Artigos Científicos - IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3094
Navegar
Navegando Artigos Científicos - IFCH por Periódicos "Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas"
Agora exibindo 1 - 10 de 10
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O bairro Batista Campos e as dinâmicas do tempo na cidade de Belém, Brasil: memórias e paisagens arruinadas(Universidade Federal do Pará, 2013-04) SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; ROCHA, Manoel Cláudio Mendes Gonçalves daO artigo propõe uma reflexão acerca das memórias de moradores do bairro Batista Campos, situado na cidade de Belém, Pará, de maneira a possibilitar, a partir de suas narrativas, a compreensão dos processos de transformação das paisagens urbanas com as quais possuem vínculos simbólico-afetivos. Em nossa análise, consideramos a emergência do fenômeno das ruínas e a dinâmica de práticas sociais que cercam os moradores do bairro. A pesquisa parte das relações dos interlocutores com as edificações antigas, que hoje constituem paisagens arruinadas, para compreender como estes sujeitos se conectam, por meio do ato criativo de rememorar, a uma Belém de outrora, a outras pessoas e a práticas sociais diversas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Cartografia social e organização política das comunidades remanescentes de quilombos de Salvaterra, Marajó, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2015-08) BARGAS, Janine de Kássia Rocha; CARDOSO, Luís Fernando Cardoso eAs demandas das comunidades negras rurais, antes de 1988, estavam diluídas na agenda de lutas de categorias como a de trabalhadores rurais. Com a promulgação da Constituição, a emergência do termo “comunidade remanescentes de quilombos” faz também emergir uma pauta específica. Nesse quadro, o papel dos cientistas sociais na produção de laudos técnicos periciais e de trabalhos acadêmicos tornou-se um ponto central na discussão das percepções sobre o “quilombo”. A partir disso, analisamos a relação entre os pesquisadores do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA) e as comunidades quilombolas de Salvaterra, Ilha do Marajó, Pará, participantes das oficinas de produção de mapas que geraram um fascículo intitulado: Quilombolas da Ilha de Marajó: Pará. Objetivamos investigar, a partir de levantamento de dados e de pesquisa de campo, como as relações entre os atores da cartografia converteram-se em ferramentas políticas na luta por direitos socioterritoriais das comunidades quilombolas. Apontamos que as relações sociais entre PNCSA e quilombolas configuram-se, de um lado, como formas de contestação das formas históricas de desrespeito e injustiça e como instrumento de politização do movimento quilombola e, de outro, como afirmação e consolidação acadêmica da prática de pesquisa do Projeto.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Gentrificação e resistência popular nas feiras e portos públicos da Estrada Nova em Belém (PA)(Universidade Federal do Pará, 2015-12) SILVA, Jakson Silva da; PEIXOTO, Rodrigo Corrêa DinizEste artigo considera a resistência popular nas feiras e portos públicos da Estrada Nova, atual av. Bernardo Sayão. Interpreta a ocupação da parte sul da orla de Belém, analisada em termos da produção social do espaço urbano. A resistência popular busca manter os portos públicos da Palha e do Açaí como lugar de trocas econômicas e culturais múltiplas, contra a intenção do poder público municipal de ‘gentrificar’ ou enobrecer essa margem urbana da cidade, removendo os atuais usuários, mediante o projeto denominado Portal da Amazônia. A resistência de feirantes, trabalhadores e moradores contrapõe a metáfora ‘janelas para o rio’, que funciona como uma espécie de pensamento único na cidade, com outra metáfora, a de ‘portas para o rio’, que diz respeito à necessidade de ir e vir dos ribeirinhos, que reivindicam seu direito à cidade. O movimento de pessoas e mercadorias nos portos e redondezas configura um espaço de economia e vida popular em Belém. Esse movimento proporciona identidade aos bairros do Jurunas, Condor e Guamá e condiz com preceitos urbanísticos recomendados por autores como Jane Jacobs e Marshall Berman, que valorizam a vida cotidiana da rua. O projeto avança de forma obscura, sem qualquer critério de diálogo e transparência.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Ler e copiar, ouvir e registrar: um dicionário jesuítico como instrumento de aprendizado da língua geral na amazônia setecentista(Universidade Federal do Pará, 2015-12) PRUDENTE, Gabriel de Cássio PinheiroEste artigo tem como objetivo entender como um dicionário, escrito por um jesuíta alemão no século XVIII, foi utilizado como instrumento de aprendizado da língua geral na Amazônia. O documento analisado é entendido como parte da política linguística jesuítica, a partir da qual o aprendizado de línguas era de fundamental importância para a ação missionária. O conceito de mediação cultural será apropriado, pois o dicionário é interpretado como um instrumento linguístico essencial para o missionário, como mediador, aprender o idioma indígena e realizar seu trabalho de conversão. Primeiramente, buscou-se delinear, em linhas gerais, como se formou a política jesuítica de línguas na América portuguesa. Em seguida, foi realizada uma contextualização histórica do manuscrito. Por fim, foram analisados indícios encontrados nos verbetes que elucidam o processo de confecção do dicionário, a trajetória missionária do autor e seu aprendizado da língua geral.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Mulher e mercado: participação e conhecimentos femininos na inserção de novas espécies de pescado no mercado e na dieta alimentar dos pescadores da RESEX Mãe Grande em Curuçá (PA)(Universidade Federal do Pará, 2016-12) PALHETA, Marllen Karine da Silva; CAÑETE, Voyner Ravena; CARDOSO, Denise MachadoArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Pescadores insulares e mercados: aspectos das relações de reciprocidade no comércio de pescado no Pará(Universidade Federal do Pará, 2006-08) LEITÃO, Wilma Marques; SOUSA, Isabel Soares deApresentam-se, aqui, algumas reflexões que surgiram com base nas pesquisas etnográficas realizadas para elaboração das dissertações de mestrado das presentes autoras, respectivamente na ilha do Capim, em Abaetetuba, e Apeú Salvador, localizada no município de Viseu. Trata-se da análise de alguns aspectos relacionados à comercialização dos produtos da pesca realizada por moradores dessas duas ilhas. A pesquisa permitiu o diálogo profícuo com os aportes teóricos no sentido de identificar os processos envolvendo pequenos pescadores, sobretudo nas relações de comercialização, onde mantêm vínculos muito mais ampliados que os estritamente monetários. Nas regiões estudadas a pesca é uma atividade de fundamental importância socioeconômica, base de sustentação daquelas famílias que têm no pescado a provisão de alimento direta e único meio de produção comercial. Grosso modo, os pescadores de pequena escala são designados sob o termo 'artesanal', sugere-se, contudo, que a contraposição simplista de 'artesanal' à atividade industrial reduz as características específicas e campos particulares de produção, conduzindo à idéia de uma atividade homogênea. O objetivo é, dessa forma, destacar é a complexidade e diversificação na organização social das populações pesqueiras, de acordo com cada situação concreta.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A população indígena da cidade de Belém, Pará: alguns modos de sociabilidade(Universidade Federal do Pará, 2009-08) PONTE, Laura Arlene Saré XimenesO artigo analisa a questão relativa à presença de índios na cidade de Belém, estado do Pará, enfocando as razões para os deslocamentos e os modos de sociabilidade criados no espaço citadino, além de buscar compreender a dinâmica organizativa de indígenas frente ao poder público e à sociedade em geral. Apresentam-se dados estatísticos sobre a população indígena que habita na cidade de Belém, bem como os problemas enfrentados por parte desta. Enfatiza-se a construção da identidade indígena no espaço urbano, com o objetivo de questionar se o lugar é determinante para a construção da etnicidade, tendo em vista que as políticas públicas estatais não se estendem para os indígenas citadinos. Com este estudo, chegou-se à conclusão de que ainda há muito a ser feito pelas populações indígenas que moram nos centros urbanos, a começar pelo reconhecimento étnico.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Segregação racial na orla de Belém: os portos públicos da Estrada Nova e o Ver-o-Peso(Museu Paraense Emílio Goeldi, 2016-12) PEIXOTO, Rodrigo Corrêa Diniz; SILVA, Jakson Silva daEm Belém, intervenções urbanísticas na orla da cidade, conduzidas pela prefeitura com recursos do Banco Mundial, projetam a requalificação dos espaços públicos no sentido de transformá-los em ambientes de consumo. Gentrificação é o caso, e significa retirar pessoas e com elas sociabilidades que dão identidade aos lugares. Os portos da Palha e do Açaí e o Ver-o-Peso são espaços públicos de grande relevância para a cidade e, principalmente, para a população de pretos e pardos, os negros e os indígenas mestiços que transitam e fazem transitar mercadorias entre as ilhas e o continente. Milhares de pessoas cruzam rotineiramente entre esses lugares no continente e as várias ilhas do outro lado do rio. Contudo, quem promove as intervenções urbanísticas quer remover a vida popular dos seus lugares. Como se costuma dizer, a pobreza tem cor. Eles resistem à remoção, mas a questão racial não está posta nesses lugares. Reconhece-se a segregação social, entretanto ela não é vista também como racial. A gramática racial não está presente na resistência contra os projetos excludentes. Somadas aos interesses de classe, a dimensão cultural e a luta pelo reconhecimento racial acrescentariam um conteúdo significativo na capacidade de resistência e insurgência dessas populações. O presente artigo levanta essa questão.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Territórios e territorialidades no extrativismo de caranguejos em Pontinha de Bacuriteua, Bragança, Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-04) OLIVEIRA, Marcelo do Vale; MANESCHY, Maria Cristina AlvesNos manguezais da costa paraense, o extrativismo de caranguejos tem grande relevância econômica e cultural. Embora sejam áreas de domínio público, na prática, as comunidades do entorno instituem formas de apropriação que controlam o acesso, em resposta à crescente procura de caranguejos nos mercados urbanos, na região e fora dela. O artigo analisa tais formas de apropriação e os conflitos decorrentes, enfocando a localidade Pontinha de Bacuriteua (município de Bragança). Baseia-se em pesquisa qualitativa com dez experientes profissionais. A partir de observações e entrevistas realizadas entre 2011 e 2012, identificou-se que há territórios temporários de trabalho, paralelamente à visão social do manguezal como local de livre acesso. Sugerem-se estudos e discussões públicas, com a participação ativa dos trabalhadores do ramo, sobre a relação entre territorialidades locais e o extrativismo sustentável dos caranguejos. Esse é um aspecto crucial, sobretudo porque a área situa-se em uma unidade de conservação, a Reserva Extrativista Marinha Caeté-Taperaçu.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Viver, aprender e trabalhar: habitus e socialização de crianças em uma comunidade de pescadores da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2011-04) CARDOSO, Luís Fernando Cardoso e; SOUZA, Jaime Luiz Cunha deO texto tem por objeto de análise a comunidade rural Matá, localizada no baixo Amazonas, Pará, a aproximadamente 55 km da cidade de Óbidos. É uma abordagem etnográfica do cotidiano dos moradores, especialmente em suas atividades na pesca, focalizando, mais precisamente, a participação das crianças. Tomamos como referência o conceito de habitus, desenvolvido por Pierre Bourdieu, para demonstrar que as atividades desenvolvidas pelas crianças e pelos jovens dessa comunidade na pesca não têm o caráter aviltante, que geralmente está associado à ideia de trabalho infantil; ao contrário, a inserção das crianças no trabalho funciona como uma estratégia de socialização e de autorreprodução, indispensável para o fortalecimento dos laços familiares, para a construção da distinção entre a fase adulta e a meninice e para a aprendizagem das técnicas de lidar com os ecossistemas dos quais fazem parte.
