração dos nutrientes estudados para toda a área da grade amostral. O adensamento de castanheiras-do-brasil foi identificado nas áreas com maiores valores de silte e argila e menores valores para as variáveis macroporosidade, pH, fósforo, zinco e cobre. A produção de folhas variou entre 169,9 a 965,6 kg ha-1 mês-1, a de madeira entre 26,7 e 501,3 kg ha-1 mês-1 e a de flores e frutos entre 0,6 e 19,6 kg ha-1 mês-1. As classes madeira e flores e frutos não apresentaram variação significativa (p>0,05) e nem correlação significativa com nenhuma variável meteorológica. As três variáveis ambientais analisadas explicam 40,7% da variabilidade temporal da produção de serapilheira. Ao todo foram contabilizados 39 extrativistas de castanha-do-brasil. A maioria desses possui baixo nível de escolaridade e é contemplada pelo Programa Bolsa Família. A produção variou significativamente entre as safras 2013/2014, 2014/2015 e 2015/2016 e as práticas de extração são tradicionais. A Análise Geoestatística permitiu o conhecimento da atual distribuição espacial dos atributos físico-químicos do solo na área estudada, a qual servirá como base de comparação para futuras avaliações no mesmo local e também para ajudar a compreender aspectos ambientais em áreas com aglomerações de castanheira-do-brasil. As variáveis ambientais temperatura e insolação influenciam na produção de folhas e na produção total de serapilheira em área de castanhal nativo. As práticas de manejo dos castanhais e de coleta e beneficiamento das sementes aplicadas pelos extrativistas das comunidades estudadas não apresentam nenhuma inovação em relação às práticas tradicionais e rudimentares já informadas na literatura. A variação entre as safras foi influenciada pela a redução de chuvas (ocasionadas por um evento de El Niño instalado em 2015) e pelas frequentes queimadas, conforme a percepção dos entrevistados.Tese Acesso aberto (Open Access) O clima e a vulnerabilidade socioambiental: interações na região costeira da Amazônia.(Universidade Federal do Pará, 2021-03-05) SILVA, Santos, Marcos Ronielly da; PEREIRA, Luci Cajueiro Carneiro; http://lattes.cnpq.br/9883400404823218; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301As regiões costeiras são as áreas mais afetadas pelas mudanças climáticas, e, portanto, as mais vulneráveis, levando em consideração a intensidade de extremos climáticos e a grande concentração humana. Neste contexto, este trabalho de Tese de Doutorado apresenta uma análise das possíveis interações das mudanças do clima, associadas aos processos socioambientais, com vistas a vulnerabilidade na zona costeira do estado do Pará. Especificamente buscou-se: i) investigar a variabilidade espaço-temporal da precipitação na região costeira da Amazônia Oriental; ii) analisar a distribuição de variáveis físicas e hidrológicas, durante períodos típicos e atípicos de clima e iii) mapear a vulnerabilidade socioambiental dos municípios costeiros frente às mudanças climáticas. Visto que as mudanças do clima potencializam a vulnerabilidade socioambiental na região costeira da Amazônia. Para tanto empregou-se metodologias padronizadas e adequadas a cada tema tratado, com ênfase na utilização de dados de precipitação por sensoriamento remoto da técnica - CMORPH, aplicação de análise estatística por meio da Análise de Componentes Principais, Coleta de campo por meio de CTD para análise das variáveis hidrológicas e, identificação da vulnerabilidade socioambiental pelo método Índice de Vulnerabilidade Municipal (IVM). Os principais resultados encontrados foram: i) O CMORPH evidenciou a existência de um gradiente de precipitação nos dois principais modos pluviométricos, que explicam 88% da variância dos dados. O primeiro modo demonstra os sistemas de grande escala com distribuição do período chuvoso e menos chuvoso. O segundo modo está associado a ocorrência de sistemas de mesoescala. ii) as chuvas e as marés modulam as variáveis hidrológicas locais, apresentando maior variabilidade em ano Seco e El Niño com maior interação em estuários abertos, constatou-se relação negativa da precipitação com a salinidade e positiva com a turbidez e clorofila-a, e iii) os municípios mais vulneráveis estão na região da Ilha do Marajó – oeste da área de estudo, onde o IVM varia entre 1 (Afuá) e 0,55 (Soure) para os cenários 4.5 e 8.5, respectivamente. Os subíndices de Sensibilidade (ISe) e Sociodemográfico (ISd) apontaram a maior influência na vulnerabilidade atual dos municípios. Tais resultados fornecem subsídios científicos para a tomada de decisão em nível municipal, podendo ser replicados para outras regiões, visando a adaptação das sociedades às mudanças climáticas.Tese Acesso aberto (Open Access) Clima urbano de Belém, Pará: percepção climática, climatologia e modelagem atmosférica.(Universidade Federal do Pará, 2020-01-29) OLIVEIRA, Juarez Ventura de; PIMENTEL, Márcia Aparecida; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777; COHEN, Júlia Clarinda Paiva; http://lattes.cnpq.br/0293299378753887; https://orcid.org/0000-0003-2048-8915O objetivo desta tese é investigar a influência da urbanização de Belém no clima local e como parte de sua população percebe as mudanças climáticas. O clima de Belém e a interação entre urbanização e atmosfera foram investigados a partir de dados de estações meteorológicas e simulação numérica usando três cenários de cobertura do solo (urbanização em 2017, em 1986 e com a área urbana substituída por floresta) da Região Metropolitana de Belém (RMB, considerada Belém, Ananindeua e Marituba) utilizando o modelo numérico Weather Research and Forecast (WRF). A percepção foi analisada com base em questionários aplicados em quatro locais com características sociais e ambientais diferentes. Os locais foram definidos com base no Mapa de Tipologias Sócio – Ambientais desenvolvido utilizando dados do Censo de 2010 e imagem de satélite. Dos quatro locais, dois representam regiões bem vegetadas, verticalizadas, com população de média/alta renda e baixa densidade demográfica (representados pela tipologia Tipo III) e dois representam regiões com vegetação esparsa, pouca verticalização, população de baixa renda e alta densidade demográfica (Tipo I). Os resultados mostraram que, independente da tipologia, os participantes do questionário perceberam mudanças no clima de Belém. Para eles, devido ao crescimento da urbanização local, Belém está mais quente e com maior variabilidade na precipitação. A estação meteorológica de Belém corroborou esta percepção, porém estações em municípios próximos também apresentaram aquecimento nos últimos anos, inviabilizando a atribuição desta alteração a urbanização. No entanto, em oposição ao observado nas outras estações, há um maior acúmulo de precipitação em Belém e através dos resultados do WRF foi observado que as características atuais da RMB podem intensificar o desenvolvimento de sistemas convectivos locais, causando tempestades mais fortes e, consequentemente, maior acúmulo de precipitação devido ao aumento do cisalhamento vertical do vento e a maior energia disponível para convecção. Apesar de perceberem estas mudanças e de sofrerem impactos devido a elas (diferentes para cada tipologia, porém principalmente questões de saúde e financeira), a falta de conhecimento, tempo e/ou dinheiro, a maioria dos participantes não sabe como adaptar a sua vida para este novo cenário climático, ou se adapta de forma ineficiente. Todavia, quando o assunto é Belém, os entrevistados conseguiram sugerir estratégias de adaptação que podem ter impacto significativo no clima local e até minimizar os efeitos da urbanização na atmosfera.Tese Acesso aberto (Open Access) Colonização micorrízica e disponibilidade de fósforo no solo em sistemas agroflorestais com palma de óleo na Amazônia.(Universidade Federal do Pará, 2020-01-20) MAIA, Rodrigo da Silva; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543; https://orcid.org/0000-0003-2364-8822O fósforo (P) é considerado o nutriente mais oneroso e limitante para a produção agrícola nos trópicos, devido às limitações das reservas fosfáticas e ao fenômeno de adsorção no qual o P fica retido no solo e indisponível a planta. Na região Amazônia a produção agrícola pode ser limitada em até 90% pela deficiência do P e nas últimas décadas a introdução de monocutivos nessa região, como o cultivo da palma de óleo (Elaeis guineensis) no estado do Pará, tem provocado alterações no uso do solo, afetando a disponibilidade de nutrientes e a dinâmica socioambiental. Nesse contexto, a inserção da palma de óleo a um modelo de manejo do solo alternativo e conservacionistas como o Sistema Agroflorestal (SAF), pode ajudar a reduzir a dependência do P importado, garantir maior aproveitamento de P no solo através de fontes orgânicas e ampliar a absorção desse nutriente pela planta através da simbiose com Fungos Micorrízicos Arbusculares (FMAs). No entanto existe pouca informação sobre a contribuição dos SAFs para a disponibilidade de P e para a colonização micorrízica em cultivos perenes como a palma de óleo nos agrossistemas tropicais, especialmente na Amazônia. O objetivo deste estudo foi avaliar as frações lábeis e moderadamente lábeis de P (orgânico e inorgânico) no solo e a colonização micorrízica arbuscular na palma de óleo plantada em sistemas agroflorestais biodiversos e monocultivos na Amazônia brasileira. As frações de P foram determinadas através do método sequencial de extração descrito por Hedley e a colonização micorrízica foi avaliada pelo método da ampliação das intersecções. A colonização micorrízica foi de modo geral 3,5 vezes maior na palma de óleo cultivada nos SAFs em relação ao monocultivo e os SAFs não diferiram do monocultivo no fornecimento de P lábil e apresentam maior pool de P moderadamente lábil no solo. Os resultados do estudo mostraram que a adoção de SAFs no cultivo de palma de óleo na Amazônia é uma prática promissora para aumentar a colonização micorrízica nessa espécie e representa um tipo de manejo vantajoso para o fornecimento de P disponível e para a manutenção de reservas de P no solo em relação ao monocultivo.Tese Acesso aberto (Open Access) Conservação do Jaborandi (Pilocarpus microphyllusStapf Ex Wardleworth) no Norte do Brasil: diversidade genética e impactos das mudanças climáticas futuras(Universidade Federal do Pará, 2023-05-31) CORRÊA, Waléria Pereira Monteiro; CALDEIRA JUNIOR, Cecílio Frois; http://lattes.cnpq.br/4071467514868919; https://orcid.org/0000-0003-4762-3515; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984O jaborandi (Pilocarpus microphyllus Stapf Ex Wardleworth) é uma planta medicinal encontrada no norte/nordeste do Brasil. Nas últimas décadas, a exploração extrativista desordenada, o avanço da agropecuária e de outras atividades que resultam no desmatamento, bem como as mudanças climáticas em curso, tem induzido impactos diretos e indiretos na sobrevivência desta espécie vegetal. O jaborandi é uma fonte natural de pilocarpina, um alcalóide utilizado na indústria farmacêutica para o tratamento de glaucoma e xerostomia. Assim sendo, a espécie tem um grande interesse socioambiental pois o extrativismo das suas folhas tem gerado renda para inúmeras famílias, além de contribuir para a conservação da espécie na região. A fim de contribuir com estratégias de conservação e sobrevivência da espécie a longo prazo, esse estudo avaliou a estrutura e diversidade genética da espécie P. microphyllus em uma Unidade de Conservação (UC) no sudeste do Pará (FLONA Carajás), bem como foi desenvolvido um estudo de modelagem ambiental para analisar os impactos das mudanças climáticas na distribuição geográfica de ocorrência do jaborandi, a fim de delinear áreas adequadas mediante aos cenários climáticos futuros. Os resultados do estudo genético demonstraram a formação de 04 populações com elevada diversidade e estrutura ecológica, mesmo com extrativismo contínuo dentro da FLONA de Carajás, indicando que a exploração tem ocorrido de forma sustentável na região. No estudo de modelagem, as projeções indicaram impactos das mudanças climáticas na distribuição de P. microphyllus com redução nas áreas adequadas nos biomas de Cerrado e Caatinga (Maranhão e Piauí) e expansão das espécies nas áreas protegidas de cobertura florestal do bioma Amazônia no sudeste do estado do Pará. Os resultados deste estudo contribuem para o entendimento da diversidade na FLONA de Carajás e reforçam a necessidade de planos de manejo e conservação de P. microphyllus em áreas prioritárias, onde a espécie encontra condições climáticas favoráveis nos cenários futuros. Medidas de conservação in situ e ex situ para essa espécie são essenciais, visto que, o extrativismo das folhas contribui como fonte de renda para as comunidades locais.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica da cobertura florestal a partir de análises realizadas em áreas de extração seletiva de madeira no Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-09-29) ROCHA, Nívia Cristina Vieira; GALBRAITH, David; http://lattes.cnpq.br/2145475131329843; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477A exploração seletiva de madeira na região amazônica é uma atividade que possui relevância nos aspectos sociais, econômicos e ambientais. Em muitos dos casos esta é uma atividade considerada de baixo impacto ambiental nas florestas quando comparada ao desmatamento. Esta pesquisa avaliou a abertura do dossel em áreas de floresta explorada com impacto reduzido na Amazônia Oriental ao longo de diferentes anos. Nestas áreas foi realizado um monitoramento detalhado usando tanto imagens hemisféricas como imagens orbitais para avaliar a persistência dos impactos ao longo do tempo. As fotografias hemisféricas foram utilizadas para medir a abertura do dossel e fornecer uma avaliação de alta resolução das áreas exploradas. Este estudo também utilizou imagens obtidas pelos satélites Landsat, Sentinel e Planet. Nestas imagens orbitais foi aplicado o Modelo Linear de Mistura Espectral e realce para detectar impactos na abertura do dossel causados pela exploração seletiva de madeira. As imagens hemisféricas revelaram que mesmo 17 anos após o término da exploração madeireira, os impactos causados pela exploração seletiva ainda foram identificados. Já as imagens orbitais permitiram identificar a exploração em diferentes intervalos de tempo de acordo com a resolução de cada uma delas. A partir dos resultados, este estudo destaca a importância do uso combinado de imagens hemisféricas e imagens de satélite para monitorar os efeitos da exploração seletiva de madeira ao longo do tempo na Amazônia. Isso permite uma compreensão mais abrangente da dinâmica florestal, a persistência dos impactos e a importância do monitoramento contínuo das áreas de exploração para avaliar os efeitos em longo prazo e adotar estratégias de manejo sustentável.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica da ocupação da terra e sua influência na suscetibilidade à erosão em Salinópolis - PA, Brasil.(Universidade Federal do Pará, 2022-03-31) ROSA, Amanda Gama; ANDRADE, Milena Marília Nogueira de; http://lattes.cnpq.br/1930321094483005; https://orcid.org/0000-0001-5799-7321; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884; https://orcid.org/0000-0002-2809-5318A configuração socioespacial de uma região é definida pelos interesses dos indivíduos na busca por espaço e exploração dos recursos, sendo determinantes na dinâmica e padrões de ocupação estabelecidos. A ocupação, quando associada à deficiência de planejamento, ocorre de forma desordenada, gerando impactos tanto ao ambiente quanto à população e economia. Em zonas costeiras, como no município de Salinópolis-PA, esses impactos ganham grande proporção, a exemplo dos processos erosivos, visto a fragilidade desses ambientes. Diante desse contexto, esse estudo objetiva avaliar a dinâmica de ocupação do solo no município de Salinópolis, a partir do estudo da cobertura da terra e dos fatores influentes, e aplicá-los para avaliar a suscetibilidade à erosão na costa da ilha do Atalaia. Para isso, buscou-se: a) analisar o padrão espaço-temporal da ocupação da terra para os anos de 2010, 2014 e 2018, nas áreas da orla marítima e urbana de Salinópolis; b) identificar os fatores que influenciam a dinâmica de ocupação no município, usando o modelo Pressão-Estado-Impacto-Resposta (PEIR); e, por fim, c) analisar a suscetibilidade de processos erosivos da orla marítima da Ilha do Atalaia com base em análise espacial da ocupação da terra, topografia e de geoindicadores, a fim de gerar o mapeamento da suscetibilidade. A análise espacial apresentou qualidade de classificação excelente, com índices de Exatidão Global de 0,86 e Kappa de 0,83, e evidenciou reduções de áreas de vegetação densa, não densa e de dunas, e um amento da área urbanizada principalmente na Ilha do Atalaia e em direção ao continente. As áreas de corpo d’água e faixa de praia apresentaram dinâmica marcada por fatores costeiros. Os principais fatores que influenciaram os padrões de ocupação observados foram: distância ao mar; distância às rodovias PA-444 e PA-124; densidade de malha viária; distância às áreas de maior especulação imobiliária; grau de implantação de empreendimentos; distância às manchas urbanas consolidadas; distância às áreas de menor especulação imobiliária; e distância ao centro comercial. A área de estudo foi classificada em Baixa, Média e Alta Suscetibilidade à erosão costeira. Os resultados indicaram uma alta suscetibilidade à erosão na região central da ilha, envolvendo parte das praias do Atalaia e Farol Velho, onde há intensa urbanização sobre a linha de costa combinada a declividades superiores à 15%, com evidências de erosões ativas. A classe de baixa suscetibilidade foi predominante no leste da ilha, em áreas declividade baixa, abaixo de 5% em sua maioria, e com campos de dunas desenvolvidos e estáveis. A áreas de média suscetibilidade se distribuíram na transição entre as classes baixa e alta, apresentando características intermediárias de declividade e ocupação, com presença de dunas parcialmente alteradas e descontínuas. Além disso, foi possível indicar áreas com potencial risco de aumento de suscetibilidade à erosão, em setores de alta declividade onde a urbanização está próxima. Os resultados deste estudo permitem que o setor privado e a população em geral, tenham mais uma ferramenta para a gestão territorial e ambiental, permitindo a tomada de decisão, o que poderá atenuar ou evitar os impactos que ocorrem hoje na costa do município de Salinópolis.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica da urbanização na região metropolitana de Belém e mudanças nos regimes sazonais durante o clima atual e futuro num cenário amazônico.(Universidade Federal do Pará, 2022-04-29) GUTIERREZ, Carlos Benedito Barreiros; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984O intenso e sistemático processo de adensamento populacional urbano e a supressão vegetal, característico das transformações antrópicas, podem desencadear diversas mudanças não só na paisagem geográfica, mas também no clima regional, propiciando consequentemente impactos nas dimensões sociais e ambientais. Este estudo tem como objetivo principal quantificar a dinâmica espaço/temporal das mudanças na cobertura superficial da Região Metropolitana de Belém (RMB), com foco na urbanização, durante as últimas quatro décadas, incluindo análises dos efeitos/impactos nos regimes sazonai do período chuvoso (janeiro a abril) e seco (julho a novembro). Além disso, foi realizado um estudo de Downscaling usando modelo regional RegCM4 para gerar projeções de clima futuro (próximas duas décadas) para a RMB associadas aos impactos das mudanças climáticas globais. Para atingir os objetivos propostos, o estudo fez uso de dados demográficos do IBGE, mapeamento por sensoriamento remoto com aplicação de índices físicos para realçar o uso e cobertura do solo, dados ambientais extraídos da plataforma MapBiomas e diversas bases de dados climáticos provenientes de estação in situ do INMET e estimativas de satélites (CRU, CHIRPS e CMORPH). Diversos métodos estatísticos e análises quantitativas foram empregados nestas bases de dados. Os resultados obtidos no estudo independente de mapeamento multitemporal por sensoriamento remoto, corroborado pelos dados do MapBiomas, revelaram grandes transformações ocorridas na paisagem regional da RMB ao longo das últimas décadas. Dentre as principais evidências encontradas podemos reportar: a expansão urbana condicionou um clima mais quente na cidade de Belém; na RMB, a supressão vegetal levou à expansão das áreas de pastagem/agricultura, cujas mudanças ambientais explicaram a tendência de aumento monotônico da temperatura do ar em ambos os regimes sazonais; Belém e RMB apresentam tendências de intensificação sistemática do regime chuvoso. As projeções geradas pelo RegCM4 (considerando o cenário RCP8.5 considerado mais extremo de aquecimento global) indicam que os padrões regionais de clima futuro em Belém e RMB serão afetados pelas mudanças climáticas globais. As simulações climáticas futuras (próximos 25 anos, 2021 a 2045) em relação aos dados do clima atual (últimos 35 anos, 1986 a 2020) apontam que as condições climáticas urbanas mais quentes devem persistir nas próximas décadas, com um aumento da temperatura do ar de 1,5ºC na RMB e 1,3ºC em Belém para o regime seco e 1ºC na RMB e 0,9ºC em Belém para o regime chuvoso. Há indícios de continuação da tendência positiva do regime chuvoso com aumento da precipitação de cerca de 25% na RMB e 14% em Belém. Por fim, depreende-se que a disponibilidade e facilidade no acesso às imagens de satélites, conjuntos de bases observacionais climáticas e séries temporais de dados meteorológicos, associados às técnicas de geoprocessamento de imagens, avanço na ciência de modelagem e de tecnologias computacionais para efetuar downscaling com o RegCM4, tornam possível o monitoramento contínuo e a investigação integrada do espaço geográfico urbano e padrões sazonais de clima regional, cujos resultados científicos são relevantes para subsidiar o planejamento e tomada de decisão da gestão ambiental municipal e elaboração de políticas púbicas em benefício da sociedade.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica do efluxo de dióxido de carbono (CO2) do solo em duas áreas distintas na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2019-08-16) MENDES, Emanuelly Melo de Oliveira; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543; https://orcid.org/0000-0003-2364-882; ARAÚJO, Alessandro Carioca de; http://lattes.cnpq.br/6188087583954899; https://orcid.org/0000-0002-7361-5087Os ecossistemas terrestres são importantes para compreender as trocas de CO2 entre superfície e atmosfera. Pesquisas têm buscado compreender o potencial de sequestro e emissão de carbono em diferentes agroecossistemas. Entre eles, as pastagens naturais que apresentam significativa participação no ciclo do carbono subsídio alimentar para a produção de carne. Assim como a produção de óleo de palma responsável pela produção de 30% do óleo comestível no mundo e parte na produção de biodiesel. Neste estudo, foram avaliados dois usos de cobertura do solo (iLPF e monocultivo de palma de óleo) e o efluxo de CO2. Foi utilizado o método de câmaras dinâmicas fechadas associadas a um analisador de gás por infravermelho. Este trabalho apresenta observações mensais em monocultivo de óleo de palma e em dois iLPFs o primeiro com mogno-africano (Khaya ivorensis A. Chev.) e o segundo com teca (Tectona grandis L. f.). No primeiro caso no monocultivo de óleo de palma o empilhamento de folhas foi responsável pelos maiores valores de efluxo de CO2 dentro dos anéis de medida durante os dois períodos observados (chuvoso e menos chuvoso) em comparação aos dois outros dois pontos observados (base da palma e carreador). Já no experimento realizado em área de iLPF a dinâmica do efluxo de CO2 (EFCO2) diferiu entre os três sistemas estudados. O aumento do EFCO2 durante o meio dia em relação ao meio da manhã (oito horas) em todos os pontos estudados. Na área de controle (capoeira) não houve uma grande variação observada, sendo mais estável. Os maiores valores de EFCO2 nos dois sistemas de iLPF (teca e mogno) foram encontrados na base das ávores para o sistema mogno e no pasto pisoteado para o sistema teca seguido da base das árvores. A baixa variação no efluxo de CO2 solo entre a manhã e o meio dia na capoeira pode indicar se assemelham a florestas naturais, com árvores criando um microclima de solo que é adequado para o crescimento de microrganismos do solo. A umidade do solo correlacionada positivamente de forma fraca na base da teca e na área de transição. No caso da temperatura do solo não foi observada correlação positiva para a área em questão, apenas de forma moderada na área controle. Nas análises não foram encontradas correlações positivas do EFCO2 com a umidade do solo em nenhum dos pontos estudados na área do mogno. Por sua vez foi encontrada uma relação fraca da Ts com área entre as árvores. As menores variações de temperatura do solo foram encontradas na capoeira seguida do iLPF mogno na área sombreda (Base mogno e entre plantas mogno). As maiores variações de Ts no período estudado (chuvoso) ocorreu na área de iLPF com teca. As árvores influenciam na dinâmica de CO2 quando não estão distribuidas em área florestal.
