Teses em Ciências Ambientais (Doutorado) - PPGCA/IG
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Navegando Teses em Ciências Ambientais (Doutorado) - PPGCA/IG por Linha de Pesquisa "INTERAÇÃO CLIMA, SOCIEDADE E AMBIENTE"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Aerossóis de queimadas e internações hospitalares por doenças respiratórias em crianças no Estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2021-05-31) MOURA, Maurício do Nascimento; SILVA, Glauber Guimarães Cirino da; http://lattes.cnpq.br/4792139391237534; https://orcid.org/0000-0003-1105-7603; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301Segundo a OMS, a cada quatro mortes de crianças abaixo de 5 anos, uma está relacionada à poluição do meio ambiente, o que equivale a 93% de crianças vivendo em ambientes com atmosfera poluída em todo o mundo. Esta pesquisa investigou a variabilidade das queimadas e das internações hospitalares por doenças respiratórias em crianças menores de 9 anos de idade, em uma região profundamente marcada por mudanças no uso da terra em todo o planeta, com anos consecutivos no ranking de desmatamento, seguido da queima da biomassa florestal: o estado do Pará. Foram analisados 18 anos de séries temporais de variáveis climáticas, PM2.5, AOD e saúde para dois municípios paraenses localizados em regiões com características ambientais e sociais muito diferentes, mediante um estudo ecológico de caráter epidemiológico. Em geral, os dois locais analisados mostraram um aumento na taxa de internação no segundo semestre de cada ano da série histórica, apesar de Santarém mostrar altos números desses registros durante todo o ano. O clima também mostrou um papel importante no aumento da incidência de síndromes respiratórias, porque deixa o ambiente propício à ação do fogo, entretanto, os resultados mostraram que anos sem anomalias climáticas significativas também podem apresentar altos registros de queimadas e PM2.5. Quando se analisou essas relações em apenas um ano e com recorde de queimadas, constatou-se uma combinação mais nítida entre as variáveis investigadas, com boa correlação estatística, bem como um surpreendente e preocupante aumento das queimadas no município de Santarém, chegando a superar Marabá, município que sempre esteve à frente com os maiores valores de desmatamento, queimadas e poluição do ar. Marabá percebe antecipadamente os efeitos das queimadas, em geral, dois meses antes de Santarém, sendo esta situação explicada pela localização geográfica, grau de preservação da floresta, resposta às oscilações climáticas, atividade industrial e ação de políticas públicas. Uma amostra retirada da série temporal mostrou que Marabá chega a atingir no auge da estação seca, níveis de atenção e de emergência para PM2.5, apresentando assim uma baixa qualidade do ar. Santarém não registrou níveis alarmantes, porém o monitoramento diário detectou muitos dias com níveis acima do permitido, de acordo com os padrões estabelecidos pela legislação ambiental. Os níveis de poluição detectados podem elevar o número de desfechos por doenças respiratórias, sobrecarregando o sistema de saúde pública do estado.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise de tendências de variáveis hidroclimáticas na bacia hidrográfica Araguaia-Tocantins e suas implicações na agricultura irrigada(Universidade Federal do Pará, 2019-02-28) SALAME, Camil Wadih; BARBOSA, Joaquim Carlos; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984A Bacia Hidrográfica Araguaia-Tocantins (BHAT) é a mais intensa em áreas de drenagem dentro do território brasileiro, com processos de uso e ocupação cada vez mais crescentes em termos das demandas do agronegócio e exploração mineral. Nesta pesquisa realizou-se um estudo estatístico sobre as tendências hidroclimáticas (precipitação e vazão) na BHAT e suas relações com a agricultura irrigada. O mapeamento hidroclimático baseado na análise de agrupamento identificou quatro regiões homogêneas dentro do BHAT, duas ao norte com predominância de altos valores de chuva/vazão e alta disponibilidade hídrica e duas regiões se estendendo ao longo da bacia, com valores mais baixos de chuva e vazão e menor disponibilidade hídrica. O regime chuvoso da BHTA ocorre entre dezembro e março e o regime seco entre maio e setembro. Os meses de outubro/novembro e abril são os de transição com variações pronunciadas no ciclo sazonal. O estudo geoestatístico de provisões chuva/vazão revelou que os resultados usando o modelo de Box-Jenkings é relativamente melhor quando comparado ao modelo de Redes Neurais Artificiais. A abordagem integrada das variações hidroclimáticas com os dados agropecuários dentro da BHTA revelaram um padrão significante de tendências negativas de precipitação e vazões coincidentes espacialmente nas regiões de intensa produtividade de milho e soja e de rebanho bovino. Um resultado relevante foi deteção de correlação espacial significativa entre o número de pivos centrais em regiões com baixa disponibilidade hídrica, os quais favorecem a produtividade das culturas temporárias.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise dos fluxos turbulentos de CO2 e energia entre o ecossistema aquático e atmosfera na Flona de Caxiuanã-PA(Universidade Federal do Pará, 2019-02-26) SOUZA FILHO, José Danilo da Costa; CATTANIO, José Henrique; http://lattes.cnpq.br/1518769773387350Esta pesquisa investigou os fluxos turbulentos de CO2 e energia, na interface da baia de Caxiuanã - atmosfera na Floresta Nacional de Caxiuanã (FLONA) localizada na Amazônia Oriental sob influência de variáveis atmosféricas, da cota da baia e do gradiente de temperatura na interface baia-atmosfera, durante os anos de 2013 e 2014. Os dados utilizados neste estudo foram obtidos a 7 metros, em média, acima da lamina de água, a partir de uma torre micrometeorológica, instalada na baia de Caxiuanã. Medidas de fluxos de CO2 (FCO2), calor sensível (H) e calor latente (Le) e foram coletados através de um sistema de vórtices turbulentos. Dados meteorológicos foram coletados por uma estação meteorológica automática. Verificou-se que a precipitação registrada nos anos estudados foi superior a normal climatológica. A temperatura média horária da água da baia esteve sempre superior a temperatura do ar ao longo dos meses. O gradiente de temperatura vertical médio mensal na interface baia - atmosfera se mostrou sempre positivo, alcançando os maiores e menores valores no período chuvoso e seco, respectivamente. Os resultados mostram um forte padrão sazonal na partição do saldo de energia para aquecer a atmosfera (H) e para o processo de evaporação (Le). Na análise do FCO2 podemos verificar um claro padrão sazonal com o período chuvoso e seco da região, ou seja, as magnitudes dos FCO2, tanto de emissão quanto de sequestro pela baia, são maiores nos meses chuvosos quando comparados com os meses secos.Tese Acesso aberto (Open Access) Aspectos geoambientais e climáticos da sub-bacia do rio Guamá no Nordeste Paraense.(Universidade Federal do Pará, 2020-12-15) BARBOSA, Ivan Carlos da Costa; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884; https://orcid.org/0000-0002-2809-5318A sub-bacia do rio Guamá (SBRG) está localizada na Mesorregião do Nordeste mais especificamente na microrregião do Guamá, abrange 12 municípios e vem apresentado um relevante crescimento econômico e social. O rio Guamá possui importância econômica, social e cultural para os municípios da região, pois para ele convergem toda rede de drenagem composta de pequenos tributários e grandes afluentes inseridos. Desta forma, o objetivo da pesquisa foi avaliar a integração de variáveis climáticas, ambientais e hídricas com as transformações atuais do uso e ocupação do solo na área da sub-bacia do rio Guamá, no nordeste paraense. Inicialmente, foram avaliadas as estimativas de precipitação derivadas de satélites (sensoriamento remoto) para a área da SBRG e comparar as observações fornecidas pela Agência Nacional de Águas. Em seguida, foram mapeados e avaliados os diferentes usos e ocupações do solo na SBRG afim estabelecer a vulnerabilidade ambiental a partir da relação de elementos físicos e bióticos e de suas ecodinâmicas. Por fim, foi avaliada a dinâmica de parâmetros físico-químicos da água superficial do rio Guamá em função da variabilidade sazonal e espacial. Concluiu-se que os dados fornecidos pelas bases de dados remotos superestimaram em 12% e 13% (CHIRPS e GPCC, respectivamente) os dados observados por pluviômetros. Porém, apesar da superestimação da precipitação, foi possível obter dados confiáveis e satisfatórios a partir das bases de dados por sensoriamento remoto. Quanto ao uso e ocupação do solo constatou-se maior quantidade de área (57%) caracterizada como solo exposto e vegetação rasteira, e menor quantidade de área (42%) caracterizada como cobertura vegetal densa ou secundária. Assim, notou-se a ocorrência de áreas com vulnerabilidade ambiental alta (porção norte representada pelos centros urbanos de cidades como Ourém e São Miguel do Guamá) e muito alta (porção sul) como resultado do uso e ocupação do solo associado a atividades antrópicas. As áreas classificadas como vulnerabilidade baixa ou muito baixa (porção central e ao sul), menos vulneráveis à degradação ambiental, foram associadas a presença de cobertura vegetal composta por floresta primária e secundária, e menor presença humana. Quanto as variáveis hidroquímicas da água superficial do rio Guamá observou-se elevada heterogeneidade espacial ao longo dos 12 pontos amostrais, a existência de tendências ascendentes e descendentes na direção montante a jusante e a influência da sazonalidade da região. Por fim, é prioritário que os resultados desta pesquisa promovam benefícios à população das diversas localidades visitadas e sirvam como instrumento norteador a políticas públicas que visem a conservação dos recursos naturais.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação da contaminação por mercúrio na foz do Rio Tapajós e exposição ambiental à população de Santarém-PA, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2016-10-06) SOUSA, Enilson da Silva; QUEIROZ, Joaquim Carlos Barbosa; http://lattes.cnpq.br/4383935463464893Nas últimas décadas do século XX, os trabalhos acadêmicos voltados para discussão da problemática do mercúrio na Amazônia brasileira apontavam para uma contaminação mercurial de origem antropogênica, especialmente, proveniente de atividades garimpeiras auríferas artesanais. Em meados da década de 1990 e nos primeiros anos do século XXI, com o avanço das pesquisas na área da geoquímica, essa discussão aponta para uma possível origem geogênica desta contaminação, e a exposição ambiental da população local estaria relacionada ao consumo de proteína de origem animal, proveniente do pescado e atividades laborais. O objetivo desse trabalho é analisar a especiação de Hg e Metil-Hg em solo e material particulado na foz do rio Tapajós, e a percepção, capacidade de mobilização e ação política sobre a contaminação por esse metal na população de Santarém-PA. Além disso, pretendeu-se elaborar mapas do mercúrio a partir de dados espacialmente distribuídos, utilizando-se da geoestatística para inferir resultados para a localização e risco de contaminação desse metal ao longo da foz do rio Tapajós, em Santarém; mapas de probabilidades de contaminação por esse metal, que possibilitaram a classificação e quantificação das áreas contaminadas para diversos níveis de confiança na e no entorno da foz do rio Tapajós; e quantificar e avaliar as concentrações de mercúrio total em água e material particulado e levantar hipóteses sobre a origem dessa contaminação na baía do Tapajós. Os procedimentos metodológicos incluíram a confecção de mapas de localização, georreferenciamento dos pontos de coleta e identificação da área da pesquisa; aplicação de Questionários Integrados para medir o Índice de Capital Social – QI – MCS, proposto pelo Banco Mundial; mapas das concentrações de mercúrio na área de estudo e elaborar mapas da distribuição espacial dessas concentrações; e mapas da distribuição espacial dessas concentrações e uso da geoestatística (Krigagem fatorial), que possibilitou a elaboração de mapas em diferentes escalas de variabilidade associadas a atividades antrópicas ou de origem geogênica. Foram realizadas duas campanhas: nos meses de julho e dezembro de 2014, com 37 e 45 pontos amostrais em cada uma. Os resultados apontam para uma possível contaminação da área em alguns pontos, apresentando índices acima do recomendado pela resolução n. 357/2005, do CONAMA. Os resultados da krigagem fatorial apontam para a possibilidade de as concentrações de mercúrio serem associadas ao próprio meio natural, embora se possa ter contribuições devido a atividade antrópica, como garimpos e atividades industriais ao longo da bacia.Tese Acesso aberto (Open Access) O clima e a vulnerabilidade socioambiental: interações na região costeira da Amazônia.(Universidade Federal do Pará, 2021-03-05) SILVA, Santos, Marcos Ronielly da; PEREIRA, Luci Cajueiro Carneiro; http://lattes.cnpq.br/9883400404823218; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301As regiões costeiras são as áreas mais afetadas pelas mudanças climáticas, e, portanto, as mais vulneráveis, levando em consideração a intensidade de extremos climáticos e a grande concentração humana. Neste contexto, este trabalho de Tese de Doutorado apresenta uma análise das possíveis interações das mudanças do clima, associadas aos processos socioambientais, com vistas a vulnerabilidade na zona costeira do estado do Pará. Especificamente buscou-se: i) investigar a variabilidade espaço-temporal da precipitação na região costeira da Amazônia Oriental; ii) analisar a distribuição de variáveis físicas e hidrológicas, durante períodos típicos e atípicos de clima e iii) mapear a vulnerabilidade socioambiental dos municípios costeiros frente às mudanças climáticas. Visto que as mudanças do clima potencializam a vulnerabilidade socioambiental na região costeira da Amazônia. Para tanto empregou-se metodologias padronizadas e adequadas a cada tema tratado, com ênfase na utilização de dados de precipitação por sensoriamento remoto da técnica - CMORPH, aplicação de análise estatística por meio da Análise de Componentes Principais, Coleta de campo por meio de CTD para análise das variáveis hidrológicas e, identificação da vulnerabilidade socioambiental pelo método Índice de Vulnerabilidade Municipal (IVM). Os principais resultados encontrados foram: i) O CMORPH evidenciou a existência de um gradiente de precipitação nos dois principais modos pluviométricos, que explicam 88% da variância dos dados. O primeiro modo demonstra os sistemas de grande escala com distribuição do período chuvoso e menos chuvoso. O segundo modo está associado a ocorrência de sistemas de mesoescala. ii) as chuvas e as marés modulam as variáveis hidrológicas locais, apresentando maior variabilidade em ano Seco e El Niño com maior interação em estuários abertos, constatou-se relação negativa da precipitação com a salinidade e positiva com a turbidez e clorofila-a, e iii) os municípios mais vulneráveis estão na região da Ilha do Marajó – oeste da área de estudo, onde o IVM varia entre 1 (Afuá) e 0,55 (Soure) para os cenários 4.5 e 8.5, respectivamente. Os subíndices de Sensibilidade (ISe) e Sociodemográfico (ISd) apontaram a maior influência na vulnerabilidade atual dos municípios. Tais resultados fornecem subsídios científicos para a tomada de decisão em nível municipal, podendo ser replicados para outras regiões, visando a adaptação das sociedades às mudanças climáticas.Tese Acesso aberto (Open Access) Clima urbano de Belém, Pará: percepção climática, climatologia e modelagem atmosférica.(Universidade Federal do Pará, 2020-01-29) OLIVEIRA, Juarez Ventura de; PIMENTEL, Márcia Aparecida; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777; COHEN, Júlia Clarinda Paiva; http://lattes.cnpq.br/0293299378753887; https://orcid.org/0000-0003-2048-8915O objetivo desta tese é investigar a influência da urbanização de Belém no clima local e como parte de sua população percebe as mudanças climáticas. O clima de Belém e a interação entre urbanização e atmosfera foram investigados a partir de dados de estações meteorológicas e simulação numérica usando três cenários de cobertura do solo (urbanização em 2017, em 1986 e com a área urbana substituída por floresta) da Região Metropolitana de Belém (RMB, considerada Belém, Ananindeua e Marituba) utilizando o modelo numérico Weather Research and Forecast (WRF). A percepção foi analisada com base em questionários aplicados em quatro locais com características sociais e ambientais diferentes. Os locais foram definidos com base no Mapa de Tipologias Sócio – Ambientais desenvolvido utilizando dados do Censo de 2010 e imagem de satélite. Dos quatro locais, dois representam regiões bem vegetadas, verticalizadas, com população de média/alta renda e baixa densidade demográfica (representados pela tipologia Tipo III) e dois representam regiões com vegetação esparsa, pouca verticalização, população de baixa renda e alta densidade demográfica (Tipo I). Os resultados mostraram que, independente da tipologia, os participantes do questionário perceberam mudanças no clima de Belém. Para eles, devido ao crescimento da urbanização local, Belém está mais quente e com maior variabilidade na precipitação. A estação meteorológica de Belém corroborou esta percepção, porém estações em municípios próximos também apresentaram aquecimento nos últimos anos, inviabilizando a atribuição desta alteração a urbanização. No entanto, em oposição ao observado nas outras estações, há um maior acúmulo de precipitação em Belém e através dos resultados do WRF foi observado que as características atuais da RMB podem intensificar o desenvolvimento de sistemas convectivos locais, causando tempestades mais fortes e, consequentemente, maior acúmulo de precipitação devido ao aumento do cisalhamento vertical do vento e a maior energia disponível para convecção. Apesar de perceberem estas mudanças e de sofrerem impactos devido a elas (diferentes para cada tipologia, porém principalmente questões de saúde e financeira), a falta de conhecimento, tempo e/ou dinheiro, a maioria dos participantes não sabe como adaptar a sua vida para este novo cenário climático, ou se adapta de forma ineficiente. Todavia, quando o assunto é Belém, os entrevistados conseguiram sugerir estratégias de adaptação que podem ter impacto significativo no clima local e até minimizar os efeitos da urbanização na atmosfera.Tese Acesso aberto (Open Access) Conservação do Jaborandi (Pilocarpus microphyllusStapf Ex Wardleworth) no Norte do Brasil: diversidade genética e impactos das mudanças climáticas futuras(Universidade Federal do Pará, 2023-05-31) CORRÊA, Waléria Pereira Monteiro; CALDEIRA JUNIOR, Cecílio Frois; http://lattes.cnpq.br/4071467514868919; https://orcid.org/0000-0003-4762-3515; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984O jaborandi (Pilocarpus microphyllus Stapf Ex Wardleworth) é uma planta medicinal encontrada no norte/nordeste do Brasil. Nas últimas décadas, a exploração extrativista desordenada, o avanço da agropecuária e de outras atividades que resultam no desmatamento, bem como as mudanças climáticas em curso, tem induzido impactos diretos e indiretos na sobrevivência desta espécie vegetal. O jaborandi é uma fonte natural de pilocarpina, um alcalóide utilizado na indústria farmacêutica para o tratamento de glaucoma e xerostomia. Assim sendo, a espécie tem um grande interesse socioambiental pois o extrativismo das suas folhas tem gerado renda para inúmeras famílias, além de contribuir para a conservação da espécie na região. A fim de contribuir com estratégias de conservação e sobrevivência da espécie a longo prazo, esse estudo avaliou a estrutura e diversidade genética da espécie P. microphyllus em uma Unidade de Conservação (UC) no sudeste do Pará (FLONA Carajás), bem como foi desenvolvido um estudo de modelagem ambiental para analisar os impactos das mudanças climáticas na distribuição geográfica de ocorrência do jaborandi, a fim de delinear áreas adequadas mediante aos cenários climáticos futuros. Os resultados do estudo genético demonstraram a formação de 04 populações com elevada diversidade e estrutura ecológica, mesmo com extrativismo contínuo dentro da FLONA de Carajás, indicando que a exploração tem ocorrido de forma sustentável na região. No estudo de modelagem, as projeções indicaram impactos das mudanças climáticas na distribuição de P. microphyllus com redução nas áreas adequadas nos biomas de Cerrado e Caatinga (Maranhão e Piauí) e expansão das espécies nas áreas protegidas de cobertura florestal do bioma Amazônia no sudeste do estado do Pará. Os resultados deste estudo contribuem para o entendimento da diversidade na FLONA de Carajás e reforçam a necessidade de planos de manejo e conservação de P. microphyllus em áreas prioritárias, onde a espécie encontra condições climáticas favoráveis nos cenários futuros. Medidas de conservação in situ e ex situ para essa espécie são essenciais, visto que, o extrativismo das folhas contribui como fonte de renda para as comunidades locais.Tese Acesso aberto (Open Access) Contribuições das sub-bacias para vazão do rio Amazonas e riscos socioambientais associados a eventos hidrológicos extremos(Universidade Federal do Pará, 2016-07-01) COUTINHO, Eliane de Castro; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020A Bacia Amazônica é constantemente afetada por episódios de secas e cheias durante fenômenos tais como El Niño e La Niña, além da Oscilação Multidecadal do Atlântico, Oscilação Decadal do Pacífico, a Zona de Convergência Intertropical e Zona de Convergência do Atlântico Sul. Esses extremos de precipitação causam mudanças severas no escoamento e precipitação dos rios de várias sub-bacias em escala temporal e especial. No Oceano Pacifico os fenômenos do El Niño e La Niña são os principais mecanismos de oscilações interanuais e decadais, causando extremos hidrometeorológicos na Amazônia, tanto em escala temporal quanto espacial. As variações espaciais dos regimes hidrológicos dos afluentes do Amazonas mostram que durante a ocorrência de vazões máximas sazonais nos afluentes da margem esquerda são compensadas pela queda de vazão dos afluentes da margem direita. Assim, o período de chuvas da margem esquerda está defasado em dois meses do período chuvoso da margem direita. Além dessa variação os extremos hidrometeorológicos causam impactos ambientais, sociais e econômicos à população, principalmente àquelas com alta vulnerabilidade. Assim, o objetivo desse trabalho é estudar o regime hidrometeorológicos e o balanço hídrico da Bacia Amazônica, determinando o seu papel para a vazão de retorno do rio Amazonas ao Oceano Atlântico, Assim, como os riscos socioeconômicos e ambientais provocados pelos eventos hidrometeorológicos. Para isso foram utilizados dados mensais e anuais de vazão e precipitação no período de 1982 a 2012 (31 anos) ao longo da calha principal do rio Amazonas e em 8 sub-bacias, bem como, foi feita uma análise de riscos sociais e econômicos nos municípios da bacia Amazônica. As tendências de precipitação ao longo do período estudado foram negativas, na parte sudoeste (Purus) e central (Madeira) da Bacia Amazônica, e positivas na parte leste (Tapajós e Xingu). As sub-bacias do sudoeste da Amazônia apresentaram eventos extremos e muito extremos negativos (El Niño) em todo o período estudado. Conclui-se que a vazão na calha do rio principal da bacia Amazônica depende das variações nos afluentes da margem direita e esquerda. A sazonalidade é influenciada na época seca pelos afluentes da margem direita, pois coincidem na tendência negativa ao longo do período estudado, e na época chuvosa é influenciada pelos afluentes da margem esquerda. Todas essas variabilidades fluviométricas, causam riscos a população. Assim, pode-se afirmar que o risco socioeconômico ambiental é mais perigoso durante os eventos de cheia, principalmente nos Estados com escala espacial menor (Rondônia e Roraima), e a maior vulnerabilidade ocorre nos Estados com maior escala espacial (Pará e Amazonas), isto pode ser explicado pela falta de políticas públicas.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica da ocupação da terra e sua influência na suscetibilidade à erosão em Salinópolis - PA, Brasil.(Universidade Federal do Pará, 2022-03-31) ROSA, Amanda Gama; ANDRADE, Milena Marília Nogueira de; http://lattes.cnpq.br/1930321094483005; https://orcid.org/0000-0001-5799-7321; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884; https://orcid.org/0000-0002-2809-5318A configuração socioespacial de uma região é definida pelos interesses dos indivíduos na busca por espaço e exploração dos recursos, sendo determinantes na dinâmica e padrões de ocupação estabelecidos. A ocupação, quando associada à deficiência de planejamento, ocorre de forma desordenada, gerando impactos tanto ao ambiente quanto à população e economia. Em zonas costeiras, como no município de Salinópolis-PA, esses impactos ganham grande proporção, a exemplo dos processos erosivos, visto a fragilidade desses ambientes. Diante desse contexto, esse estudo objetiva avaliar a dinâmica de ocupação do solo no município de Salinópolis, a partir do estudo da cobertura da terra e dos fatores influentes, e aplicá-los para avaliar a suscetibilidade à erosão na costa da ilha do Atalaia. Para isso, buscou-se: a) analisar o padrão espaço-temporal da ocupação da terra para os anos de 2010, 2014 e 2018, nas áreas da orla marítima e urbana de Salinópolis; b) identificar os fatores que influenciam a dinâmica de ocupação no município, usando o modelo Pressão-Estado-Impacto-Resposta (PEIR); e, por fim, c) analisar a suscetibilidade de processos erosivos da orla marítima da Ilha do Atalaia com base em análise espacial da ocupação da terra, topografia e de geoindicadores, a fim de gerar o mapeamento da suscetibilidade. A análise espacial apresentou qualidade de classificação excelente, com índices de Exatidão Global de 0,86 e Kappa de 0,83, e evidenciou reduções de áreas de vegetação densa, não densa e de dunas, e um amento da área urbanizada principalmente na Ilha do Atalaia e em direção ao continente. As áreas de corpo d’água e faixa de praia apresentaram dinâmica marcada por fatores costeiros. Os principais fatores que influenciaram os padrões de ocupação observados foram: distância ao mar; distância às rodovias PA-444 e PA-124; densidade de malha viária; distância às áreas de maior especulação imobiliária; grau de implantação de empreendimentos; distância às manchas urbanas consolidadas; distância às áreas de menor especulação imobiliária; e distância ao centro comercial. A área de estudo foi classificada em Baixa, Média e Alta Suscetibilidade à erosão costeira. Os resultados indicaram uma alta suscetibilidade à erosão na região central da ilha, envolvendo parte das praias do Atalaia e Farol Velho, onde há intensa urbanização sobre a linha de costa combinada a declividades superiores à 15%, com evidências de erosões ativas. A classe de baixa suscetibilidade foi predominante no leste da ilha, em áreas declividade baixa, abaixo de 5% em sua maioria, e com campos de dunas desenvolvidos e estáveis. A áreas de média suscetibilidade se distribuíram na transição entre as classes baixa e alta, apresentando características intermediárias de declividade e ocupação, com presença de dunas parcialmente alteradas e descontínuas. Além disso, foi possível indicar áreas com potencial risco de aumento de suscetibilidade à erosão, em setores de alta declividade onde a urbanização está próxima. Os resultados deste estudo permitem que o setor privado e a população em geral, tenham mais uma ferramenta para a gestão territorial e ambiental, permitindo a tomada de decisão, o que poderá atenuar ou evitar os impactos que ocorrem hoje na costa do município de Salinópolis.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica da urbanização na região metropolitana de Belém e mudanças nos regimes sazonais durante o clima atual e futuro num cenário amazônico.(Universidade Federal do Pará, 2022-04-29) GUTIERREZ, Carlos Benedito Barreiros; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984O intenso e sistemático processo de adensamento populacional urbano e a supressão vegetal, característico das transformações antrópicas, podem desencadear diversas mudanças não só na paisagem geográfica, mas também no clima regional, propiciando consequentemente impactos nas dimensões sociais e ambientais. Este estudo tem como objetivo principal quantificar a dinâmica espaço/temporal das mudanças na cobertura superficial da Região Metropolitana de Belém (RMB), com foco na urbanização, durante as últimas quatro décadas, incluindo análises dos efeitos/impactos nos regimes sazonai do período chuvoso (janeiro a abril) e seco (julho a novembro). Além disso, foi realizado um estudo de Downscaling usando modelo regional RegCM4 para gerar projeções de clima futuro (próximas duas décadas) para a RMB associadas aos impactos das mudanças climáticas globais. Para atingir os objetivos propostos, o estudo fez uso de dados demográficos do IBGE, mapeamento por sensoriamento remoto com aplicação de índices físicos para realçar o uso e cobertura do solo, dados ambientais extraídos da plataforma MapBiomas e diversas bases de dados climáticos provenientes de estação in situ do INMET e estimativas de satélites (CRU, CHIRPS e CMORPH). Diversos métodos estatísticos e análises quantitativas foram empregados nestas bases de dados. Os resultados obtidos no estudo independente de mapeamento multitemporal por sensoriamento remoto, corroborado pelos dados do MapBiomas, revelaram grandes transformações ocorridas na paisagem regional da RMB ao longo das últimas décadas. Dentre as principais evidências encontradas podemos reportar: a expansão urbana condicionou um clima mais quente na cidade de Belém; na RMB, a supressão vegetal levou à expansão das áreas de pastagem/agricultura, cujas mudanças ambientais explicaram a tendência de aumento monotônico da temperatura do ar em ambos os regimes sazonais; Belém e RMB apresentam tendências de intensificação sistemática do regime chuvoso. As projeções geradas pelo RegCM4 (considerando o cenário RCP8.5 considerado mais extremo de aquecimento global) indicam que os padrões regionais de clima futuro em Belém e RMB serão afetados pelas mudanças climáticas globais. As simulações climáticas futuras (próximos 25 anos, 2021 a 2045) em relação aos dados do clima atual (últimos 35 anos, 1986 a 2020) apontam que as condições climáticas urbanas mais quentes devem persistir nas próximas décadas, com um aumento da temperatura do ar de 1,5ºC na RMB e 1,3ºC em Belém para o regime seco e 1ºC na RMB e 0,9ºC em Belém para o regime chuvoso. Há indícios de continuação da tendência positiva do regime chuvoso com aumento da precipitação de cerca de 25% na RMB e 14% em Belém. Por fim, depreende-se que a disponibilidade e facilidade no acesso às imagens de satélites, conjuntos de bases observacionais climáticas e séries temporais de dados meteorológicos, associados às técnicas de geoprocessamento de imagens, avanço na ciência de modelagem e de tecnologias computacionais para efetuar downscaling com o RegCM4, tornam possível o monitoramento contínuo e a investigação integrada do espaço geográfico urbano e padrões sazonais de clima regional, cujos resultados científicos são relevantes para subsidiar o planejamento e tomada de decisão da gestão ambiental municipal e elaboração de políticas púbicas em benefício da sociedade.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica do efluxo de dióxido de carbono (CO2) do solo em duas áreas distintas na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2019-08-16) MENDES, Emanuelly Melo de Oliveira; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543; https://orcid.org/0000-0003-2364-882; ARAÚJO, Alessandro Carioca de; http://lattes.cnpq.br/6188087583954899; https://orcid.org/0000-0002-7361-5087Os ecossistemas terrestres são importantes para compreender as trocas de CO2 entre superfície e atmosfera. Pesquisas têm buscado compreender o potencial de sequestro e emissão de carbono em diferentes agroecossistemas. Entre eles, as pastagens naturais que apresentam significativa participação no ciclo do carbono subsídio alimentar para a produção de carne. Assim como a produção de óleo de palma responsável pela produção de 30% do óleo comestível no mundo e parte na produção de biodiesel. Neste estudo, foram avaliados dois usos de cobertura do solo (iLPF e monocultivo de palma de óleo) e o efluxo de CO2. Foi utilizado o método de câmaras dinâmicas fechadas associadas a um analisador de gás por infravermelho. Este trabalho apresenta observações mensais em monocultivo de óleo de palma e em dois iLPFs o primeiro com mogno-africano (Khaya ivorensis A. Chev.) e o segundo com teca (Tectona grandis L. f.). No primeiro caso no monocultivo de óleo de palma o empilhamento de folhas foi responsável pelos maiores valores de efluxo de CO2 dentro dos anéis de medida durante os dois períodos observados (chuvoso e menos chuvoso) em comparação aos dois outros dois pontos observados (base da palma e carreador). Já no experimento realizado em área de iLPF a dinâmica do efluxo de CO2 (EFCO2) diferiu entre os três sistemas estudados. O aumento do EFCO2 durante o meio dia em relação ao meio da manhã (oito horas) em todos os pontos estudados. Na área de controle (capoeira) não houve uma grande variação observada, sendo mais estável. Os maiores valores de EFCO2 nos dois sistemas de iLPF (teca e mogno) foram encontrados na base das ávores para o sistema mogno e no pasto pisoteado para o sistema teca seguido da base das árvores. A baixa variação no efluxo de CO2 solo entre a manhã e o meio dia na capoeira pode indicar se assemelham a florestas naturais, com árvores criando um microclima de solo que é adequado para o crescimento de microrganismos do solo. A umidade do solo correlacionada positivamente de forma fraca na base da teca e na área de transição. No caso da temperatura do solo não foi observada correlação positiva para a área em questão, apenas de forma moderada na área controle. Nas análises não foram encontradas correlações positivas do EFCO2 com a umidade do solo em nenhum dos pontos estudados na área do mogno. Por sua vez foi encontrada uma relação fraca da Ts com área entre as árvores. As menores variações de temperatura do solo foram encontradas na capoeira seguida do iLPF mogno na área sombreda (Base mogno e entre plantas mogno). As maiores variações de Ts no período estudado (chuvoso) ocorreu na área de iLPF com teca. As árvores influenciam na dinâmica de CO2 quando não estão distribuidas em área florestal.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica dos fluxos de dióxido de carbono e metano em área de várzea e terra firme do estuário Amazônico(Universidade Federal do Pará, 2022-04-29) FLORES ARONI, Mario; JARDIM, Mário Augusto Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/9596100367613471; https://orcid.org/0000-0003-1575-1248; CATTANIO, José Henrique; http://lattes.cnpq.br/1518769773387350; https://orcid.org/0000-0001-8335-9593Os ecossistemas terrestres são importantes para a troca de gases de efeito estufa (GEE) entre a superfície e a atmosfera. O objetivo desta pesquisa foi investigar a dinâmica anual dos fluxos de dióxido de carbono (FCO2) e metano (FCH4), em diferentes ambientes, em relação àcomposição florística e as variáveis ambientais em uma área de várzea do estuário Amazônico. Foi comparado também o fluxo dos gases de efeito estufa (GEE) simultaneamente no ambiente terrestre e aquático em um ciclo de maré durante alguns dias no ano. Este estudo abrangeu também uma comparação sazonal dos fluxos de GEE em açaí plantado em área de terra firme em comparação com uma área de açaí manejado na várzea do estuário amazônico. O estudo em área de várzea foi realizado na Área de Proteção Ambiental da Ilha do Combú (APA Combú), em Belém, Pará (Brasil), entre 2019 e 2021. O estudo em terra firme foi conduzido em Santa Maria do Pará. A metodologia para medir os FCO2 e FCH4 do solo e da água consistiu no uso de câmara dinâmica fechada e câmaras flutuantes, respectivamente. Os estuários amazônicos apresentam variabilidade topográfica refletida na altura do lençol freático, o qual influencia a dinâmica de FCO2 e FCH4 do solo. Da mesma forma que o aumento da temperatura do solo favoreceu as emissões de CO2. Por conseguinte, um possível aumento médio das temperaturas médias globais poderia favorecer a maiores fluxos de GEE no estuário amazônico. A influência das marés no igarapé tem impactos fortes nos FCO2 e FCH4 na água, que desempenham um papel fundamental no ciclo de carbono pela troca de CO2 e CH4 água-atmosfera. Os solos de várzea com dominância de plantações de açaí são fonte de CO2 e CH4. Contudo, o avanço do plantio de açaizais em terra firme é positivo pelo benefício ambiental (sumidouro de CH4).Tese Acesso aberto (Open Access) Efetividade das políticas públicas de comando e controle em áreas embargadas por desmatamento ilegal na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2022-01-31) SILVA, Verissimo Cesar Sousa da; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318X; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477O ritmo do desmatamento na Amazônia brasileira começou a diminuir de forma impressionante em meados dos anos 2000, reduzindo para 4.571 km² em 2012, porém esse desmatamento teve uma tendência de aumento a partir de 2013, registrando um valor de 5.891 km² e alcançando, em 2021, uma área de 13.235 km². Embora vários procedimentos tenham sido empregados para coibir o desmatamento ilegal, a política pública que predomina são as ações de fiscalização ambiental de comando e controle. Um grande fator que potencializa a sensação de descaso quanto aos atos lesivos ao meio ambiente é o total desrespeito das áreas desmatadas que foram embargadas e que continuam a executar atividades. Assim, o objetivo deste trabalho foi analisar a situação de 1.289 polígonos de áreas embargadas por desmatamento ilegal na Amazônia no período de 2008 a 2017 e saber os fatores determinantes que implicaram no (des)cuprimentos dos embargos. Também foi aplicado um modelo de regressão com o intuito de identificar quais as variáveis apresentaram maiores relações com o (des)cumprimento dos embargos. Para isso, foram utilizadas técnicas de sensoriamento remoto para identificar os diferentes usos e cobertura do solo (agricultura, pasto e regeneração) nos polígonos embargados. Como resultados, foram identificados que, dos 1.289 embargos analisados, 1.025 (69,2% do total da área) encontravam-se convertidos para pastagem em 2019, para agricultura foram encontrados 95 embargos equivalentes a 17,7% de toda a área de embargos. Isso significa que 86,9% da área estão desrespeitando a legislação de embargos. A variáveis que mostraram significativas em relação ao descumprimento foram Tamanhos do Imóveis e Presença de CAR, enquanto que as variáveis que mantiveram relação com cumprimento dos embargos foram Embargos Municipais, Elevação e Municípios Prioritários. Conclui-se que, apesar haver ações de fiscalização e monitoramento, ainda é muito tímido alcançar o verdadeiro objetivo que não restringe apenas autuar e embargar áreas, mas sim, a formulação de ações que desenvolvam sistemas integrados e monitoramento para acompanhar essas áreas, a fim de verificar se estão sendo cumpridas as leis ambientais.Tese Acesso aberto (Open Access) Fogo e queimadas: histórico, risco e calendário meteorológico na Amazônia Oriental.(Universidade Federal do Pará, 2019-08-29) SODRÉ, Giordani Rafael Conceição; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685A utilização de fogo como forma de limpeza do solo está amplamente inserida no processo produtivo da Amazônia, sendo um dos elementos que impulsionam a expansão agrícola na região. Nesta pesquisa foi proposta a análise do quadro geral das queimadas na região Amazônica com o objetivo de abordar a complexidade que envolve este tema, como o mesmo pode ser tratado como um problema social, porém com reflexos sobre a questão climática. Analisamos os parametros legais do uso do fogo em práticas agrícolas e foi desenvolvido um calendário meteorológico indicando o momento em que as condições ambientais são mais favoráveis para a utilização desta prática de forma mais segura. Os resultados indicaram que o atual cenário de queimadas na Amazônia pode estar relacionado a uma combinação de escolhas, como a questão das queimadas poderia ter sido tratada e como de fato ela foi. Indicando que as principais ferramentas são voltadas para o combate os efeitos da queima e não a sua origem. Observou que ferramentas como o Índice de Risco de Fogo utilizado pelo INPE possui sua acurácia reduzida, devido o mesmo considerar somente variáveis ambientais, não incluindo à ação do homem como parâmetro, o que torna limitada a eficiência em antecipar a ocorrência de uma queimada. A análise das pesquisas mais recentes apontou para o uso do fogo controlado como a opção mais viável para a mudança do cenário atual, assim, a abordagem principal desta pesquisa foi criar um calendário meteorológico de manejo para o uso do fogo no campo da forma mais segura. A conclusão desta pesquisa mostra que a educação ambiental é a forma mais eficaz de combater o uso excessivo de queimadas, porém, isto é um investimento para o futuro. Para o cenário atual a criação de um calendário de queimadas baseado na variabilidade pluviométrica mensal local, permitindo que as queimadas sejam realizadas em momentos mais propícios a sua não propagação indesejada. Assim, o número de focos de queimadas sem controle pode ser reduzido de forma eficaz e as perdas de biodiversidade e econômicas podem ser menores. Sendo este o caminho a ser percorrido enquanto a educação ambiental não cumpre seu papel em alterar esta cultura dentro da região Amazônica.Tese Acesso aberto (Open Access) Impactos das mudanças climáticas na biomassa florestal Amazônica: Previsão de perda e estratégias de conservação prioritárias para o potencial de biomassa sob as mudanças climáticas(Universidade Federal do Pará, 2024-04-25) CAMPOS, Mayara Soares; ANJOS, Luciano Jorge Serejo dos; http://lattes.cnpq.br/0244738999001686; https://orcid.org/0000-0002-3270-6679; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477O estudo aborda a influência das mudanças climáticas na Biomassa Acima do Solo (AGB) na Amazônia, analisando tanto as previsões de redução quanto o potencial de aumento sob diferentes cenários climáticos até o final do século. Utilizando dados de AGB (GEDI) e variáveis climáticas de Modelos de Circulação Global (GCM‘s) e Caminhos Socioeconômicos Compartilhados (SSP‘s), a pesquisa emprega a Regressão Geograficamente Ponderada (GWR) para explorar padrões espaciais da distribuição da AGB. Os resultados apontam para um declínio significativo da AGB, com reduções estimadas entre 14,2% a 32,1%, onde a densidade vegetativa média poderia cair para 177,61 Mg/ha-¹ até 2040 e 140,43 Mg/ha-¹ até 2100, evidenciando uma diminuição na capacidade de sequestro de carbono da floresta, especialmente nas regiões nordeste, central-leste, oeste e sul da Amazônia. Paralelamente, identificou-se potencial de ganho de AGB em áreas específicas do bioma Amazônia Brasileira, principalmente nas regiões noroeste e sudeste, abrangendo as bacias dos rios Negro, Xingu e Tapajós, sob ambos cenários futuros. Dentro desse potencial de ganho, as Terras Indígenas (TI‘s) emergem como primordiais para a conservação, mostrando maiores ganhos de AGB em ambos os cenários analisados. Este estudo destaca a importância de estratégias de mitigação e o papel das áreas protegidas na manutenção da resiliência da Amazônia diante das adversidades climáticas futuras. Ao destacar as áreas de possível aumento da AGB, salienta a importância de preservar e valorizar as áreas protegidas e TI‘s como estratégias fundamentais para enfrentar os desafios ambientais e climáticos. Essa abordagem não só enfoca a mitigação da perda de AGB, mas também reconhece o potencial de regiões específicas para contribuir positivamente para a resiliência da Amazônia diante das mudanças climáticas futuras, pois verificou que em melhores condições climáticas resulta em mais AGB e, consequentemente, em uma maior capacidade de sequestro de carbono pela floresta quando comparada às projeções onde as condições são mais severas e as emissões são mais altas. Portanto, este estudo é de grande importância para a ciência quanto para formulações políticas públicas, pois oferece uma análise do impacto das mudanças climáticas de AGB na Amazônia, essencial no ciclo do carbono e, por extensão, na mitigação das mudanças climáticas globais. Identificando regiões vulneráveis e também com potencial de aumento de AGB, realça a urgência de estratégias de conservação direcionadas.Tese Acesso aberto (Open Access) Impactos dos anos climáticos extremos no rendimento da lavoura temporária de mandioca na região rural da metrópole de Belém – Pará(Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) SOUZA, Paulo Fernando de Souza; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685Os extremos climáticos impactam negativamente a agricultura no Brasil e em função disso, dificultam o desenvolvimento das comunidades rurais que são altamente dependentes dos recursos naturais, em particular no estado do Pará. Por isso, é de fundamental importância o estudo da cultura da mandioca (Manihot esculenta Crantz) diante de riscos climáticos futuros, em função de o Pará ser o maior produtor nacional. O objetivo deste estudo foi analisar a modulação dos mecanismos climáticos dos Oceanos Pacífico e Atlântico tropical no regime pluviométrico em escala municipal da Região Rural da Metrópole de Belém (RRB), no nordeste do estado do Pará, bem como detectar as relações entre precipitação e a produtividade ou rendimento da lavoura temporária de mandioca na RRB no período de 1990 a 2014 (25 anos de dados), incluindo a análise de impactos dos anos climáticos extremos. O trabalho foi dividido em três partes: o primeiro analisou a influência dos extremos climáticos como El Niño, La Niña, Gradiente Norte e Sul na precipitação da RRB, empregando a técnica dos percentis; na segunda parte foram calculadas correlações de Spearman entre a precipitação e o rendimento médio da mandioca e os resultados demonstraram um comportamento não homogêneo ao longo da região, ou seja, há municípios que respondem direta ou indiretamente ao regime pluviométrico. Nessa análise, a precipitação anual mostrou uma relação melhor com o rendimento da mandioca, cujo sistema de plantio ocorre em dois momentos durante o ano (plantios de verão e inverno). Na terceira parte foi aplicada a técnica da análise exploratória de dados espaciais, a qual revelou a necessidade de se considerar, na avaliação das relações entre as variáveis clima x agricultura, a componente espacial.Tese Acesso aberto (Open Access) Impactos socioambientais atuais e de mudanças futuras na hidroclimatologia da bacia do rio Tapajós na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-06-09) SODRÉ, Vânia dos Santos Franco; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187A intensificação do uso e cobertura do solo vem aumentando os problemas ambientais e climáticos nas sub-bacias amazônicas, especialmente na bacia do rio Tapajós que tem importância, não somente para o regional, mas para todo o país quanto a questão econômica e socioambiental. Esta pesquisa avaliou a crescente pressão imposta à bacia do rio Tapajós a partir do uso não sustentável dos recursos hídricos, do desmatamento nas variáveis meteorológicas e a hidroclimatologia futura da bacia para os próximos 30 e 60 anos. Na questão hídrica, foram observados significativos impactos ambientais causados ao meio ambiente no Alto e Médio Tapajós, onde foram identificados usos não sustentáveis dos recursos hídricos dos variados setores da economia, com destaque ao aumento do número de indústrias e hidrelétricas. De modo inverso, na região do Baixo Tapajós ainda há significativas porções de cobertura vegetal conservada, as quais são essenciais para o favorecimento da evapotranspiração e, consequentemente, formação de nuvens, porém um aumento do uso não sustentável dos recursos hídricos foi observado na região. Na relação entre o desmatamento e o clima, notou-se a existência de correlações entre as taxas de desmatamento e variações positivas da temperatura na região do Médio Baixo Tapajós. Todavia não foram observadas variações significativas da precipitação, mas há uma leve tendência negativa (redução), corroborando com os estudos de anomalia e tendência. Na hidroclimatologia futura, os resultados demostraram que os impactos futuros das mudanças climáticas nas medidas de precipitação e de cota, tanto para um clima mais próximo (2021-2050), como para um clima do final do século (2051-2080), levando em consideração os cenários moderado e pessimista. Notou-se ainda que haverá alterações na frequência dos extremos máximos e mínimos de precipitação e cota, principalmente nas regiões do Médio Baixo Tapajós, sendo mais sensível às essas mudanças na estação de Itaituba.Tese Acesso aberto (Open Access) Influência da queima de biomassa nos transportes de gases e chuva na Amazônia Central(Universidade Federal do Pará, 2022-07-14) D’OLIVEIRA, Flávio Augusto Farias; DIAS JÚNIOR, Cleo Quaresma; http://lattes.cnpq.br/9857237626091379; https://orcid.org/0000-0003-4783-4689; SPRACKLEN, Dominick Vincent; https://orcid.org/0000-0002-7551-4597; COHEN, Júlia Clarinda Paiva; http://lattes.cnpq.br/0293299378753887; https://orcid.org/0000-0003-2048-8915O objetivo desta tese é investigar como os sistemas convectivos de mesoescala e circulação de brisa fluvial, na região da Amazônia central, atuam em um cenário de poluição causada por queima de biomassa no período seco de 2014. Este estudo utilizou como ferramenta principal o modelo Weather Research and Forecast acoplado com a química da atmosfera (WRF-Chem). Inicialmente, foi investigado um estudo de caso de um sistema convectivo de mesoescala (SCM) ocorrido na região da Amazônia central em 16 de agosto de 2014, quando havia poluição oriunda da queima de biomassa. Para isto, foram feitas simulações com dois cenários, sendo um considerando a queima de biomassa (bb_on) e outro sem a queima de biomassa (bb_off). O cenário bb_on mostrou importante impacto no desenvolvimento das nuvens convectivas e nos seus downdrafts, onde foram encontradas nuvens menos desenvolvidas e com menores taxas de precipitação do que aquelas encontradas para a simulação bb_off. Além disso, o enfraquecimento do sistema convectivo apresentou menor capacidade de “limpar” o ambiente, ou seja, diluir vertical e horizontalmente as concentrações locais de gases tais como o monóxido de carbono. O segundo aspecto analisado esteve associado a ocorrência da brisa fluvial durante o período de 1 a 5 de agosto de 2014. A brisa fluvial foi observada durante dois dias em dois locais distintos: em um ambiente com um contraste do rio com a floresta, e em um ambiente com contraste do rio com a região urbana da cidade de Manaus. Os resultados mostraram que durante os eventos de brisa fluvial, foi observado que a brisa foi responsável por aprisionar gases como o monóxido de carbono de ozônio na margem em que ocorreram (margem leste do rio Negro) nas duas regiões. A brisa fluvial mais intensa teve seu tempo de duração maior, além de manter os gases em uma área dentro do continente, quando comparado a uma brisa menos intensa que aprisionou estes gases dentro da área do rio. Adicionalmente, a região em que a brisa fluvial foi responsável por concentrar a maior quantidade de gases é uma região predominantemente residencial (porção oeste da cidade de Manaus), enquanto a porção leste (região industrial) foi favorecida pela limpeza do ambiente através dos ventos de leste.Tese Acesso aberto (Open Access) Influência da queima de biomassa nos transportes de gases e chuva na Amazônia Central(Universidade Federal do Pará, 2022-07-14) D' OLIVEIRA, Flávio Augusto Farias; Dias Júnior, Cleo Quaresma; http://lattes.cnpq.br/9857237626091379; https://orcid.org/0000-0003-4783-4689; SPRACKLEN, Dominick Vincent; COHEN, Júlia Clarinda Paiva; http://lattes.cnpq.br/0293299378753887; https://orcid.org/0000-0003-2048-8915O objetivo desta tese é investigar como os sistemas convectivos de mesoescala e circulação de brisa fluvial, na região da Amazônia central, atuam em um cenário de poluição causada por queima de biomassa no período seco de 2014. Este estudo utilizou como ferramenta principal o modelo Weather Research and Forecast acoplado com a química da atmosfera (WRF-Chem). Inicialmente, foi investigado um estudo de caso de um sistema convectivo de mesoescala (SCM) ocorrido na região da Amazônia central em 16 de agosto de 2014, quando havia poluição oriunda da queima de biomassa. Para isto, foram feitas simulações com dois cenários, sendo um considerando a queima de biomassa (bb_on) e outro sem a queima de biomassa (bb_off). O cenário bb_on mostrou importante impacto no desenvolvimento das nuvens convectivas e nos seus downdrafts, onde foram encontradas nuvens menos desenvolvidas e com menores taxas de precipitação do que aquelas encontradas para a simulação bb_off. Além disso, o enfraquecimento do sistema convectivo apresentou menor capacidade de “limpar” o ambiente, ou seja, diluir vertical e horizontalmente as concentrações locais de gases tais como o monóxido de carbono. O segundo aspecto analisado esteve associado a ocorrência da brisa fluvial durante o período de 1 a 5 de agosto de 2014. A brisa fluvial foi observada durante dois dias em dois locais distintos: em um ambiente com um contraste do rio com a floresta, e em um ambiente com contraste do rio com a região urbana da cidade de Manaus. Os resultados mostraram que durante os eventos de brisa fluvial, foi observado que a brisa foi responsável por aprisionar gases como o monóxido de carbono de ozônio na margem em que ocorreram (margem leste do rio Negro) nas duas regiões. A brisa fluvial mais intensa teve seu tempo de duração maior, além de manter os gases em uma área dentro do continente, quando comparado a uma brisa menos intensa que aprisionou estes gases dentro da área do rio. Adicionalmente, a região em que a brisa fluvial foi responsável por concentrar a maior quantidade de gases é uma região predominantemente residencial (porção oeste da cidade de Manaus), enquanto a porção leste (região industrial) foi favorecida pela limpeza do ambiente através dos ventos de leste.
