Programa de Pós-Graduação em Filosofia - PPGFIL/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/5862
O Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Foi criado em dezembro de 2010 e iniciou suas atividades efetivas em agosto de 2011, como curso de Mestrado em Filosofia, sendo o único na área em toda a Região Norte.
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A dança na filosofia de Nietzsche: um caminho para a superação da décadence(Universidade Federal do Pará, 2025-07-07) GUIMARÃES, Alan Barbosa; PONTES, Ivan Risafi de; http://lattes.cnpq.br/8592244270861493; https://orcid.org/0000-0002-1289-0341; SOUZA, Luiza Monteiro e; SILVA, Rafael Guimarães Tavares da; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/1365524959135039; http://lattes.cnpq.br/7864336413389692; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0002-8985-8315; https://orcid.org/0000-0001-6142-450XO presente trabalho visa tratar da dança como meio de superação da décadence no pensamento do filósofo Friedrich Nietzsche. Com este propósito, nossa problematização buscou investigar o porquê e como a dança é utilizada por Nietzsche em oposição ao problema da décadence, concebido pelo filósofo como uma doença que degenera o corpo e o espírito dos homens, sobretudo os de sua contemporaneidade. Em nosso estudo, perscrutamos as principais passagens que envolvem a dança e os personagens que dançam, precisamente o deus Dioniso, assim como seus seguidores e Zaratustra, além da noção de corpo do filósofo, que também desempenha um papel importante de contraste com os antípodas de Nietzsche, os portadores da décadence, como veremos no decorrer de suas obras. Em nossa análise, identificamos que a dança é tratada de forma fragmentária pelo autor, assim, utilizamos tanto quanto possível o método estrutural, e o experimentalismo perspectivista e trágico, com o propósito de mostrar sua presença na relação com importantes conceitos ao longo dos escritos de Nietzsche, para resgatar a importância dessa arte para o debate acerca da décadence. Recorremos a diversas obras de Nietzsche, como O nascimento da tragédia, A gaia ciência, Assim falou Zaratustra e O crepúsculo dos Ídolos em função da necessária articulação entre os principais conceitos do autor com o problema sugerido. Nossa hipótese é de que as potências da arte de dançar, enquanto uma elevada expressão artística corporal, contribuem para a superação da décadence, sobretudo a partir das ações dos dançarinos evocados pelo filósofo, que alcançam sua máxima superação quando Zaratustra enuncia “eu só poderia crer num deus que pudesse dançar”. A pesquisa concluiu que as ações expressas pelos dançarinos na filosofia de Nietzsche estão diretamente associadas à produção de novos valores e perspectivas, novas formas de ser e viver, haja vista que as ações daqueles que dançam perante a cultura promovem o movimento, a leveza, a superação de si. Com esses elementos transformadores, a dança proporciona a superação da décadence à medida que, aliada ao entusiasmo de um deus, a arte da dança afirma a existência mesmo diante das mais negativas dificuldades, e impulsiona a valorização da vida em seu dionisíaco transbordamento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Literatura na arqueologia do saber de Michel Foucault: Friedrich Hölderlin e a experiência trágica da loucura(Universidade Federal do Pará, 2026-03-02) LIMA, Joao Pedro Azevedo; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910; BRITTO, Fabiano de Lemos; BURNETT JUNIOR, Henry Martin; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/6441173133501487; http://lattes.cnpq.br/7370655734935231; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0001-6806-8333; https://orcid.org/0000-0001-6142-450XÀ época de suas investigações arqueológicas, a relação entre loucura e literatura assume um papel central no pensamento de Michel Foucault (1926–1984). Na Época Clássica, a loucura deixa de ser compreendida enquanto experiência trágica, portadora de um saber inacessível à razão, como o era na Renascença, e passa a ser compreendida, em um primeiro momento, a partir da concepção de desrazão, e, em seguida, a partir da noção de doença mental. Entretanto, o internamento asilar não foi capaz de destituí-la dessa dimensão originária, que ressurge, no início do século XIX, na obra de Sade e Hölderlin, e, posteriormente, em Nietzsche e Artaud. Com efeito, o presente projeto de pesquisa visa analisar a experiência da loucura em sua dimensão trágica especificamente na linguagem literária de Hölderlin, e o fará por intermédio da interpretação dos artigos de Foucault sobre a literatura e do Empédocles de Hölderlin. Propomo-nos fazê-lo dado o recente interesse acerca dessa fase arqueológica, o que se evidencia nas recentes publicações dedicadas a esse “primeiro” Foucault. Ademais, considerando que a recepção de seu pensamento tem privilegiado seus cursos ministrados no Collège de France, nossa pesquisa busca ressaltar a importância dessa primeira fase da filosofia elaborada por Foucault, sobretudo no que diz respeito à relação entre loucura e literatura, pois tomamos por base que tal vinculação possui fundamental importância para o estabelecimento de suas análises arqueológicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A pessoa do homo oeconomicus: a biopolítica do neoliberalismo a partir de Michel Foucault e Roberto Esposito(Universidade Federal do Pará, 2024-02-06) AZEVEDO, Anthony Lucas Neves; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910; COSTA FILHO, William; RUIZ, Castor Mari Martín Bartolomé; http://lattes.cnpq.br/4515309296660789; http://lattes.cnpq.br/3700477816262221; https://orcid.org/0000-0002-2726-161X; https://orcid.org/0000-0002-6826-1560As proposições biopolíticas de Michel Foucault continuam ressoando no pensamento contemporâneo. Mesmo após quatro décadas de sua morte, suas análises são constantemente retomadas para pensar problemáticas específicas do neoliberalismo, em consonância com o que foi desenvolvido em Nascimento da Biopolítica. A recepção de Foucault foi especialmente frutífera na filosofia italiana, marcada por uma reflexão que articula política e vida. Dentre os pensadores da recepção biopolítica, Roberto Esposito se destaca pelo cuidado e pela argúcia com que aborda o tema e por seu conceito de “imunidade”, visto por ele como a chave para compreender a complexa relação entre o biológico e o político. Neste trabalho, exploraremos a relação do sujeito biopolítico com o seu corpo, tentando compreender, a partir de uma discussão entre Roberto Esposito e Michel Foucault, como essa relação se consolida segundo o modelo de propriedade da pessoa, de maneira compatível com a teoria do homo oeconomicus e do capital humano.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Psicologia Transvalorativa de Nietzsche: a fisiopsicologia e a genealogia como caminhos para a cultura verdadeira(Universidade Federal do Pará, 2025-08-18) SILVA, Antonio Joel Lima da; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910; VECCHIA, Ricardo Bazilio Dalla ; BURNETT JUNIOR, Henry Martin; http://lattes.cnpq.br/9476600097405010; http://lattes.cnpq.br/7370655734935231; https://orcid.org/0000-0002-0769-782X; https://orcid.org/0000-0001-6806-8333O objetivo desta dissertação é demonstrar como os procedimentos metodológicos adotados por Nietzsche em sua filosofia podem ser considerados como uma psicologia transvalorativa que se move através das abordagens fisiopsicológica e histórico-genealógica, a fim de transvalorar os valores da cultura moderna e abrir caminho para aquilo que Nietzsche entende como cultura verdadeira (eKGWB, NF – 1872, 19[33]). Nesse sentido, parte-se do pressuposto de que as assinalações feitas por Nietzsche em GD/CI (prefácio da transvaloração de todos os valores redigido em 30 de setembro de 1888) e GD/CI O que devo aos antigos 5 (onde Nietzsche aponta GT/NT como sua primeira transvaloração), seriam evidências de uma coesão temática que sugere a transvaloração enquanto tarefa presente em cada fase de seu pensamento; bem como sugerem, também, uma coesão metodológica a qual pretendemos demonstrar como sendo uma abordagem múltipla que usa a filologia, a psicologia e a fisiologia como meios para a efetivação da transvaloração dos valores culturais, conforme também aponta Germán Meléndez (2015). Trata-se, nesses termos, da análise (fisio)psicológica dos conceitos de cultura moderna e de cultura verdadeira, que descreve a primeira como resultado de valores fundados por doutrinas que desprezam o corpo e engendram interpretações hipostáticas que postulam um hiato entre corpo e consciência/alma - daí toda forma de falsificação da realidade seria imputada no imaginário humano, tais como: a ideia de unidade, a ideia de vontade livre e a ideia do eu. A segunda, por sua vez, seria aquilo que Nietzsche busca alcançar através de suas transvalorações, pois, uma cultura que gera valores fundados na coerência interna entre corpo e consciência, passa a engendrar valores, da mesma forma, coerentes com a natureza daqueles que os geraram. Por fim, será exposto, em função da coesão temática e metodológica, uma análise da primeira dissertação da GM/GM, pois, como o próprio Nietzsche sugere em EH/EH Genealogia da moral, a primeira dissertação trata da psicologia do cristianismo que descreve o seu nascimento a partir do páthos do ressentimento. Assim, tal obra seria o trabalho preliminar para uma transvaloração de todos os valores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Abstração, moeda e dívida: uma análise das relações sociais capitalistas a partir de O Anti-Édipo de Deleuze e Guattari(Universidade Federal do Pará, 2025-06-05) SANCHES, Diego de Carvalho; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; BARBOSA, Mariana de Toledo; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817; http://lattes.cnpq.br/0360247935656905; https://orcid.org/0000-0001-6142-450X; https://orcid.org/0000-0002-1589-0021No presente trabalho, buscamos investigar a atualidade da interpretação de Deleuze e Guattari acerca das relações sociais na máquina capitalista no contexto atual do capitalismo financeiro. Partindo de uma análise de O Anti Édipo (1972) e do papel desempenhado pelas noções de "desterritorialização ”, "axiomática" e "reterritorialização" como elementos constituintes do socius capitalista, objetivamos mostrar em que sentido o plano de imanência desta formação econômica faz com que as suas relações sociais passem necessariamente por um processo de abstração determinado, em última instância, pela natureza de sua forma monetária e por uma política da dívida. Sendo assim, analisamos, em primeiro lugar, os pressupostos filosóficos e antropológicos que subjazem à argumentação dos autores a respeito dos tipos de socius. Trata- se de fixar o sentido de opor Nietzsche a Mauss e Lévi Strauss quando da determinação das relações sociais como relações de dívida e não de troca; de demonstrar como podemos compreender a singularidade do sistema capitalista por meio de uma história universal das contingências; e de analisar os conceitos e noções pelos quais Deleuze e Guattari definem o que é uma sociedade e como ela funciona. A demais, vemos como os autores descrevem a formação do Estado, e como este acontecimento modifica radicalmente a forma e a qualidade das relações sociais. Dando ênfase no papel mediador do Estado entre a classe despótica e o povo, nos detemos nas práticas e tecnologias que daí derivam, como a moeda, a lei, o imposto e a sobrecodificação. Em terceiro lugar, nos voltamos para o socius capitalista, objetivando mostrar os pontos de conjunção entre Deleuze e Guattari e Marx no que concerne à sua formação. Assim, frisamos a sua relação particular com a história; a natureza descodificada e desterritorializada de seus fluxos, e como isso o diferencia substancialmente dos socii pré capitalistas; o seu funcionamento por meio de uma dualidade da forma monetária; e a importância de noções como “mais vali a”, “renda”, “salário”, “lei da baixa tendencial da taxa de lucro” e “antiprodução” para a determinação de seu campo de imanência. Por fim, fazemos um balanço das contribuições do pensamento de Deleuze e Guattari em O Anti-Édipo para a crítica do capitalismo, destacando que, não obstante a limitação histórica de suas análises, as categorias e as principais teses por eles formuladas são essenciais para darmos sentido à configuração atual do capitalismo financeirizado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agamben e Kafka: apontamentos sobre estado de exceção(Universidade Federal do Pará, 2026-02-26) LEAL, Mauro Lopes; PONTES, Ivan Risafi de; http://lattes.cnpq.br/8592244270861493; https://orcid.org/0000-0002-1289-0341; MATOS, Saulo Monteiro Martinho de; TAXI, Ricardo Araújo Dib; http://lattes.cnpq.br/1755999011402142; http://lattes.cnpq.br/2208519070757294 País de Nacionalidade; https://orcid.org/0000-0002-4396-7276; https://orcid.orgO presente estudo analisa o uso do estado de exceção como instrumento jurídico empregado pelo Estado para além de situações emergenciais, convertendo-se, em muitos casos, em uma técnica de governo voltada à manutenção do poder. Embora formalmente legitimado pelo ordenamento jurídico, o estado de exceção autoriza a suspensão temporária de direitos fundamentais, cuja permanência, quando prolongada ou instrumentalizada, configura uma anomalia jurídica incompatível com os princípios do Estado democrático de direito. A partir do pensamento de Giorgio Agamben, investiga-se o processo de normalização da exceção e a consequente produção da chamada vida nua, compreendida como a vida reduzida à sua dimensão biológica e submetida à decisão soberana, podendo ser excluída das garantias jurídicas sem que tal exclusão seja reconhecida como ilegal. Nesse contexto, estabelece-se um diálogo com a obra O Processo, de Franz Kafka, interpretada como uma representação literária da incidência permanente de um estado de exceção sobre o indivíduo. Na narrativa kafkiana, o sujeito encontra-se submetido a um sistema jurídico opaco, ilimitado e arbitrário, no qual a culpa é presumida e a defesa se torna impossível, antecipando, de forma simbólica, a estrutura do estado de exceção moderno descrita por Agamben. Conclui-se que a utilização recorrente desse mecanismo jurídico revela práticas antidemocráticas que promovem a desumanização, o sofrimento e o esvaziamento das garantias fundamentais, evidenciando o potencial autoritário de Estados que governam por meio da exceção.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alegria e pobreza nas representações Sanfranciscanas de Dante e Giotto(Universidade Federal do Pará, 2022-02-22) SILVA, Jonas Matheus Sousa da; MOLINARI, Jonathan; http://lattes.cnpq.br/3579284707222729Parte-se, no primeiro capítulo, de cunho historiográfico e filológico, de uma apresentação positiva do século XIII na Itália e do contexto do mecenato, passando por um status quaestionis sobre estética medieval e S. Boaventura, no qual se apresenta as suas obras Itinerarium Mentis in Deum, o argumento central da De Triplici Via, alias Incendium Amoris e o contexto histórico da Legenda Sancti Francisci, para evidenciar a recepção desses escritos em Giotto e Dante. A seguir, apresenta-se a historiografia sobre S. Francisco em Jacques Le Goff e em Auerbach; averígua-se o que seja alegria e pobreza nos Escritos de S. Francisco e nas Fontes Franciscanas; vai-se à análise de Massimo Cacciari sobre as ocorrências de tais conceitos nas representações sanfrancicanas, de Dante e de Giotto e chega-se à reflexão do motivo da cruz como ponto de intercessão da pobreza e da alegria. O capítulo seguinte discorre sobre a recepção da figura de S. Francisco na Commedia, de Dante, e sobre a novidade dessa representação. Ademais, expõe-se a biografia de Dante no seu contexto político; segue-se para a apresentação de aspectos da literatura dantesca conforme o intelectual italiano Francesco de Sanctis, na sua História da literatura italiana; evidencia-se a representação de S. Francisco na Commedia, sobretudo em Paradiso XI, e se conclui com a reflexão sobre o motivo da cruz nessa obra. O último capítulo trata da representação de S. Francisco nos 28 afrescos de Giotto no ciclo, da Basílica Superior de Assis. Nele, se ressalta a biografia de Giotto no seu contexto cultural; averígua-se, na representação pictórica de S. Francisco, no mencionado ciclo giottesco, as representações dos motivos de alegria e pobreza e a presença do motivo da cruz; culmina-se com hermenêuticas desses motivos nos afrescos do ciclo: Francisco escuta o crucifixo de São Damião, o Natal em Greccio e a recepção dos estigmas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Amor, beleza e reminiscência: sobre a educação erótico-filosófica da alma no "Fedro" de Platão(Universidade Federal do Pará, 2017-08-11) COSTA, Rafael Davi Melém da; SOUZA, Jovelina Maria Ramos de; http://lattes.cnpq.br/0475424515288539Nossa pesquisa procura explicitar de que maneira podemos reconhecer no diálogo Fedro, de Platão, a proposta de uma educação erótico-filosófica da alma (psiche), em que a associação entre amor (eros), beleza (kalon) e reminiscência (anamnesis) serve de base para a harmonização do psiquismo a partir de uma contribuição ativa das dimensões não-reflexivas da alma, junto à parte intelectiva, em busca da excelência (arete) e felicidade (eudaimonia) humanas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uma análise do método de conjecturas e refutações Popperiano e de sua Aplicação ao ensino da Filosofia na educação básica(Universidade Federal do Pará, 2023) SIQUEIRA, Ailton dos Santos; DIAS, Elizabeth de Assis; http://lattes.cnpq.br/9610357600630781; https://orcid.org/0000-0003-0951-6313O objetivo deste trabalho é examinar se o método de conjecturas e refutações, que Popper propõe para a ciência pode ser aplicado ao ensino da Filosofia na educação básica, mais especificamente nos níveis fundamental e médio. Trata-se de uma problemática relacionada à educação e em particular à forma de se ensinar Filosofia. Entretanto, tal questão não está desvinculada de sua teoria da ciência. Nossa pretensão é mostrar que tal método, com algumas adaptações, pode ser um procedimento eficaz para suscitar a reflexão filosófica, na medida em que possibilita não apenas a problematização, mas também a discussão crítica das soluções propostas pelos filósofos. Em nossa análise, procuramos evidenciar que Popper critica e recusa a indução como método da ciência e propõe como alternativa, o de conjecturas e refutações. Elucidamos a natureza de tal procedimento e suas etapas. Posteriormente, procuramos destacar algumas reflexões do filósofo sobre a pedagogia de modo a respaldar nossas reflexões sobre a temática. Apresentamos, também, algumas propostas de aplicação das ideias de Popper à educação, como as de Bedoya e Duque (2019), que acreditam que o emprego do método de conjecturas e refutações na educação possibilita a formação de alunos que tenham consciência de que a ciência não é infalível e evidenciam como tal procedimento, pode melhorar o aprendizado em geral. Outra proposta, objeto de nossa análise, foi a de Oliveira (2008), que procura mostrar como a epistemologia popperiana pode fomentar uma abordagem falibilista no ensino das ciências. Examinamos, ainda, as sugestões de Segre (2009) para que se utilize o racionalismo crítico popperiano na didática acadêmica, como alternativa ao ensino dogmático e autoritário praticado no ensino universitário. E por fim, mostramos como o método proposto por Popper, pode ser aplicado ao ensino da Filosofia na educação básica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Antagonismos e proximades entre a filosofia de Nietzsche e a filosofia de Platão(Universidade Federal do Pará, 2016-11-09) ARAÚJO, Allan Diego de; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817Este trabalho procura apontar, dentre inúmeras, algumas proximidades existentes entre Nietzsche e Platão. Apesar dos antagonismos existentes, podemos encontrar na interlocução Nietzsche/Platão algumas semelhanças. Voltado contra a metafísica europeia, Nietzsche descobre cada vez mais a filosofia platônica para além das dicotomias socráticas, ou seja, Platão para além do platonismo. A fim de compreender a relação Nietzsche/Platão na sua face crítica — a ―transvaloração de todos os valores‖ como ―inversão do platonismo‖ — este trabalho mostra, através da crítica ao igualitarismo e da crítica à democracia, o quanto Platão é, para Nietzsche, uma fonte contínua de inspiração em seu combate ao platonismo vulgar da tradição ocidental.
