Teses em Ciências Ambientais (Doutorado) - PPGCA/IG
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Navegando Teses em Ciências Ambientais (Doutorado) - PPGCA/IG por Linha de Pesquisa "ECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS E SISTEMAS SOCIOAMBIENTAIS"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da contribuição da pecuária bovina nas mudanças de uso da terra: uma abordagem multiescala no estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2021-02-19) THALÊS, Marcelo Cordeiro; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534A Amazônia brasileira passou por vários ciclos econômicos, vinculados a exploração dos recursos naturais e integrados ao mercado mundial, os quais se intensificaram a partir da década de 1960 e mais recentemente com a expansão do agronegócio. Nesse processo de construção territorial, as mudanças de uso da terra ocorreram de forma heterogênea no espaço e no tempo, com mecanismos atuando em diferentes escalas. O objetivo desta pesquisa é analisar as mudanças de uso da terra e a contribuição da pecuária bovina no processo de construção territorial com a proposição de métodos e indicadores de monitoramento em diferentes escalas, do regional ao local, que colaborem na gestão territorial. No estado do Pará foi elaborada uma cartografia diacrônica das frentes pioneiras que permitiu representar e delimitar os contrastes regionais em regiões pioneiras. Posteriormente, essas frentes pioneiras foram relacionadas à dinâmica dos desmatamentos, por períodos, entre 2002 a 2017, o que possibilitou qualificar os territórios em consolidados, voltados à intensificação agropecuária ou em expansão, usados como estratégia de ocupação, além daqueles livres de desmatamento. No município de Paragominas, localizado em um território em consolidação, a dinâmica da paisagem foi analisada ao se sobrepor os mapas de uso da terra com os de aptidão do solo e distanciamento das rodovias principais e, ao final, propõem-se um modelo de restauração da paisagem. A dinâmica da paisagem pode ser representada em dois sistemas de uso da terra: o primeiro, baseado na expansão das pastagens nos vales arenosos e, o segundo, na agricultura mecanizada que atualmente se expande nos planaltos argilosos. Desses dois sistemas foram extraídas três lições para ajudar no processo de restauração da paisagem. A primeira aponta que a intensificação do uso da terra aumenta a pressão sobre as florestas, principalmente nas áreas mais adequadas; a segunda indica que a intensificação do uso da terra libera áreas não adequadas à mecanização que podem ser utilizadas para restauração florestal; a terceira, por sua vez, é uma governança local que poderia definir políticas espacialmente explícitas capazes de conduzir a uma transição da paisagem. Em áreas amostrais, no sudeste paraense, foram coletados os pontos de observação com a descrição visual das características das pastagens, as quais possibilitaram a construção de uma tipologia associada a processos de degradação das pastagens. Ao relacionar essa tipologia das pastagens aos índices da vegetação (NDVI, EVI-2, NDII-5, NDII-7), extraídos das imagens Landsat 7 (ETM+), observa-se que nas pastagens bem formadas ao se reduzir os percentuais de cobertura verde e de altura houve uma redução nos índices de vegetação. Nas pastagens degradadas e em degradação houve certa imprecisão em relação às pastagens bem formadas. As pastagens degradadas ou em degradação biológica foram melhor identificadas, mas apresentaram imprecisão em relação as pastagens bem formadas com baixa cobertura verde, enquanto as pastagens degradadas ou em degradação agrícola se confundiram com as pastagens bem formadas com alto a médio percentual de cobertura verde. Essa abordagem tem potencial para ser utilizada no monitoramento das áreas de pastagens, mas necessita ser aprimorada. As análises em diferentes escalas refletem a importância da compreensão das mudanças de uso da terra no processo de construção territorial cujo objetivo principal é de transformar esse conhecimento em um instrumento de fácil entendimento e de apoio às tomadas de decisão.Tese Acesso aberto (Open Access) Áreas úmidas e indicadores ambientais de planície flúvio estuarina na Amazônia Oriental.(Universidade Federal do Pará, 2020-12-18) PINTO, Álvaro José de Almeida; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187As planícies de inundação mais extensas do mundo ocorrem em bacia do rio Amazonas. Nestes locais, ao longo dos maiores rios, pulsos de inundações periódicas produzem conectividade sazonal e dinâmicas entre os canais menores e as zonas úmidas adjacentes. As áreas úmidas possuem um papel vital na qualidade das águas, que, além de proverem a estabilização costeira, o controle de erosão e a recarga de aquíferos, servem como importantes habitats. O presente estudo objetivou elaborar, com base em indicadores ambientais, a caracterização e a classificação de uma planície flúvio-estuarina em área úmida, bem como avaliar o seu grau de impacto ambiental usando bioindicadores como ferramenta de análise, considerando um gradiente de corpos hídricos. O presente estudo ocorreu nos municípios de Barcarena e Abaetetuba, tendo estes um importante e significativo papel econômico-financeiro, sociocultural e migratório e ecológico-ambiental para a região e para a Amazônia como um todo. O presente estudo foi divido em duas etapas, considerando a hipótese e os objetivos específicos. A primeira etapa de caracterização e classificação da região como áreas úmidas; e a segunda etapa foi o uso de indicadores biológicos como forma de mensurar a qualidade ambiental das áreas. Os indicadores usados para etapa I foram: altimetria, precipitação pluviométrica, hidrografia e uso e cobertura da terra, sendo tais informações processadas em ambiente SIG. Adicionalmente, foi usado o Índice Topográfico de Áreas Úmidas (ITU) e proposto o método de reclassificação de mapas (topografia, uso do solo e precipitação), gerando produto através da álgebra de mapas, definindo então áreas com Potencial de Formação de Áreas Úmidas (PFAU). A segunda etapa foi realizada após a classificação das PFAU’s, usando os macrozoobentos como indicador de qualidade ambiental. Em relação às amostragens, as principais drenagens foram distribuídas em três setores com diferentes potencialidades de impactos, quais sejam: i) setor de alto impacto; ii) setor de médio impacto; e iii) setor de baixo impacto. De forma geral, a região do presente estudo predomina valores altimétricos baixos, a precipitação pluviométrica para o acumulado anual variou de 3594 mm a 4844 mm, não sendo uma diferença marcante, mais de 50% do solo é caracterizado como área de agricultura e campos, estando diretamente ligado aos ambientes modificados, seja pela ocupação do polo industrial ou pelo uso da terra com edificações. Foi possível delimitar as áreas com Potencial de Formação de Áreas Úmidas, estando diretamente ligado aos processos topográficos e às principais drenagens. Os resultados indicaram que a estrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos nas drenagens do entorno do complexo portuário industrial demonstra perda da qualidade ambiental, com efeitos extremos de queda na abundância e diversidade. Táxons mais tolerantes (Namalycastis caetensis, Cirolana sp., Pseudosphaeroma sp., Tubificidae e Chironominae) e sensíveis (Hydropsychidae e Eteone sp.) às condições de impactos foram identificadas e avaliadas como potenciais bioindicadores para monitoramento.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica da cobertura florestal a partir de análises realizadas em áreas de extração seletiva de madeira no Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-09-29) ROCHA, Nívia Cristina Vieira; GALBRAITH, David; http://lattes.cnpq.br/2145475131329843; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477A exploração seletiva de madeira na região amazônica é uma atividade que possui relevância nos aspectos sociais, econômicos e ambientais. Em muitos dos casos esta é uma atividade considerada de baixo impacto ambiental nas florestas quando comparada ao desmatamento. Esta pesquisa avaliou a abertura do dossel em áreas de floresta explorada com impacto reduzido na Amazônia Oriental ao longo de diferentes anos. Nestas áreas foi realizado um monitoramento detalhado usando tanto imagens hemisféricas como imagens orbitais para avaliar a persistência dos impactos ao longo do tempo. As fotografias hemisféricas foram utilizadas para medir a abertura do dossel e fornecer uma avaliação de alta resolução das áreas exploradas. Este estudo também utilizou imagens obtidas pelos satélites Landsat, Sentinel e Planet. Nestas imagens orbitais foi aplicado o Modelo Linear de Mistura Espectral e realce para detectar impactos na abertura do dossel causados pela exploração seletiva de madeira. As imagens hemisféricas revelaram que mesmo 17 anos após o término da exploração madeireira, os impactos causados pela exploração seletiva ainda foram identificados. Já as imagens orbitais permitiram identificar a exploração em diferentes intervalos de tempo de acordo com a resolução de cada uma delas. A partir dos resultados, este estudo destaca a importância do uso combinado de imagens hemisféricas e imagens de satélite para monitorar os efeitos da exploração seletiva de madeira ao longo do tempo na Amazônia. Isso permite uma compreensão mais abrangente da dinâmica florestal, a persistência dos impactos e a importância do monitoramento contínuo das áreas de exploração para avaliar os efeitos em longo prazo e adotar estratégias de manejo sustentável.Tese Acesso aberto (Open Access) Do monocultivo aos sistemas agroflorestais: análise da resiliência socioecológica de agricultores familiares em Tomé-Açu, Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-04-25) SOUSA, Lais Victoria Ferreira de; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XA dinâmica da agricultura familiar sempre foi de muitas peculiaridades, a começar pelo histórico de ocupação do território e as diferentes formas de manutenção das áreas. Com o avanço do agronegócio, se perpetuar como agricultor familiar e dar continuidade a este meio de vida se tornou um desafio. No caso do município de Tomé-Açu, Pará, a chegada da palma de óleo e o aumento de preços de cultivos de commodities coloca em risco a dinâmica de sistemas agroflorestais e subsistência destes agricultores familiares. Considerando estes dois fatores, esta pesquisa tem como objetivo analisar a dinâmica da agricultura familiar e as suas diferentes formas de adaptação quanto à sustentabilidade, resiliência socioecológica e mercado no município de Tomé-Açu-Pará. Para alcançar estes objetivos, foi realizada pesquisa de campo com entrevistas em 178 propriedades rurais (até 200 hectares) que realizam a gestão e o trabalho de origem familiar. Ao analisar a sustentabilidade dos sistemas agroflorestais destas famílias, constatou-se que os pequenos agricultores familiares possuem diversas dificuldades, principalmente envolvendo dimensão Político Institucional, fator que se repetiu para a análise de resiliência. Para sustentabilidade, a pesquisa usou a metodologia Índice de Percepção de Sustentabilidade da Agricultura Familiar, que revelou que a sustentabilidade dos sistemas agroflorestais realizados por agricultores familiares de Tomé-Açu se apresentou como deficiente. Na análise de resiliência, o objetivo foi analisar a resiliência frente a perpetuação da palma de óleo no território por meio da metodologia de coleta de indicadores em quatro dimensões da resiliência (crenças, manejo da produção, biodiversidade e governança), constatou-se que o acesso à governança e políticas públicas como financiamento e assistência técnica são as dimensões com menores índices de resiliência, sendo que estas são fundamentais para o processo de fortalecimento e, consecutivamente, resiliência dos agricultores analisados. Também foi possível refletir sobre a importância deste grupo frente às diferentes dificuldades enfrentadas em seu processo histórico de manutenção de seus meios de vida e tradicionalismo. Sobre modelos de negócio e mercado, foi feita uma análise qualitativa de entrevistas aplicadas em agricultores que realizam algum tipo de cultivo, correlacionando os dados com diferentes atores que atuam no comércio local. A tese comprova que a teoria de modelos de negócio não refletem a realidade dos modelos que os agricultores estão inseridos, as práticas recomendadas pela teoria de modelos de negócio sustentáveis se encaixam nas dinâmicas de grandes corporações mas não são reconhecidas no nível de pequenos agricultores familiares. Por fim, esta pesquisa conclui que a agricultura familiar ainda mantém seus meios de subsistência de forma pouco sustentável, sendo resilientes em aspectos como crença e biodiversidade, porém, baixa resiliência em aspectos de governança, pois, sem amparo institucional público esse grupo se torna mais suscetível a perturbações externas. É necessário reconhecer que estes agricultores são resilientes por se manterem no decorrer da história, mas também, é preciso amparo institucional para que as formas de subsistência se mantenham viáveis, principalmente através de financiamentos e assistência técnica rural. Os resultados desta pesquisa mostraram que os agricultores familiares de Tomé-Açu, no estado do Pará, são pouco sustentáveis, com resiliência razoável e com dificuldades de acesso ao mercado.Tese Acesso aberto (Open Access) Efeitos das mudanças de uso e cobertura da terra na paisagem e nos serviços ecossistêmicos no leste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-05-29) PEREIRA, Fabiana da Silva; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XNa Amazônia brasileira, a conversão de grandes áreas florestais, principalmente para a expansão de atividades agropecuárias e áreas urbanas, tem causado a perda e fragmentação de ecossistemas. Essas mudanças alteram os processos e funções ecossistêmicas podendo afetar a provisão de diversos serviços ecossistêmicos essenciais para o bem-estar humano e suas atividades. Nesse contexto, analisar os efeitos dessas mudanças na paisagem e nos ecossistemas na região amazônica é essencial para compreender melhor o impacto dessas modificações nos serviços ecossistêmicos em relação aos aspectos econômico, ecológico e social. Para isso, este trabalho foi estruturado para (1) quantificar os impactos das mudanças de uso de cobertura da Terra no valor econômico dos serviços ecossistêmicos no leste da Amazônia; (2) analisar a perda e a fragmentação de habitats florestais e seus efeitos na provisão de serviços ecossistêmicos; (3) avaliar a percepção de comunidades tradicionais locais sobre os serviços ecossistêmicos, a fim de verificar quais fatores influenciam o modo como essas comunidades identificam e percebem os serviços ecossistêmicos e suas principais ameaças. Os resultados mostram que em 36 anos analisados houve uma grande perda no valor econômico dos serviços ecossistêmicos prestados pelas áreas florestais, entretanto, o aumento de áreas agrícolas gerou um saldo positivo, uma vez que os serviços ecossistêmicos associados, principalmente alimentos, possuem um alto valor. Além disso, os resultados revelam que os ecossistemas florestais estão menores e cada vez mais fragmentados e isolados, o que piorou a qualidade de habitat na paisagem e o estoque de carbono na região. O desmatamento e o garimpo foram percebidos por comunidades locais como as principais ameaças à provisão de diversos serviços ecossistêmicos, sendo que os principais serviços ecossistêmicos identificados pelas comunidades estão relacionados à categoria de provisão, tais como alimentos, produtos madeireiros e plantas medicinais, e também à categoria de serviços de regulação. Esses resultados mostram a importância de avaliar os serviços ecossistêmicos sob diferentes perspectivas, a fim de obter informações mais robustas para basear o desenvolvimento de estratégias de conservação, gerenciamento e planejamento do uso do solo, assim como estratégias de incentivo financeiro para a conservação ou restauração de ecossistemas.Tese Acesso aberto (Open Access) Espécies arbóreas e suas relações com variáveis climáticas sob influência de deficiência hídrica no solo da floresta de terra firme em Caxiuanã, Pará, Brasil.(Universidade Federal do Pará, 2020-04-17) FERNANDES, Ana Maria Moreira; COSTA, Antônio Carlos Lola; http://lattes.cnpq.br/8489039131103228; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534A intensidade e frequência das secas severas na região amazônica estão aumentando frente às mudanças climáticas globais e podem interferir no comportamento das plantas. Assim, esta tese analisou a composição florística, riqueza, diversidade e abundante distribuição de espécies e incremento diamétrico de grupos de espécies vegetais ao longo do tempo em áreas de floresta, sem exclusão hídrica e com exclusão hídrica no solo, relacionando também a dinâmica de crescimento de grupos de espécies com variáveis climáticas. Os dados foram coletados em 98 subparcelas na área A (sem exclusão hídrica) e em 98 subparcelas na área B (com exclusão hídrica), cada uma medindo 10 m x 10 m, nas quais foram inventariadas todas as espécies vegetais com o diâmetro à altura do peito (DAP≥10 cm). Na área sem exclusão hídrica e na área com exclusão hídrica foram monitorados 378 e 356 indivíduos vegetais, respectivamente, por meio de cintas dendométricas que permitiram aferir mensalmente o incremento diamétrico das espécies. As famílias Fabaceae, Sapotaceae, Chrysobalanaceae, Burseraceae foram as mais representativas nas áreas de estudo, com destaque para Fabaceae que apresentou maior riqueza. Na área A houve pequena variação da riqueza observada, sendo que a uniformidade da comunidade e o índice de diversidade mantiveram-se constantes, enquanto na área B a variação de riqueza foi maior, que pode ter contribuído para uma pequena mudança no índice de diversidade ao longo do tempo. Os melhores modelos ecológicos ajustados foram o Zipf e Zipf-Mandelbrot para a comunidade vegetal das áreas A e B, respectivamente. O comportamento do incremento médio diamétrico das árvores foi diferente entre as classes de diâmetro e entre as classes de densidade da madeira nas duas áreas analisadas. Nas áreas A e B observou-se que os indivíduos agrupados na classe alta de diâmetro inclinaram-se a apresentar uma média de incremento diamétrico anual maior em relação as outras classes diamétricas média e baixa, e, os indivíduos agrupados dentro da classes baixa e alta de densidade da madeira apresentaram o maior e menor valor de média de incremento anual, respectivamente. As variáveis meteorológicas, velocidade do vento e temperatura média, apresentaram correlações negativas e significativas com o incremento diamétrico mensal por classes de diâmetro e de densidade, já a radiação fotossintética ativa não apresentou correlação significativa. Considerando as árvores pertencentes a classe alta de diâmetro e as agrupadas dentro da classe baixa de densidade, uma vez que mesmo sendo submetidas ao déficit hídrico, continuaram a ter uma média maior com variação menor de incremento diamétrico em relação as outras classes, sendo possível inferir que são mais resistentes a deficiência hídrica que as árvores pertencentes a outras classes diamétricas e de densidade da madeira. Portanto, pode-se concluir que a floresta aparenta está bem estabelecida com elevada riqueza de espécies e diversidade, e, que a restrição hídrica no solo ao longo do tempo de dez anos de estudo não foi suficiente para interferir no estado de conservação do ambiente de maneira tão expressiva.Tese Acesso aberto (Open Access) Incêndios, degradação e restauração biocultural de florestas sociais na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, oeste do Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) PEREIRA, Cássio Alves; BARLOW, Jos; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XA Amazônia tem papel central na conservação da biodiversidade terrestre, na provisão de serviços ecossistêmicos de relevância global, como a regulação do clima, e é o habitat de milhares de comunidades tradicionais e populações indígenas. Apesar da sua importância socioambiental, as atividades humanas têm causado extensas transformações na floresta amazônica, e uma das maiores preocupações atuais, além do desmatamento (corte raso da floresta) é a degradação florestal causada pelo fogo. Esta tese aborda o tema da degradação causada por incêndios em florestas sociais habitadas por comunidades indígenas da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, na região de Santarém, oeste do Pará, considerada uma das regiões mais vulneráveis ao fogo da região amazônica. A pesquisa avaliou a percepção das comunidades indígenas sobre a degradação e as mudanças nas condições da floresta social causadas por incêndios florestais, examinou o efeito de dois incêndios consecutivos (2015 e 2017) na estrutura, composição e diversidade de espécies de árvores e palmeiras da floresta, e analisou a possibilidade de construir estratégias para evitar a degradação futura e recuperar as florestas sociais pela abordagem biocultural que integra a pesquisa e o saber tradicional das comunidades indígenas. Os resultados mostraram que os incêndios florestais consecutivos reduzem a biomassa da vegetação e conduzem à homogeneização taxonômica da floresta. As comunidades indígenas percebem a vulnerabilidade do seu território à ocorrência dos incêndios florestais, particularmente em épocas de seca severa. Além disso, elas reconhecem perdas sociais, econômicas e ambientais e estão dispostas a atuar no controle do avanço da degradação e na recuperação da floresta social. Por fim, é proposta uma agenda de pesquisa e ação focada em causas, impactos, gestão e mitigação de incêndios em florestas sociais que inclui iniciativas piloto de restauração biocultural, produzidas de forma conjunta com as comunidades. Essas iniciativas devem conter metas, abordagens e tecnologias capazes de capacitar econômica, social e politicamente e integrar a ação das comunidades indígenas, organizações não governamentais, órgãos públicos, academia e agências de pesquisa e o poder público a fim de ampliar a abordagem da restauração biocultural relacionada aos incêndios florestais na Amazônia e produzir conhecimento e lições globalmente relevantes.Tese Acesso aberto (Open Access) O papel de espécies arbóreas e fatores edáficos na variação espacial do sistema serapilheira em uma floresta de terra firme na Amazônia: conhecimento e perspectivas para a conservação(Universidade Federal do Pará, 2020-11-13) QUEIROZ, Maria Elisa Ferreira de; LAVELLE, Patrick; http://lattes.cnpq.br/5850683517396587; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543; https://orcid.org/0000-0003-2364-8822A floresta ombrófila densa, também conhecida como floresta pluvial tropical, é uma formação que apresenta grande complexidade na composição, distribuição e densidade de espécies e ocupa boa parte da Amazônia brasileira. Na região, as diferenças entre comunidades de plantas e animais formam um mosaico dividido em oito áreas ou centros de endemismo, separadas pelos principais rios, com biota e relações evolutivas próprias, sendo três delas (Belém, Xingu e Tapajós) totalmente brasileiras. O centro de endemismo Belém é o mais ameaçado pelo desmatamento e investigações locais de pequena escala são fundamentais para se compreender os efeitos deste distúrbio sobre o funcionamento da floresta. A decomposição da serapilheira é um dos fatores chave deste funcionamento e ocorre em uma sequência hierárquica de processos de interação mediados por fatores climáticos (temperatura e umidade), propriedades físicas do solo, limitações químicas relacionadas às fontes de recursos e a regulação biológica (micro e macroorganismos). Nesta pesquisa, descobriu-se que sensíveis mudanças na estrutura de uma floresta primária ameaçada pelo crescimento urbano, causadas pela intensidade da dinâmica natural de sucessão, alteraram a morfologia do sistema serapilheira, uma vez que a competição dos organismos por nutrientes depauperou o solo durante a regeneração de áreas afetadas por queda de árvores. Desta forma, as condições físico-químicas do solo florestal se tornaram um filtro seletivo de espécies arbóreas e os fatores majoritários na hierarquia de decomposição, uma vez que a temperatura e umidade tiveram pouca variação no sistema. Na sequência, folhas de espécies arbóreas específicas do sistema serapilheira, que formaram uma estrutura mais fina, determinaram a diversidade de fungos saprotróficos positivamente relacionados a melhor qualidade destas folhas e do solo. Inversamente, onde a morfologia de serapilheira foi mais espessa e estruturada, houve um aumento na diversidade da macrofauna de transformadores de serapilheira, em detrimento das populações de minhocas, que preferiram folhas e solo de maior qualidade. As interações solo-planta-decompositores são indicadoras da velocidade de decomposição em sistemas serapilheira, com consequente formação de mosaicos de manchas de serapilheira com dinâmicas distintas de decomposição. Assim, locais onde funcionamento da serapilheira foi classificado como Mesomull ou Oligomull foram caracterizados por manter solos com alto teor de carbono disponível e boa capacidade de troca catiônica. Sistemas de serapilheira do tipo Mull são sensíveis a variações na qualidade de solo e atividade de minhocas. Isso explicou a mudança para o sistema serapilheira do tipo Dysmull nas áreas com folhas grandes, caracterizado por baixa disponibilidade de nutrientes, conforme se confirmou nos solos destes locais, embora um funcionamento lento possa indicar um estado conservativo de matéria orgânica. A metodologia se mostrou favorável para prever mudanças em diferentes escalas que possam afetar a restauração de florestas.Tese Acesso aberto (Open Access) Percepção ambiental sobre mudanças climáticas em comunidades costeiras na Amazônia, ameaças ao bem-estar e sobrevivência local: um estudo na Reserva Extrativista Marinha de Soure, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2023-08-04) ASSIS, Davison Marcio Silva de; MARTINS, Ana Cláudia Caldeira Tavares; http://lattes.cnpq.br/6547250062275801; https://orcid.org/0000-0003-4972-036X; GODOY, Bruno Spacek; http://lattes.cnpq.br/4036516695601666; https://orcid.org/0000-0001-9751-9885As mudanças climáticas, fenômeno global que tem produzido sérias consequências aos ecossistemas, vêm afetando em larga escala a natureza e as populações humanas que vivem e dependem dos seus bens e serviços, e as áreas costeiras por estarem mais expostas os efeitos desse fenômeno vêm sendo impactadas a taxas sem precedentes. A diminuição nos benefícios prestados por essas áreas afeta diretamente o modo de vida das populações humanas ali estabelecidas, as quais construíram uma relação de dependência com a natureza e seus recursos. A Reserva Extrativista Marinha de Soure, localizada na costa da Amazônia Oriental, caracterizase por compreender uma área composta por três comunidades tradicionais que apresentam um modo de vida pautado na relação sustentável e de subsistência com a natureza. Apesar de inseridas em uma Unidade de Conservação e apresentarem práticas sustentáveis, os efeitos das mudanças climáticas podem figurar sérias ameaças. Neste contexto, este trabalho, que se caracteriza como uma pesquisa interdisciplinar, levantou percepções sobre as mudanças climáticas e buscou compreender à luz dessas percepções, como os moradores associam alterações no fluxo de bens e serviços ecossistêmicos costeiros a este fenômeno. As percepções levantas revelam o alto nível de concordância para a ocorrência das mudanças climáticas. Embora as comunidades apresentem práticas sustentáveis de uso e manejo com dos recursos, as percepções apontam que os efeitos globais das mudanças climáticas podem ser sentidos em escala local, afetando a provisão dos recursos da natureza. As percepções são moldadas, pela idade, tempo de residência e pelo grau de dependência dos bens e serviços do ecossistema costeiro, resultando que as pessoas com a idade mais avançada, residentes a mais tempos nas comunidades, com maior dependência dos recursos, são as que apresentam as maiores percepções. Essas variáveis que explicam os níveis de percepções encontrados, reforçam que sua construção possui base nos saberes tradicionais, os quais são fruto da intensa relação da natureza e seus recursos, resguardando a história, a cultura e identidade dos povos locais.Tese Acesso aberto (Open Access) Políticas públicas e a configuração do bioma Amazônia no antropoceno: uma análise do desmatamento em múltiplas escalas de espaço e tempo(Universidade Federal do Pará, 2021-10-13) COELHO, Andréa dos Santos; TOLEDO, Peter Mann de; http://lattes.cnpq.br/3990234183124986Tese Acesso aberto (Open Access) Projetos minerários na Amazônia: avaliação prospectiva dos impactos socioambientais provenientes de grandes empreendimentos.(Universidade Federal do Pará, 2022-03-25) CARVALHO, Salma Saráty de; SILVA JUNIOR, Renato Oliveira da; http://lattes.cnpq.br/9901726764975912; https://orcid.org/0000-0001-8875-6299; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187A Amazônia consiste em uma região reconhecida mundialmente pela expressiva biodiversidade, manancial de água doce, diversidade cultural, extensão territorial e riquezas minerais. Ao longo dos anos, vários municípios vêm passando pelo processo de reconfiguração espacial em função das mudanças socioambientais provocadas pela expansão das fronteiras dos grandes empreendimentos e seus respectivos impactos ambientais significativos. O Estudo de Impacto Ambiental - EIA corresponde a um documento apresentado como parte da avaliação da viabilidade ambiental no processo de licenciamento ambiental de uma atividade/empreendimento potencialmente e/ou efetivamente poluidor, dentre os quais, a mineração está inclusa. O objetivo da presente tese consistiu em analisar as metodologias de previsão de impactos ambientais significativos identificados nos EIA’s de projetos de mineração e verificar as modificações socioambientais vinculadas aos empreendimentos no município de Parauapebas. Realizou-se revisões bibliográficas, análises documentais de EIA’s disponíveis nos órgãos ambientais, análise de séries histórias de indicadores socioeconômicos, aplicação de matriz comparativa e uso do método Lee&Colley para análise da qualidade das previsões. Os resultados apresentam reflexões sobre o processo de ocupação do território Amazônico por grandes empreendimentos, o perfil dos métodos de predição de impactos ambientais na Amazônia nos últimos 25 anos, impactos previstos em EIA’s de extração mineral, qualidade das metodologias de previsão de impactos e os impactos socioambientais prospectivos desencadeados em Parauapebas. Por fim, a pesquisa apresentou a relevância dos EIA’s para o licenciamento ambiental enquanto documento preventivo, contudo também mostrou-se relevante no pós-licenciamento ambiental para gestão dos recursos naturais e garantia da qualidade de vida da sociedade, atestando a viabilidade ambiental do empreendimento em todas as suas fases.Tese Acesso aberto (Open Access) Qualidade das águas superficiais e subterrâneas das microbacias do Cumaru e São João, nordeste paraense.(Universidade Federal do Pará, 2018-08-31) MENEZES, Luciana Gonçalves Creão de; FIGUEIREDO, Ricardo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/2388049759708934; http://orcid.org/0000-0002-0933-4854; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187O presente estudo teve por objetivo caracterizar a qualidade das águas superficiais e subterrâneas das microbacias dos igarapés Cumaru e São João, através de parâmetros físico-químicos e biológicos mais importantes, relacionando os resultados com o uso e ocupação do solo na região. Para o monitoramento das águas, foram selecionados 6 sistemas de uso do solo semelhantes para as duas microbacias, sendo Capoeira, Sistema Agroflorestal (SAF), área de plantio preparada com derruba e queima, área de plantio preparada com corte e trituração, Pastagem e Vegetação Ripária. Nestes, foram estabelecidas três estações de coleta de água superficial na microbacia do igarapé Cumaru e quatro estações na microbacia do igarapé São João, assim como, foram perfurados trinta (30) poços de observação (piezômetros). As variáveis analisadas foram: Precipitação, temperatura, vazão, pH, CE, turbidez, OD, Na+, NH4+, K+, Mg2+, Ca2+, Cl-, NO3-, PO43-, SO42-, COD, CID, NT, Coliformes termotolerantes e DBO. As coletas foram realizadas mensalmente. Posteriormente, foram aplicados 97 questionários socioambientais nas comunidades residentes nas duas microbacias. Os principais resultados obtidos revelaram que as águas das duas microbacias estudadas são caracterizadas ácidas e apresentam baixa dissolução de íons inorgânicos, destacando-se os íons Cl- e Na+, que apresentaram as maiores concentrações observadas ao longo do estudo, caracterizando-as predominantemente como Sódicas Cloretadas e Mistas Cloretadas. As nascentes apresentaram-se menos impactadas em relação aos demais trechos nas duas microbacias, na ordem NasSJ > NasC. A prática do preparo do solo baseado na queima da área, é notadamente, uma das principais fontes de alterações na qualidade da água, seguidos da retirada de fragmentos de vegetação secundária para implantação de pastos e uso da água para outros fins (recreação e despejo de esgoto doméstico). Para as águas superficiais da microbacia ICU, a técnica da AF/ACP gerou três componentes (84,22%), sendo Nutricional (COD, CID, Na+, NH4+, Ca2+, Cl- e PO43-), biológica (coliformes termotolerantes) e físico-química (pH, CE e OD). Para as águas superficiais da microbacia do ISJ, a técnica gerou duas componentes (85,08%), sendo Nutricional (Na+, NH4+, Ca2+, Cl- e PO43-) e biológica (coliformes termotolerantes). A percepção das comunidades entrevistadas em torno da qualidade ambiental da área se revela vulnerável, representando potenciais impactos à saúde dos moradores, e ao meio em que vivem.Tese Desconhecido Resiliência e sustentabilidade de um projeto de assentamento agroextrativista do baixo Tocantins, Pará.(Universidade Federal do Pará, 2020-08-14) RIBEIRO, Gerciene de Jesus Lobato; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XNa Amazônia, a historiografia produzida pontua decisivos momentos de rupturas e engendramento de novas relações entre a sociedade e o meio ambiente na região. Dos naturalistas aos Projetos de Assentamento Agroextrativista, a população vem vivenciando ciclos de desenvolvimento, os quais, em certas situações, têm alterado o ambiente. O estudo objetivou avaliar as transformações ambientais e os níveis de resiliência e de sustentabilidade socioambientais na região do Baixo Tocantins, Pará. Os procedimentos metodológicos incluíram análise documental em leis e registros históricos, artigos científicos; e expedições de campo com aplicação de técnicas etnográficas (observação participante, entrevistas semiestruturadas e registros fotográficos). Os sujeitos envolvidos na pesquisa foram lideranças comunitárias e os ribeirinhos residentes na área demarcada pelo PAE São João Batista, em Abaetetuba, os quais foram selecionados por amostragem probabilística do tipo aleatória simples, totalizando 141 ribeirinhos entrevistados. Na abordagem da resiliência materializou-se o ciclo adaptativo como um dos pontos referenciais e para a investigação da sustentabilidade foi calculado a condição de sustentabilidade a partir da percepção dos ribeirinhos sobre as condições sociais, econômicos e ambientais vivenciadas no assentamento. As descrições dos naturalistas sobre o Baixo Tocantins são pontilhadas das múltiplas belezas desta região, a grandeza do rio, a sublimidade de suas florestas e numerosos produtos, como a cana-de-açúcar e o açaí. A transição do sistema econômico Cana-Açaí no PAE São João Batista efetivou a capacidade dos ribeirinhos de experimentar mudanças e criar condições para se reorganizar enquanto assentamento, de forma que o crescimento do mercado do fruto de açaí marca o ponto de resiliência da comunidade. Por outro lado, as percepções dos moradores acerca das mudanças no ambiente, a partir da implementação do PAE e posterior intensificação do cultivo do açaí, indicam limitações relacionadas a alterações na fauna (5,7%) e no clima (39,9%), assoreamento (1,3%), desmatamento (5,1%), erosão (4,4%), poluição do rio (8,2%), queimadas (0,6%) e resíduos sólidos (34,8%). Segundo os comunitários, o assentamento apresenta um nível de sustentabilidade comunitária muito baixa. As dificuldades relatadas por eles refletem as contradições e desafios já apontados para a região amazônica, evidenciando que a sustentabilidade dos sistemas socioecológicos é mais dependente de variáveis externas aos sistemas produtivos locais do que aparentaria ser numa primeira abordagem. Os assentados vivem numa dinâmica de construção e reconstrução, pois não estão isolados a ponto de não serem atingidas pela lógica capitalista e colocam-se em conflito com seu modo de vida tradicional.Tese Acesso aberto (Open Access) Resiliência urbana na zona costeira da Amazônia: uma análise de indicadores para a cidade de Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-08-22) LIMA, Yasmin Emanuelle Santos Pereira de; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777O rápido crescimento populacional em ambientes urbanos é a causa raiz de muitos desafios de resiliência, onde as cidades concentram a grande parte da população com vulnerabilidade social e expostas a perturbações relacionadas ao clima. A mudança climática é um desafio global, há uma crescente preocupação internacional sobre como lidar com as implicações das mudanças climáticas nas áreas urbanas. Esta Tese tem como objetivo analisar a resiliência urbana da cidade de Belém, Pará, região amazônica, Norte do Brasil, a partir de uma ferramenta multidimensional, o Índice de Resiliência da Cidade – IRC, gerando subsídios para a gestão do planejamento urbano. Foi feito o levantamento e análise de conteúdo contemplando os conceitos envolvidos no objeto desta pesquisa. Adaptação do IRC através da aplicação do Método Delphi, com entrevistas com especialistas voltados para o tema. Aplicação do IRC na cidade de Belém-PA, com dados secundários. Como resultado, foi apresentado o problema teórico da pesquisa; obteve-se quatro Dimensões para o IRC, ‘Saúde e Bem-Estar’, 'Economia e Sociedade’, ‘Infraestrutura e Ecossistemas’, ‘Liderança e Estratégia’, com um total de 38 indicadores, que permitem avaliar os aspectos da resiliência de cidades. O IRC foi operacionalizado em uma planilha Excel, e aplicado na Cidade de Belém-PA e gerou o IRC no valor “Bom”. Como conclusão, foram definidos quatro dimensões e 38 indicadores para gerar o IRC e em Belém-PA o IRC foi considerado “Moderado”, porém, de fato, os desafios em trabalhar com a temática da resiliência urbana ainda são muitos, e vão além da esfera conceitual. Apesar de ainda não existir consenso por parte dos especialistas estudiosos da área, sobre a definição do seu real significado, o maior desafio está na sua operacionalização. O processo de construção de sistemas de indicadores de resiliência é complexo e possui barreiras como, por exemplo, a falta de dados para construir indicadores para avaliar alguns aspectos relevantes. Um exemplo de tais indicadores, e que podem ser incluídos em futuras avaliações da cidade de Belém-PA, são aqueles voltados para medir a infraestrutura e ecossistemas.Tese Acesso aberto (Open Access) Sustentabilidade urbana e qualidade de vida: desafios a serem consolidados na Região Metropolitana de Santarém – PA.(Universidade Federal do Pará, 2019-07-24) FERREIRA, Amanda Estefânia de Melo; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XA noção de sustentabilidade urbana surge como contraponto à visão tradicional de desenvolvimento, e tem articulação com a implementação de políticas públicas, acontecimentos climáticos, forçantes econômicas, bem como a formação de novos cenários políticos e territoriais. Um desses cenários é a criação de regiões metropolitanas na Amazônia, que acontece diante de pretextos distintos, com destaque ao interesse político. A região metropolitana de Santarém, criada a partir de uma articulação sobre a divisão do território paraense, é uma região diferenciada, onde a diversidade socioespacial se associa tanto ao perfil hegemônico metropolitano, quanto à origem amazônica ribeirinha. Nesta pesquisa, avaliamos o nível e as condições de sustentabilidade urbana dos municípios que compõem a região Metropolitana de Santarém, Pará e suas relações com os problemas ambientais e com a migração provocada pela expansão da soja na região. Para isso, foi utilizado o Sistema de Índices de Sustentabilidade Urbana (SISU), compostos, nesta análise, por três índices, 10 indicadores e 19 variáveis. Com base ainda no SISU, foram categorizados os problemas ambientais encontrados em reportagens on-line dos anos no período de agosto de 2016 a julho de 2018 de dois jornais locais de ampla repercussão em Santarém (G1 – TV Tapajós e O Impacto); e para compreender a relação rural-urbano, foram realizadas entrevistas semiestruturadas em 21 comunidades rurais, com 27 imigrantes em 2011 e 8 em 2019 e análise pareada entre 8 entrevistados em 2011 e 2019. Foram identificados avanços no desempenho dos municípios dessa região, em relação aos Índices de Capacidade Político-institucional (ICP) e Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), não havendo melhoria para o Índice de Qualidade Ambiental (IQA). Na análise de 265 reportagens, foram identificados 39 problemas ambientais e 31 possíveis consequências para a qualidade de vida da população., que apontam uma maior proporção de problemas ambientais urbanos em Santarém, quando comparado com os demais municípios dessa região metropolitana. No contexto rural urbano, nossa análise preliminar aponta um forte fluxo migratório (rural-urbano) para o período de 2000 a 2010 (período de estabelecimento da soja), embora a pressão pelo agronegócio não tenha sido mencionada como motivo para imigração, e sim, o anseio pela busca de melhor qualidade de vida e educação, além da ausência de governo no meio rural. De fato, notou-se que os entrevistados apresentaram melhores condições de vida e uma evolução dos níveis educacionais, residindo na cidade. Destaca-se a necessidade de mais investimentos na qualidade de serviços, cadeias produtivas, ordenamento territorial e gestão ambiental na região estudada, de forma que políticas integradas proporcionem melhores condições de vida às populações e novos patamares de sustentabilidade.Tese Acesso aberto (Open Access) Uso racional da água em plantios de limão tahiti, citrus latifolia (Yu. Tanaka), na Amazônia Oriental.(Universidade Federal do Pará, 2022-07-18) SILVA JUNIOR, Alberto Cruz da Silva; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884; https://orcid.org/0000-0002-2809-5318; RUIVO, . Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534A necessidade de utilização mais racional dos recursos hídricos exige mudanças de comportamento da sociedade em prol do uso mais sustentável dos recursos naturais. Esta pesquisa interdisciplinar investigou como interações solo-planta-atmosfera modificam o balanço de energia e a demanda evapotranspiratória em plantios de limão tahiti e como estas variações interferem na sustentabilidade hídrica da cultura na Amazônia oriental. Os objetivos específicos são: avaliar a sazonalidade do balanço de energia e da demanda hídrica do limão tahiti; definir parâmetros que contribuam para o uso eficiente da água na irrigação na Amazônia Oriental e calcular as pegadas hídricas verde, azul e cinza da produção de limão na região e comparar com as principais regiões produtoras do Brasil. Com os resultados dessa tese, espera-se contribuir para gerar uma base sólida de informações que permitam otimizar a reposição de água na irrigação; e quantificar o tamanho da apropriação humana sobre este recurso natural nas áreas de cultivo. Foram monitorados dados meteorológicos: temperatura dor ar em dois níveis acima do dossel, umidade relativa do ar, radiação extraterreste, velocidade e direção do vento, pluviosidade e fluxo de calor para o solo; dados relativos ao solo: granulometria, fertilidade química, densidade aparente e conteúdo volumétrico de água no solo; e dados inerentes a planta: profundidade efetiva do sistema radicular, floração, frutificação e índice de área foliar. Também utilizamos bases de dados do IBGE, INMET, ANA e MAPBIOMAS como fonte para os cálculos das pegadas hídricas da produção de limão tahiti em 48 municípios de 4 estados, correlacionando suas respectivas PH’s com índices de segurança hídrica governamentais e assim avaliar a sustentabilidade da produção. Como resultados principais do capítulo 2, verificou-se que 63% da energia disponível foi utilizada para produzir calor latente no período mais chuvoso, enquanto 60% foram utilizados durante o período menos chuvoso. O calor sensível utilizou 32% e 34% durante o período mais e menos chuvoso, respectivamente. Já o calor no solo apresentou pouca variação com média de 5% para todo período. O consumo hídrico do limão tahiti durante o experimento foi de 1599 mm, com média diária de 3,70 mm dia-1, enquanto o valor médio do Kc foi de 1,4. Estes resultados permitem projetar de forma adequada os protocolos de suprimento hídrico para cultura no principal polo citrícola da região amazônica. No capítulo 3, os principais achados são que existe ampla variabilidade da PH entre os municípios produtores, com destaque para os estados de São Paulo e Minas Gerais onde foram obtidos os melhores resultados. Nos estados da Bahia e Pará encontramos elevadas PH’s, associadas, principalmente a baixas produtividades. Concluímos, assim, que a sazonalidade das demandas evapotranspiratórias da cultura do limão seguem dinâmicas específicas na região amazônica, e que a pegada hídrica foi um bom aferidor da apropriação da água durante a produção do limão tahiti.
