Dissertações em Ensino de Geografia (Mestrado Profissional) - PROFGEO/Ananindeua

URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/16165

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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Povos tradicionais e educação escolar: uma experiência na construção do currículo de Geografia dos anos finais do Ensino Fundamental da rede municipal de Tomé-Açu (PA)
    (Universidade Federal do Pará, 2026-09-29) PINHEIRO, Pedro Wander dos Santos; SOARES, Daniel Araújo Sombra; http://lattes.cnpq.br/6446474471044694; https://orcid.org/0000-0002-5208-2429; SOARES, Daniel Araújo Sombra; SODRÉ, Maiara Tavares; MORAES, Susane Cristini Gomes Ferreira; SILVA JÚNIOR, Aluísio Fernandes da; http://lattes.cnpq.br/6446474471044694; http://lattes.cnpq.br/0311116103802731; http://lattes.cnpq.br/0148757854149278; http://lattes.cnpq.br/9870097272048186; https://orcid.org/0000-0002-5208-2429; https://orcid.org/0000-0002-8848-098X; https://orcid.org/0000-0002-8869-4144
    Esta dissertação analisa de que maneira os povos e comunidades tradicionais de Tomé-Açu (PA) são reconhecidos e representados no processo de construção do currículo de Geografia dos anos finais do Ensino Fundamental, etapa da Educação Básica, na rede municipal de ensino. A pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender como a diversidade sociocultural do município é contemplada no currículo e de contribuir para um ensino de Geografia que reconheça as territorialidades, os modos de vida e os saberes dos povos e comunidades tradicionais. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza aplicada, articulou análise documental, questionários com perguntas abertas e fechadas aplicados a 26 professores de Geografia e Estudos Amazônicos, entrevistas com representantes institucionais e observações realizadas durante o processo de revisão curricular e a Semana dos Povos Tradicionais. A interpretação dos dados tomou como referência a análise de conteúdo e a articulação entre as diferentes fontes. Os resultados mostram que a Semana dos Povos Tradicionais, desenvolvida entre 2020 e 2025, contribuiu para ampliar a discussão sobre indígenas, quilombolas e outras populações tradicionais no espaço escolar e repercutiu no processo de construção curricular. O currículo elaborado em 2025 incorporou temas relacionados às territorialidades, aos modos de vida, às práticas agroextrativistas, aos saberes locais e aos conflitos socioambientais, possibilitando maior aproximação entre o ensino de Geografia e a realidade do município. Os professores reconhecem esses avanços, mas apontam a necessidade de formação continuada, materiais didáticos contextualizados e maior aproximação entre escola e comunidades. As entrevistas institucionais também evidenciam desafios ligados ao reconhecimento territorial, às políticas públicas e ao acompanhamento das escolas indígenas e quilombolas. Conclui-se que a construção coletiva do currículo representa um caminho importante para ampliar a presença dos povos tradicionais na Geografia escolar, embora sua consolidação dependa de ações permanentes que fortaleçam práticas interculturais e o reconhecimento dos sujeitos e saberes presentes no território de Tomé-Açú.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O jogo “ajude os protetores da Amazônia” como ferramenta de conscientização ambiental no ensino de Geografia para alunos dos anos finais do Ensino Fundamental no Município de Belém do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2026-09-25) SOUZA, Matheus França de; FREIRE, Luciana Martins; http://lattes.cnpq.br/4934997801459839; https://orcid.org/0000-0002-9452-8150; FREIRE, Luciana Martins; GALDINO, Lúcio Keury Almeida; ARAÚJO, Aline Reis de Oliveira; SILVA JÚNIOR, Aluísio Fernandes da; http://lattes.cnpq.br/4934997801459839; http://lattes.cnpq.br/6257759781978203; http://lattes.cnpq.br/1325342262249890; http://lattes.cnpq.br/9870097272048186; https://orcid.org/0000-0002-9452-8150; https://orcid.org/0000-0001-8166-9002; https://orcid.org/0000-0002-7984-1851
    A Geografia vivencia o desafio de superar o estigma de disciplina decorativa, sendo necessário superar práticas tradicionais e ampliar a participação dos alunos. Diante disso, destaca-se a utilização de metodologias ativas, entendidas como estratégias de ensino que envolvem o estudante de forma participativa na construção da aprendizagem. Esta pesquisa estrutura-se em formato multipaper, com uma parte inicial de caráter geral, um primeiro artigo voltado à fundamentação e à construção do jogo e um segundo artigo dedicado à sua aplicação e à análise dos dados obtidos. O objetivo geral da pesquisa é analisar a eficácia do jogo “Ajude os Protetores da Amazônia” na conscientização ambiental e na aprendizagem de alunos dos anos finais do ensino fundamental da rede municipal de Belém/PA. O referencial teórico fundamenta-se no ensino crítico da Geografia, compreendido a partir da formação do aluno para interpretar criticamente as relações socioespaciais, no conceito de território e na importância das lendas amazônicas (Curupira, Mapinguari, Boitatá e Anhangá) enquanto promotoras de identidade. A metodologia possui caráter qualitativo e quantitativo, utilizando-se de observação participante, aplicação de formulários e entrevista semiestruturada realizada em coletivo. O jogo, fruto da pesquisa, foi aplicado em três escolas municipais de Belém do Pará, com diferentes condições socioespaciais, inclusive em turmas com histórico de desinteresse e falta de participação. Por fim, o jogo mostrou-se um instrumento pedagógico de baixo custo e eficaz, valendo-se da quebra do cotidiano escolar e servindo como ferramenta para avaliações, mediante a mediação do professor.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O letramento cartográfico: consciência e significado da aprendizagem no Ensino Médio
    (Universidade Federal do Pará, 2026-04-23) SOUSA, Carlos Alberto Pantoja de; SANTOS, Leonardo Pinto dos; http://lattes.cnpq.br/3529012895113506; https://orcid.org/0000-0003-2997-1081; SANTOS, Leonardo Pinto dos; LOBATO, Mateus Monteiro; DAMBRÓS, Gabriela; REIS, Sabrina Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3529012895113506; http://lattes.cnpq.br/9538274451860648; http://lattes.cnpq.br/6582930358399642; http://lattes.cnpq.br/6748300038663532; https://orcid.org/0000-0003-2997-1081; https://orcid.org/0000-0002-7780-8804; https://orcid.org/0000-0001-9013-4448; https://orcid.org/0009-0003-6383-9647
    O ensino de Geografia na Educação Básica é um dos pontos fundamentais para a formação de uma sociedade crítica e consciente de sua realidade. Portanto precisamos atentar para a formação de nosso estudante em todo o seu potencial de desenvolvimento. A forma como o ensino de Geografia tem sido conduzido e o contexto que vivemos tem nos levado a receber estudantes completamente despreparados para a leitura e compreensão cartográfica, apesar de ser cada vez maior o contato com recursos cartográficos, seja por celular, televisão ou mídias sociais. Estando atentos a este fato, bem como considerando que ao chegar à 1ª série do Ensino Médio, nossa prática profissional nos destacou a ausência de desenvolvimento das habilidades cartográficas. Por isso traçamos como objetivo geral de nossa pesquisa analisar como está o conhecimento cartográfico dos estudantes ao chegar ao Ensino Médio na EE. Dr. Laureno Melo, Castanhal-PA, para a partir daí pensar em um roteiro de atividades práticas que levem o estudante ao efetivo processo de letramento cartográfico. Para isso temos como objetivos específicos a análise de como está o conhecimento cartográfico do estudante que chega ao Ensino Médio, bem como investigar como este estudante vê a utilidade / importância dos conhecimentos cartográficos em sua vida; e a partir daí propor um roteiro de atividades que possa auxiliar no processo de letramento cartográfico do estudante do Ensino Médio. Para a criação e avaliação desta proposta, realizamos a aplicação de todo o material proposto com estudantes que chegam ao Ensino Médio, da escola estadual Doutor Laureno Alves de Melo, que participaram ativamento no processo de aprendizagem proposto. A partir das discussões e proposições fizemos a produção de uma sequência didática que organiza os temas básicos e traça propostas de intervenção junto aos adolescentes de maneira prática, favorecendo o processo de letramento cartográfico.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fragmentação socioespacial e o espaço escolar: reflexões a partir de práticas espaciais de jovens escolares em Ananindeua-Pa
    (Universidade Federal do Pará, 2026-04-28) CARVALHO, Márcio Marcondes Marques; SOARES, Daniel Araújo Sombra; http://lattes.cnpq.br/6446474471044694; https://orcid.org/0000-0002-5208-2429; RODRIGUES, Jovenildo Cardoso; http://lattes.cnpq.br/9028575905648156; https://orcid.org/0000-0002-5650-1168; PEREIRA, Edir Augusto Dias; SOUZA, Leandro de Aguiar e; SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão; http://lattes.cnpq.br/8073664444803317; http://lattes.cnpq.br/0755914057754201; http://lattes.cnpq.br/4150193798058154; https://orcid.org/0000-0002-5570-107X; https://orcid.org/0000-0002-1093-1656; https://orcid.org/0000-0002-0421-7253
    As cidades contemporâneas têm sido marcadas pelo aprofundamento das desigualdades socioespaciais, especialmente em contextos metropolitanos periféricos, onde a urbanização ocorre de forma desigual e seletiva. Na Amazônia brasileira, esse processo assume características específicas, relacionadas à expansão metropolitana recente e à persistência de estruturas históricas de periferização. No município de Ananindeua, integrante da Região Metropolitana de Belém, tais dinâmicas se expressam tanto na organização do espaço urbano quanto nas práticas cotidianas dos sujeitos que vivenciam a condição urbana periférica. Esta pesquisa tem como objetivo analisar como a fragmentação socioespacial e as formas contemporâneas de desigualdade se manifestam nas práticas espaciais de jovens em diferentes momentos de sua trajetória na escola pública em Ananindeua–PA. Para isso, foram mobilizadas entrevistas semiestruturadas, questionários, análise documental e oficinas de cartografia participativa desenvolvidas no espaço escolar. O estudo demonstra que a fragmentação socioespacial não se restringe à morfologia urbana ou à distribuição de infraestruturas, mas se manifesta na reorganização das práticas cotidianas, evidenciada nas trajetórias de mobilidade, no acesso seletivo a espaços de lazer e consumo e na produção de sentidos sobre a periferia. No campo do ensino de Geografia, a cartografia participativa mostrou-se uma estratégia metodológica e pedagógica potente, ao articular investigação e prática docente e tornar visível o espaço vivido pelos estudantes. A pesquisa mobiliza, ainda, a noção de escrevivência espacial, inspirada em Conceição Evaristo, como mediação metodológica para interpretar as experiências, memórias e narrativas dos sujeitos no espaço urbano. Ao articular Geografia Urbana, Geografia da Educação e ensino de Geografia, o estudo contribui para a compreensão das desigualdades contemporâneas a partir do espaço escolar e reafirma os estudantes como sujeitos capazes de interpretar criticamente a cidade e suas práticas espaciais.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A cidade como espaço de ensino, aprendizagem e direitos: a importância de um roteiro de Estudo do Meio para professores do Ensino Fundamental a partir do estudo/vivência com os alunos da EM Parque Bolonha em Belém/PA
    (Universidade Federal do Pará, 2026-02-03) COSTA, Suellen Cristina Vidal; LOBATO, Mateus Monteiro; http://lattes.cnpq.br/9538274451860648; https://orcid.org/0000-0002-7780-8804; SANTOS, Leonardo Pinto dos; RODRIGUES, Aline de Lima; CASTRO, Carlos Jorge de Nogueira; http://lattes.cnpq.br/3529012895113506; https://orcid.org/0000-0002-4069-433X; http://lattes.cnpq.br/0305201169109296; https://orcid.org/0000-0003-2997-1081; https://orcid.org/0000-0002-4069-433X; https://orcid.org/0000-0003-0153-1551
    Em um contexto de incertezas sobre os caminhos que a educação para formação cidadã crítica tem tomado no Brasil, a geografia escolar vê a necessidade de aplicar práticas pedagógicas que tornem a educação geográfica mais efetiva. O ensino da cidade e do urbano na geografia escolar precisa considerar o viver social do aluno, relacionando o concreto ao abstrato, a partir do cotidiano do discente. A experiência docente na Educação Básica trouxe à tona uma grave problemática: a necessidade de utilizar um método de ensino que levasse em consideração os estudos sobre e na cidade e a escuta atenta às experiências vividas dos alunos, superando interesses permeados por uma educação bancária. Nesse sentido, como método de aprendizagem que possa atender a essa realidade, o Estudo do Meio, a partir da mediação do professor, consegue conectar os objetos de conhecimento dialogados em sala de aula com o cotidiano dos alunos. O objetivo da pesquisa é fornecer um roteiro de Estudo do Meio aos professores de Geografia para auxiliá-los em sua formação e prática docente, e ao mesmo tempo, contribuir para o protagonismo do aluno no seu lugar de pertencimento. Os objetivos específicos envolvem a compreensão do Estudo do Meio na cidade enquanto contribuidor para uma educação geográfica, a efetivação da conexão entre os saberes empíricos e geográficos que envolvem os estudos urbanos e a consolidação de um ensino-aprendizagem sobre e na cidade que permita ao aluno lutar pelo direito de vivê-la democraticamente. Para tanto, desenvolvemos uma análise sobre a importância do Estudo do Meio na Educação Básica; reflexões sobre o uso do objeto de conhecimento cidade e espaço urbano à luz do raciocínio geográfico e da Base Nacional Comum Curricular do Brasil; e a produção de um roteiro de Estudo do Meio envolvendo os estudos de cidade e urbanização, a partir das experiências cotidianas dos alunos do 7º ano da Escola Municipal Parque Bolonha, em Belém do Pará. O roteiro foi dividido em pré-campo para fins de planejamento pedagógico; aulas de campo nas áreas central e periférica de Belém; e pós-campo, onde a produção e socialização do caderno de campo ocorreram a partir do protagonismo do aluno na produção do conhecimento, a partir das suas percepções sobre a cidade que moram. O Estudo do Meio auxiliou os alunos a investigar as transformações pelas quais o seu lugar passou, bem como a conseguir construir hipóteses que justifiquem esta realidade e o que pode ser feito para melhorá-la, uma vez que suas vivências deixam marcas na cidade que podem contribuir para a construção de uma cidade mais democrática.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Jogos digitais no estudo do clima da Amazônia para alunos do Ensino Médio
    (Universidade Federal do Pará, 2026-02-04) MONTEIRO, Milena Cristina de Almeida; Luciana Martins; OLIVEIRA, Livânia Norberta de; http://lattes.cnpq.br/9967851444577561; https://orcid.org/0000-0003-2558-2855; FREIRE, Luciana Martins; SILVA, Osvaldo Girão da; KZAM, Áthila Lima; http://lattes.cnpq.br/4934997801459839; http://lattes.cnpq.br/0023062552344552; http://lattes.cnpq.br/3176466490626251; https://orcid.org/0000-0002-9452-8150; https://orcid.org/0000-0002-5797-4450; https://orcid.org/0000-0003-1754-9289
    A Geografia, enquanto componente das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, desempenha papel fundamental na compreensão crítica do espaço geográfico e das relações entre sociedade e natureza / letramento geográfico. No contexto escolar, especialmente do ensino da Geografia Física, o processo ensino-aprendizagem apresenta desafios, uma vez que envolve conceitos abstratos e a necessidade de contextualização dos fenômenos naturais com a realidade social dos estudantes. Historicamente, o ensino da Geografia foi marcado por práticas mnemônicas e descritivas, o que reforça a necessidade de metodologias que promovam a participação ativa dos estudantes. Nesse sentido, as metodologias ativas, em especial a aprendizagem por jogos digitais, apresentam-se como estratégias pedagógicas capazes de tornar o estudante protagonista do processo educativo, enquanto o professor será o mediador da aprendizagem. Diante do atual cenário de intensificação das mudanças climáticas, com impactos significativos na Amazônia, em especial em centros urbanos, como Belém-PA, torna-se essencial estimular reflexões críticas sobre a relação sociedade-natureza. Nesse contexto, este trabalho objetiva analisar como a aprendizagem por jogos digitais, aplicada como metodologia ativa, pode favorecer a compreensão de objetos de conhecimento relacionados ao clima e às mudanças climáticas por estudantes de Ensino Médio de escolas públicas e particulares em Belém (PA). Busca-se avaliar o engajamento dos alunos, identificar suas percepções sobre a relevância do tema, comparar desafios entre as diferentes realidades escolares e compreender o papel do professor nesse processo, contribuindo para uma aprendizagem significativa e para a formação integral dos sujeitos. Trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa, que utilizou da plataforma Wordwall, para criar os quizzes, e dos aplicativos canva.com e qrcodecreator.com, a fim de montar a sequência da aula. O maior desafio encontrado foi a estabilidade da internet e a falta de equipamento adequado para alguns estudantes. Entretanto, passado o momento inicial de euforia, constatou-se que houve uma melhoria da atenção e da interação entre os estudantes e o objeto de conhecimento. Produzimos três jogos, no estilo quizz, cada um com um layout diferente. Primeiramente, foram questões apenas sobre a Amazônia, em seguida os questionamentos versaram sobre as mudanças climáticas e por fim, relacionando a Amazônia e as mudanças climáticas. A fim de agrupar essas atividades, foi elaborada uma trilha pedagógica no app. Canva. A atividade se preocupou com os estudantes PCD’s, realizando adaptações nas questões e no estilo do jogo, para obter a participação de todos os estudantes, favorecendo a interação e a aprendizagem por pares. Os professores titulares das turmas notaram que houve melhora na fixação dos temas trabalhados e que esta metodologia ativa, especialmente os jogos digitais, pode ser utilizada em outros momentos do ano letivo, para melhorar a aprendizagem relativa a outros objetos de conhecimento.